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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A questão é simples e grave

Andamos a vender os anéis para financiar o excesso de consumo. As famílias e as associações  sem fins lucrativos portuguesas tiveram, no primeiro trimestre de 2017, um rendimento disponível bruto mais baixo do que as despesas de consumo. Um saldo do consumo negativo de 624 milhões de euros.

Isto é, consome-se mais do que se ganha. O saldo desta natureza é o mais baixo desde qu há registos (1999). Para suprir esta diferença andamos a vender os anéis e o acumulado já vai na bonita soma de 14 mil milhões de euros.

A diferença é que antes alienávamos bens para financiar o investimento das famílias, agora vendemos bens para financiar o consumo. Uma limpeza na queda da poupança.

Até o sucesso do nosso consumo que alguns insistem  afirmar ser o pináculo do nosso crescimento, está assente na confiança dos consumidores, e na poupança dos outros, pois nem os anéis que vendemos nos chegam para pagar o excesso de consumo.

PS : João Duque - Expresso

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