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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem votou Macron votou na Europa

E foram 66,1% dos votos expressos . É um número impressionante, até porque a União Europeia atravessa ainda uma crise profunda embora já mais mitigada.

Le Pen colocou a questão europeia como a questão central. Os franceses votavam a favor da europa ou contra a europa. A resposta foi bem mais expressiva do que a que todos estávamos à espera. Pela europa, de forma esmagadora.

Cerca de 70% dos europeus, em média, são a favor da europa, embora os populismos à esquerda e à direita nos queiram vender a ideia que são (muito) menos. Não são, são muito mais.

Na Alemanha, Merkel e Shultz, ambos pró-europeus, são confirmados nas eleições regionais como os mais votados .Juntos andam acima dos 60% . E mesmo o Brexit mostrou que os que quiseram sair da europa representam pouco mais de metade dos votos. E são os votos do passado. Os jovens querem a europa .

Convinha que o ruído da extrema esquerda e da extrema direita não abafasse a verdade. Os europeus querem a europa

 

 

O crescimento está de volta na Europa

Pela primeira vez em muitos anos o crescimento na Europa é superior ao dos Estados Unidos . Isto vai levar à retirada dos estímulos do BCE (compra de dívida) . Fica a inflação que ainda não chegou aos 2% objectivo do banco central europeu.

Assim, prevê que o processo de retirada de estímulos seja anunciado em Setembro e comece a ser executado em Janeiro. O que vai ter fortes consequências nos próximos dez anos .

As taxas de juro estão historicamente baixas mas vão ter que crescer . E como investir num cenário de mais crescimento, subida da inflação e menos apoio do banco central? "Comprar imobiliário na Península Ibérica".

Avança central de compras de medicamentos na Europa

Comprar grandes quantidades de medicamentos baixa o preço não só para os países consumidores mas também para a indústria. A redução é particularmente relevante nos medicamentos inovadores . Na oncologia, nas doenças crónicas e nas doenças raras.

A indústria farmacêutica está pouco receptiva a desenvolver produtos com pequeno consumo. Com vários países juntos a comprar grandes quantidades o custo baixa consideravelmente. 

Este debate poderá mesmo levar à criação de um processo europeu de compra de medicamentos, segundo o DN. Estarão presentes na reunião desta terça-feira, além de Portugal, Espanha, Áustria, Grécia, Irlanda, Malta, Holanda, Letónia, Eslovénia, Itália e Bélgica. 

Estamos trabalhar para termos uma cooperação mais intensa na área da avaliação e negociação, em termos de haver algumas situações de podermos negociar conjuntamente o financiamento de determinados medicamentos", diz, referindo que este processo tem quatro componentes: identificação conjunta das áreas e de quando vai aparecer inovação, avaliação conjunta ou coordenada dos medicamentos, negociações com vista ao financiamento e processos aquisitivos mais próximos.

Portugal com a sua reduzida dimensão poderá beneficiar em muito com este processo na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

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Três milagres : Fátima, AutoEuropa e Refinaria de Sines

A Europa está a melhorar e isso é um dos factores fundamentais para as melhores expectativas que se vai tendo para a economia portuguesa.

A economia pode crescer entre 1,8% e 2,1% puxada pelas exportações que crescem 6% ; em consequência o desemprego pode cair para 9% . Tudo ao contrário do que dizia o governo e os seus apoios que apostavam na procura interna ( diminuta num país tão pequeno).

O investimento privado mostra vontade de crescer mais rapidamente . 

"Após um aumento de 1,4% em 2016, o produto interno bruto (PIB) português deverá crescer 1,8% em 2017, 1,7% em 2018 e 1,6% em 2019. Em 2019 o produto real deverá situar-se num nível próximo do registado em 2008, o que ilustra bem a natureza sem precedentes deste último ciclo económico"

No texto que acompanha as projecções, o banco central salienta "o desempenho das exportações de turismo, que será favorecido pela ocorrência em território português de importantes eventos à escala internacional", nas quais se destaca a visita do Papa em 2017. Do lado das vendas de bens, além da dissipação de efeitos temporários negativos que marcaram 2016 (transição de modelos na Autoeuropa e paragem da refinaria de Sines), os economistas da Almirante Reis sublinham que em 2017 e 2018 haverá um aumento da capacidade produtiva da Autoeuropa.

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Um bom arranque de ano na economia europeia

O crescimento das economias europeias está em em bom nível e é generalizado.  Esta é uma boa notícia para Portugal e para todos os europeístas .

O indicador de actividade económica de França cresceu para o nível mais elevado desde 2011. Já o indicador da Alemanha aponta para que Berlim registe o maior crescimento dos últimos três anos. Dados que suportam o optimismo dos investidores com um bom arranque de ano na economia europeia.

Tudo indica que os problemas de crescimento estão a ficar para trás o que é fundamental para resolver os problemas da dívida, do défice e do sistema financeiro nos países que, como Portugal, se debatem com esses problemas

Sem União Europeia a economia europeia conta muito pouco

A economia de França ( a segunda economia da UE) é mais pequena que a economia da Califórnia. E na Europa só há dois tipos de países. Os que são pequenos e os que ainda não sabem que são pequenos.

Agora reflictam sobre Portugal que é uma das economias mais pequenas e mais frágeis.(2% do total). Lembram-se da miséria e do atraso que lavravam no país antes da entrada na UE e dos subsídios europeus ? É que foi nos anos 80 ali à esquina em termos temporais. E que podemos nós fazer sozinhos fora da União Europeia ?

A Europa para resolver os seus problemas entre 1914 e 1945 foi teatro de duas guerras mundiais onde morreram 80 milhões de pessoas assim resolvendo o desemprego e a miséria. É a isto que queremos voltar ?

Sem investimento não resolvemos problema nenhum. Nem a estagnação da economia, nem o pagamento da dívida, nem o desemprego. E adivinhem quem tem dinheiro ? Esses mesmos, os que não gostam de ouvir governos a dizer todos os dias que querem sair da UE. Ou os seus apoios.

Enquanto gritam que querem sair, estendem a mão para os Programas de Apoio Europeus única via para arranjar dinheiro que se veja para investir . E os privados congelam projectos de investimento à espera de confiança.

É assim sem tirar nem pôr. Colocar a especulação à frente da realidade é populismo. Já tivemos a nossa doze com José Sócrates. Não quero mais, obrigado.

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Por um autêntico governo Europeu

É comum dizer-se que depois do Brexit nada será como antes, tanto no Reino Unido como na União Europeia. Mas a verdade é que a UE é um caminho que nunca foi trilhado por isso tem que se descobrir, caminhando. Errar enquanto se descobre o caminho é normal e inevitável mas, é preciso a cada engano recuperar a direcção certa . É o que já está a acontecer enquanto boa parte dos ingleses se dão conta que há no seu abandono uma certa sensação de orfandade. Descobriram agora que são europeus.

E é cada vez mais frequente aparecerem propostas que agora têm oportunidade de singrarem. É o caso da proposta do socialista alemão : A União Europeia, segundo Schulz, deve concentrar-se em assuntos que os Estados-membros não podem resolver em separado e não entreter-se com problemas que podem solucionar-se no âmbito regional ou nacional.

O PS num dilema vai escolher a "Europa" e deixar cair PCP e BE

José Pacheco Pereira :

Face a esta ecologia, o PS comporta-se como se pudesse continuar a governar como sempre fez, dá umas coisas a uns e espera sentado pela sua fidelidade; tira umas coisas a outros e depois assusta-se, recua e avança como pode. Ainda não interiorizou o preço que tem a pagar se esta experiência falhar e não tem sentido de urgência face aos riscos, principalmente europeus que estão aí à porta. A “Europa” actual quer a queda do governo Costa e por isso o humilha com novo pacote de austeridade, e força a ruptura com o BE e o PCP. Sim, porque o PS num dilema, vai escolher a “Europa” e deixar o país ao PSD e CDS.

Por sua vez, BE e PCP parecem também não ter percebido que vai haver um antes e um depois dos acordos que fizeram, e que nada voltará a ser como dantes, conforme eles falharem ou tiverem sucesso. Se falharem voltarão a ter uma função meramente tribunícia, agravada pelo desespero dos seus eleitores quando, por uma governação à direita que será agressiva e vingativa, perceberem o país sem esperança em que estão. Partirão por dentro pela radicalização e perderão ainda mais relevo social para fora das suas fronteiras militantes.

Não vai ser fácil este governo durar quatro anos

É cada vez mais consensual. A  este governo falta-lhe tudo a começar pela legitimidade eleitoral. Um governo de derrotados. Desta vez quem o diz é um membro do governo. Não vai ser fácil este governo durar quatro anos.

O PCP e o BE (principalmente este) estão como sempre quiseram estar. Ameaçam o governo, controlam o governo e fazem exigências que sabem que não cabem no orçamento e que tornam a vida difícil ao PS em Bruxelas.

O PCP já avisa que o país tem que sair do Euro e o BE que o PS tem que escolher entre Bruxelas e eles ( bloquistas). Ora PS e o próprio António Costa são europeístas não se percebe como podem conviver com dois partidos anti-europa. É uma questão de tempo. Daí a pressa de António Costa em beneficiar rapidamente as suas clientelas eleitorais.

O primeiro-ministro, António Costa, “como europeísta convicto”, destacou este sábado que “mais importante que o documento [do acordo] é a manutenção do Reino Unido na União Europeia (UE)”, ao assegurar uma “união mais estreita entre povos europeus”.

É mais que uma geringonça é uma carroça

A Europa e a liberdade

Mudar em nome de quê ? Isso não nos dizem : "

É que as instituições que temos na Europa, não sendo perfeitas, demoraram muito a construir, deram muito trabalho a solidificar. O caminho não pode ser destrui-las em nome de um qualquer mundo novo, de um homem novo ou de um mundo sem europeus. Esta é a Europa de Vitor Hugo, de Churchill, mas também de Schuman, Monnet, Adenaeur, Spaak ou Gasperi, Esta é a Europa que não se fez de um só golpe… mas de realizações concretas: é uma construção sempre inacabada de paz, liberdade e bem-estar social.

Continuar a lutar, em conjunto, por esses valores, será o grande desafio. Afinal, não se pode pedir aos homens que construam o melhor dos mundos, mas sim um mundo um pouco melhor do que aquele que encontraram. Um mundo melhor, com democracia, mas sobretudo com a garantia da liberdade. Esta é também a história do movimento europeu que deverá continuar a passar pelo aperfeiçoamento, pela reforma, pela transformação gradual das instituições europeias. Tradição e modernidade, diversidade e identidade, qual Europa de valores e princípios num mundo globalizado, onde os europeus continuem a fazer a diferença.