Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

É bom para as exportações

O aumento das taxas de juro do FED (USA) está a depreciar o euro e as duas moedas nunca estiveram tão próximas da paridade. É bom para as exportações europeias que se vendam no maior mercado mundial.

Ao aumentar a taxa de juro diretora, a autoridade vai aumentar o preço do dinheiro, restringindo a atividade económica — pedir dinheiro ao banco vai ficar mais caro, por exemplo. Sendo assim, os investidores vão querer saber se há mais subidas das taxas em perspetiva ao longo do próximo ano, porque isso representa muito da confiança da Fed em relação à evolução da economia norte-americana.

E, pelo que se sabe haverá mais três subidas durante 2017 mas, Trump está contra . Vamos ver como diz o ceguinho.

eurodolar-01.png

 

Trump vai salvar o Euro ?

Um dólar forte faz um euro fraco o que ajuda ( e muito) as exportações europeias para o maior mercado . E com a economia americana a crescer - graças ao investimento em infraestruturas - e o emprego em pleno ( gente e famílias com dinheiro e poder de compra) as exportações europeias tornam a crescer . E os beneficiados vão ser os países do sul porque os seus produtos de exportação são os que se consomem no dia a dia e que apresentam maior procura . Os produtos da Alemanha nem por isso . 

Quaisquer que sejam as desvantagens potenciais das políticas de Trump, há uma clara vantagem: impulsionarão o crescimento e o emprego numa Zona Euro onde a insatisfação económica está a gerar turbulência política - e os ganhos serão mais pronunciados nos países que mais precisam deles. Com os italianos a enfrentarem a perspectiva de um referendo sobre a permanência na Zona Euro, e os franceses a prepararem-se para as eleições presidenciais do próximo ano, o valor disto não pode ser subestimado. Na verdade, Trump pode muito bem acabar por salvar o euro. 

Até parece que antes do Euro éramos ricos e felizes

Costumo dizer que antes de estarmos dentro do Euro estávamos fora dele. LaPaliciano ? Pois há muita gente que não percebe tão fácil constatação. Fora do Euro fomos sempre um país de emigrantes e de pobres . E com as contas desequilibradas. Há políticos e economistas que nos querem agora convencer que mesmo antes do Euro a pobreza já era culpa do...Euro. 

Aquilo que o euro não nos permite, de facto, é mascarar as nossas fragilidades como antigamente – o euro exige a adopção de políticas mais corajosas do que telefonar para a Casa da Moeda a mandar ligar as rotativas. A afirmação de Portugal na Europa é um sonho antigo, que demorou e custou a concretizar. E é um sonho que vai muito para além da sua dimensão económica. Sair do projecto europeu é assumir a nossa absoluta menoridade. Antes outra década perdida dentro do euro do que uma década supostamente ganha fora dele. 

De um lado os carrascos que emprestam o dinheiro do outro as vítimas que o recebem

Políticos e jornalistas ganharam o hábito, nos últimos tempos, de falar de sanções por défice excessivo na Zona Euro como se fossem punições impostas por torcionários a vítimas inocentes e indefesas, surpreendidas por acontecimentos de que não são responsáveis. Não é objectivamente verdade: os procedimentos acordados por todos os participantes no euro foram concebidos para proteger todos dos potenciais incumprimentos de alguns na utilização de uma moeda que é comum - não há vítimas de um lado e castigadores do outro. Não é subjectivamente verdade: os responsáveis políticos portugueses sabem muito bem que escolheram voluntariamente a via do incumprimento, esperando continuar a beneficiar do endividamento garantido pela integração na Zona Euro.

Acabam os subsídios e é vê-los de mão estendida a ameaçar com os tribunais...

Mau para a Grécia pior para a União Europeia

A saída da Grécia do euro é a curto prazo má para o povo grego mas também é, muito má para a UE. Fica percebido que o que falta na UE é solidariedade, porque os montantes em jogo, para a Europa, não são significativos. Mas a Grécia também tem muitas culpas no cartório, andou a brincar demasiado tempo e por último acreditou no aventureirismo do Syriza.

As condições que se perfilam para a Grécia entregar em três dias novas propostas são quase um convite a que a Grécia saia do Euro pelo seu pé. A administração pública não tem um serviço de informação estatística capaz. A sua máquina fiscal é ineficaz e corrupta. Há interesses organizados à volta do estado que viveram toda a vida à conta do orçamento. O seu sistema de pensões é uma calamidade que envolve milhões de pessoas. Mesmo num país organizado seria difícil preparar a proposta em três dias.

Da dignidade mostrada no referendo o povo grego prova agora a humilhação. Não se humilha um povo impunemente e as autoridades europeias estão cegas politicamente. Não ver que muito para além do dinheiro há a situação geoestratégica, a vizinhança de países em conflito e onde a paz é periclitante. Não perceber que tudo isto vai custar muito mais à UE do que a solidariedade ( desde que haja da parte da Grécia garantias de cumprimento) é não estar á altura do momento.

Se é para impedir a ascensão do PODEMOS em Espanha, do partido de extrema direita de La Pen na França  e outros movimentos extremistas, então o erro não podia ser maior. A única forma de manter a Europa no caminho certo é o desenvolvimento, a Democracia e o Estado Social.

A Europa representa a maior produção mundial de riqueza, o que corresponde a 7% de toda a riqueza mundial produzida e ao mesmo tempo, as suas despesas sociais representam 50% das despesas sociais de todo o mundo. Não há syriza que valha uma noite mal dormida.  

Portugueses preparam-se para a saída do Euro

O crédito ao consumo bate recordes. Isto só se pode entender no quadro da preparação dos portugueses para a saída do Euro. Carro novo e  outros créditos pessoais, sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades:  crédito pessoal com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos .

Sempre é melhor sair de bolsos cheios e bem montados do que correr o risco que os nossos amigos Gregos, correm. Sem tusto, sem emprego e a bater a todas as portas apelando à generosidade dos credores. Cá c'a gente nem pó. Sair é para sair à grande. Senão vejam :

- mais de um terço do crédito é para comprar automóvel

- crédito ao consumo aumenta 31% em Abrirl

- empréstimo para casa dispara 50% em Abril

- financiamento às famílias aumenta 20% até Abril

Digam lá se isto não são sinais inequívocos que o pessoal se prepara para " dar de frosques"

As propostas delirantes da extrema esquerda

O PS quer ficar no euro e é no euro que o país quer ficar. "Não pode haver compromissos com esta direita extremista que já nem sequer representa larguíssimos setores da direita tradicional portuguesa. Foram eles que se excluíram e que estão fora dos avanços que se estão a verificar na Europa. Mas também é preciso termos um discurso claro para muitos portugueses que, desiludidos, frustrados, quantas vezes desesperados, tendem a ir no canto de sereia das propostas deliberantes da extrema-esquerda.

Depois de lembrar a importância de Mário Soares à adesão europeia, Vitorino afirmou: "É nesta linha que o programa de governo reitera uma intenção clara do PS: Queremos permanecerem no euro e é no euro que Portugal quer permanecer".

Vitorino defendeu que "na Europa os países não são todos iguais e nem querem ser", mas se os países são diferentes, os Estados têm de ser tratados todos por igual". "Este é que é o verdadeiro espírito europeu", concluiu.

A política do mais ou menos

Nós por cá vamos dando uns palpites sobre os grandes problemas nacionais. Temos programas macroeconómicos partidários ? E faltam 600 milhões nas pensões ? Logo se vê. Gasta-se agora e paga-se mais tarde. Foi assim que chegamos à bancarrota.

E sobre a saída do euro e da UE ? Bocas, nada mais que bocas. Mas isso é possível? Sim, temos é que fazer tudo em segredo senão o dinheiro foge. Mas uma operação dessas resiste à quebra do segredo sabendo nós, todos os dias, o que a casa gasta ? Então um golpe de mão. Deitamo-nos com o euro e acordamos com o nosso amado escudo. E isso vale, é legal? Quanto custa a quem tem dinheiro nos bancos?

Os ingleses que não brincam com coisas sérias, deitaram-se ao trabalho. A saída da UE custa 14% do PIB. Pronto. Não é de esquerda nem é de direita. É a maneira mais rápida de empobrecer.

Camarada Jerónimo, a China é uma ditadura e o seu povo é muito pobre

A China é uma ditadura de partido único, o seu povo é muito pobre e é socialmente profundamente desigual. Inventou "um país dois sistemas" para usar o sistema capitalista de produção para assim criar uma classe média e uns quantos milionários que agora andam a fugir do país comprando imobiliário na Europa. Nesta Europa que aos seus olhos e aos do seu partido é o inferno na terra. Inferno que atrai tanta gente depois de terem vivido nos paraísos em que os comunistas acreditam.

"Lembrar a grande promessa feita há 15 anos, na cimeira de Lisboa, em que se dizia que a UE será em 2010 uma economia do conhecimento, a mais dinâmica e competitiva do Mundo. Estamos em 2015 e vemos como estamos. Penso que quem concretizou isto foi a China”, ."

Eu visitei a China vi com os meus olhos as fábricas desactualizadas e poluidoras, as ruas cheias de polícias e de militares, os bairros onde não entra a água nem o sol. E vi, do outro lado da rua, os hotéis de luxo e todas as marcas da moda, a que os camaradas chamam " o lixo do capitalismo".

O Partido Comunista é o mais honesto de todos. Quer Portugal convertido numa ditadura, com crianças de 12 anos a trabalharem nas fábricas e a produzirem sapatos que são vendidos na Europa a 5 euros.

 

Na Grécia 81% da população quer permanecer no euro

Nunca é demais lembrar que praticamente toda a população grega quer permanecer no euro. O que pode o Syriza contra esta realidade ? Pode, evidentemente, lutar por aquilo que considera melhor para o seu país mas não pode esquecer o querer dos seus cidadãos.

O Syriza não tem mandato para tirar a Grécia do euro. Levará a chantagem até esse ponto? A questão é a de saber qual o verdadeiro projecto do Syriza. É substituir a social-democracia como parceiro de alternância num país da UE? Ou é provocar a saída do euro, num país em que ninguém quer sair? O “plano secreto” de abandono da moeda única foi um tema do debate eleitoral, inspirando negações veementes ao Syriza.

O Syriza é um "Cavalo de Tróia" dentro do Euro ? Os Gregos vão ter a última palavra.