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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É no Estado português que está o problema

Se compararmos os resultados da economia portuguesa com a inglesa a diferença não explica a situação.

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Chegámos ao ponto em que não existe uma razão económica para a nossa pobre economia, no sentido em que aquilo que depende da livre vontade de consumir, dos portugueses ou dos estrangeiros, não se apresenta como causa, pelo contrário. E, com isso, chegamos ao “detalhe” que interessa, aquele que é exclusivamente interno e cujo consumo não é livre. Aquela área do país que vive permanentemente deficitária apesar dos seus custos exorbitantes e cuja dívida é mundialmente famosa: a República Portuguesa. Claro que não podemos separar as qualificações dos portugueses do Estado, nem a saúde, nem a segurança dos turistas, etc. Isto é, em termos analíticos, é impossível separar os números de Portugal, o país, e da República Portuguesa, o Estado. Mas é no Estado português que está o problema. O que, em si mesmo, são excelentes notícias porque significa que resolvê-lo só depende de nós. E, como não é um problema económico na sua natureza, a sua solução é meramente administrativa. É escrever e fazer cumprir o escrito.

Mas aumentar salários, regalias e, ao mesmo tempo, reduzir o horário de trabalho e dar feriados por tudo e por nada (como fechar as escolas públicas na véspera da visita do Papa, enquanto as escolas católicas se mantiveram abertas) não são medidas no sentido correto. São os escritos errados. E isto não é uma questão de opinião, é assim. E pouco interessa o resultado expresso na contabilidade mais ou menos criativa que é produzida pelos oficiais da república. Os balanços externos são como o algodão, não enganam e não são sujeitos a milagres. É claro que isto destrói parte daquilo que tanto nos custa a conquistar mas, mais uma vez, boas notícias, corrige-se!

Porque cresce tanto a economia portuguesa, então? Porque, felizmente, e como sabemos há centenas de anos, Portugal é habitado por gente excelente, trabalhadora e qualificada que, por enquanto e há umas décadas, está com dificuldades em resolver o seu problema de coexistência. E isto é bom porque aquilo que é imutável, aquilo que não depende do tempo, tem uma qualidade única e são os outros que nos mostram isso. O resto é conjuntura, resolve-se!

PhD em Física, Co-Fundador e Partner da Closer