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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mau para a Grécia pior para a União Europeia

A saída da Grécia do euro é a curto prazo má para o povo grego mas também é, muito má para a UE. Fica percebido que o que falta na UE é solidariedade, porque os montantes em jogo, para a Europa, não são significativos. Mas a Grécia também tem muitas culpas no cartório, andou a brincar demasiado tempo e por último acreditou no aventureirismo do Syriza.

As condições que se perfilam para a Grécia entregar em três dias novas propostas são quase um convite a que a Grécia saia do Euro pelo seu pé. A administração pública não tem um serviço de informação estatística capaz. A sua máquina fiscal é ineficaz e corrupta. Há interesses organizados à volta do estado que viveram toda a vida à conta do orçamento. O seu sistema de pensões é uma calamidade que envolve milhões de pessoas. Mesmo num país organizado seria difícil preparar a proposta em três dias.

Da dignidade mostrada no referendo o povo grego prova agora a humilhação. Não se humilha um povo impunemente e as autoridades europeias estão cegas politicamente. Não ver que muito para além do dinheiro há a situação geoestratégica, a vizinhança de países em conflito e onde a paz é periclitante. Não perceber que tudo isto vai custar muito mais à UE do que a solidariedade ( desde que haja da parte da Grécia garantias de cumprimento) é não estar á altura do momento.

Se é para impedir a ascensão do PODEMOS em Espanha, do partido de extrema direita de La Pen na França  e outros movimentos extremistas, então o erro não podia ser maior. A única forma de manter a Europa no caminho certo é o desenvolvimento, a Democracia e o Estado Social.

A Europa representa a maior produção mundial de riqueza, o que corresponde a 7% de toda a riqueza mundial produzida e ao mesmo tempo, as suas despesas sociais representam 50% das despesas sociais de todo o mundo. Não há syriza que valha uma noite mal dormida.  

Portugueses preparam-se para a saída do Euro

O crédito ao consumo bate recordes. Isto só se pode entender no quadro da preparação dos portugueses para a saída do Euro. Carro novo e  outros créditos pessoais, sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades:  crédito pessoal com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos .

Sempre é melhor sair de bolsos cheios e bem montados do que correr o risco que os nossos amigos Gregos, correm. Sem tusto, sem emprego e a bater a todas as portas apelando à generosidade dos credores. Cá c'a gente nem pó. Sair é para sair à grande. Senão vejam :

- mais de um terço do crédito é para comprar automóvel

- crédito ao consumo aumenta 31% em Abrirl

- empréstimo para casa dispara 50% em Abril

- financiamento às famílias aumenta 20% até Abril

Digam lá se isto não são sinais inequívocos que o pessoal se prepara para " dar de frosques"

As propostas delirantes da extrema esquerda

O PS quer ficar no euro e é no euro que o país quer ficar. "Não pode haver compromissos com esta direita extremista que já nem sequer representa larguíssimos setores da direita tradicional portuguesa. Foram eles que se excluíram e que estão fora dos avanços que se estão a verificar na Europa. Mas também é preciso termos um discurso claro para muitos portugueses que, desiludidos, frustrados, quantas vezes desesperados, tendem a ir no canto de sereia das propostas deliberantes da extrema-esquerda.

Depois de lembrar a importância de Mário Soares à adesão europeia, Vitorino afirmou: "É nesta linha que o programa de governo reitera uma intenção clara do PS: Queremos permanecerem no euro e é no euro que Portugal quer permanecer".

Vitorino defendeu que "na Europa os países não são todos iguais e nem querem ser", mas se os países são diferentes, os Estados têm de ser tratados todos por igual". "Este é que é o verdadeiro espírito europeu", concluiu.

A política do mais ou menos

Nós por cá vamos dando uns palpites sobre os grandes problemas nacionais. Temos programas macroeconómicos partidários ? E faltam 600 milhões nas pensões ? Logo se vê. Gasta-se agora e paga-se mais tarde. Foi assim que chegamos à bancarrota.

E sobre a saída do euro e da UE ? Bocas, nada mais que bocas. Mas isso é possível? Sim, temos é que fazer tudo em segredo senão o dinheiro foge. Mas uma operação dessas resiste à quebra do segredo sabendo nós, todos os dias, o que a casa gasta ? Então um golpe de mão. Deitamo-nos com o euro e acordamos com o nosso amado escudo. E isso vale, é legal? Quanto custa a quem tem dinheiro nos bancos?

Os ingleses que não brincam com coisas sérias, deitaram-se ao trabalho. A saída da UE custa 14% do PIB. Pronto. Não é de esquerda nem é de direita. É a maneira mais rápida de empobrecer.

Camarada Jerónimo, a China é uma ditadura e o seu povo é muito pobre

A China é uma ditadura de partido único, o seu povo é muito pobre e é socialmente profundamente desigual. Inventou "um país dois sistemas" para usar o sistema capitalista de produção para assim criar uma classe média e uns quantos milionários que agora andam a fugir do país comprando imobiliário na Europa. Nesta Europa que aos seus olhos e aos do seu partido é o inferno na terra. Inferno que atrai tanta gente depois de terem vivido nos paraísos em que os comunistas acreditam.

"Lembrar a grande promessa feita há 15 anos, na cimeira de Lisboa, em que se dizia que a UE será em 2010 uma economia do conhecimento, a mais dinâmica e competitiva do Mundo. Estamos em 2015 e vemos como estamos. Penso que quem concretizou isto foi a China”, ."

Eu visitei a China vi com os meus olhos as fábricas desactualizadas e poluidoras, as ruas cheias de polícias e de militares, os bairros onde não entra a água nem o sol. E vi, do outro lado da rua, os hotéis de luxo e todas as marcas da moda, a que os camaradas chamam " o lixo do capitalismo".

O Partido Comunista é o mais honesto de todos. Quer Portugal convertido numa ditadura, com crianças de 12 anos a trabalharem nas fábricas e a produzirem sapatos que são vendidos na Europa a 5 euros.

 

Na Grécia 81% da população quer permanecer no euro

Nunca é demais lembrar que praticamente toda a população grega quer permanecer no euro. O que pode o Syriza contra esta realidade ? Pode, evidentemente, lutar por aquilo que considera melhor para o seu país mas não pode esquecer o querer dos seus cidadãos.

O Syriza não tem mandato para tirar a Grécia do euro. Levará a chantagem até esse ponto? A questão é a de saber qual o verdadeiro projecto do Syriza. É substituir a social-democracia como parceiro de alternância num país da UE? Ou é provocar a saída do euro, num país em que ninguém quer sair? O “plano secreto” de abandono da moeda única foi um tema do debate eleitoral, inspirando negações veementes ao Syriza.

O Syriza é um "Cavalo de Tróia" dentro do Euro ? Os Gregos vão ter a última palavra.

O Syriza quer mesmo sair do euro ?

Mas como se quase 80% dos gregos quer manter-se na moeda única ? Segundo alguns a saída levaria mais tarde ou mais cedo à saída dos países com elevadas dívidas e, daí à desagregação do euro seria um passo. Afinal, não podemos esquecer que são revolucionários .

Mas também é verdade que o povo grego já viu a sua vida a andar para trás o suficiente para se interrogar se vale a pena continuar. E é aqui que entra a UE. Se houver solidariedade a Grécia faz o trabalho de casa que se escusou a fazer? É que se não faz de pouco vale a solidariedade como se viu com o perdão da dívida em 2008.

Em termos de montantes envolvidos, o que a Grécia precisa representa muito pouco para os restantes dezoito países. É, pois, evidente que a questão é política. E, sendo política, é preciso saber se o actual governo Grego quer mesmo sair do euro, porque logo aí passa a responder perante os tais 80% de gregos que querem o país na zona euro.

Lançados os dados, nem a UE quer correr o risco de ver um dos seus membros sair da zona euro nem o governo Grego quer suicidar-se. Se não  chegarem a um acordo a única saída do governo grego é referendar a posição do país . A partir do resultado do referendo pode mudar a sua política sem perder a face.

E, como sabemos, a vacina protege para toda a vida. É por isso que o referendo também interessa à Europa.

PCP não diz tudo

PCP quer preparar o país para sair do euro mas não diz tudo. É que esse seria o primeiro passo para sair da União Europeia. Ora, o que sabemos é que 74% dos portugueses não quer sair da União Europeia. Mas parece que neste como noutros casos nem sempre é o povo quem mais ordena

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Quando o escudo fazia correr o mel e o leite

70% dos Gregos e 62% dos alemães não querem sair do euro : (...) Num Mundo global, países da nossa dimensão e com os nossos recursos têm pouca soberania – sustento aliás que Portugal ganha soberania na condição de membro da União. Quanto ao argumento do passado, de um tempo em que um escudo pujante nos garantia um lugar cimeiro entre as nações ricas do Mundo: quando foi isso? Portugal tinha em 1985, ano anterior à adesão, um PIB per capita pouco superior a 50% da média comunitária, tendo crescido desde então acima dos 70%. Querem comparar o país com escudo com o Portugal de hoje? Era melhor em quê? Havia desemprego, inflação, juros altos, salários em atraso. Melhor em quê? E ao que voltaremos no dia em que, recuperado o amado (e não assim tão velhinho) escudo, sucessivas desvalorizações empobrecerem o país como fizeram tantas vezes ao longo da nossa História, pondo-nos ainda mais longe dos tais países ricos que alegadamente nos exploram dentro da UE (coisa que não farão quando estivermos fora, claro – isto é uma ironia)?

70% dos Gregos e 62% dos Alemães querem a Grécia na UE

As posições das partes estão a aproximar-se. É cada vez mais certo que a Grécia terá condições para se manter no Euro . E há pelo menos dez razões :

1. A Grécia é um pequeno problema - o seu PIB está ao nível de uma cidade como Madrid

2. Há outras formas de aliviar a dívida sem um corte direto.

3. Para os países do centro da zona euro, os custos de uma saída da Grécia são maiores do que os custos de manter o país na união monetária

4. A Europa e a Comissão Europeia têm assuntos mais urgentes com que se preocuparem.

5. Os bancos gregos têm acesso à liquidez do BCE e 74 mil milhões ao dispor

6. As últimas notícias apontam para uma aproximação entre Bruxelas e a Grécia

7. Há apoio internacional para que se encontre uma solução.

8. Uma saída da Grécia da zona euro não acontece de um momento para o outro, é preciso votar

9. Os povos não querem que isso aconteça.

10. A zona euro está cada vez mais unida. Não o contrário.