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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Trump vai salvar o Euro ?

Um dólar forte faz um euro fraco o que ajuda ( e muito) as exportações europeias para o maior mercado . E com a economia americana a crescer - graças ao investimento em infraestruturas - e o emprego em pleno ( gente e famílias com dinheiro e poder de compra) as exportações europeias tornam a crescer . E os beneficiados vão ser os países do sul porque os seus produtos de exportação são os que se consomem no dia a dia e que apresentam maior procura . Os produtos da Alemanha nem por isso . 

Quaisquer que sejam as desvantagens potenciais das políticas de Trump, há uma clara vantagem: impulsionarão o crescimento e o emprego numa Zona Euro onde a insatisfação económica está a gerar turbulência política - e os ganhos serão mais pronunciados nos países que mais precisam deles. Com os italianos a enfrentarem a perspectiva de um referendo sobre a permanência na Zona Euro, e os franceses a prepararem-se para as eleições presidenciais do próximo ano, o valor disto não pode ser subestimado. Na verdade, Trump pode muito bem acabar por salvar o euro. 

Até parece que antes do Euro éramos ricos e felizes

Costumo dizer que antes de estarmos dentro do Euro estávamos fora dele. LaPaliciano ? Pois há muita gente que não percebe tão fácil constatação. Fora do Euro fomos sempre um país de emigrantes e de pobres . E com as contas desequilibradas. Há políticos e economistas que nos querem agora convencer que mesmo antes do Euro a pobreza já era culpa do...Euro. 

Aquilo que o euro não nos permite, de facto, é mascarar as nossas fragilidades como antigamente – o euro exige a adopção de políticas mais corajosas do que telefonar para a Casa da Moeda a mandar ligar as rotativas. A afirmação de Portugal na Europa é um sonho antigo, que demorou e custou a concretizar. E é um sonho que vai muito para além da sua dimensão económica. Sair do projecto europeu é assumir a nossa absoluta menoridade. Antes outra década perdida dentro do euro do que uma década supostamente ganha fora dele. 

De um lado os carrascos que emprestam o dinheiro do outro as vítimas que o recebem

Políticos e jornalistas ganharam o hábito, nos últimos tempos, de falar de sanções por défice excessivo na Zona Euro como se fossem punições impostas por torcionários a vítimas inocentes e indefesas, surpreendidas por acontecimentos de que não são responsáveis. Não é objectivamente verdade: os procedimentos acordados por todos os participantes no euro foram concebidos para proteger todos dos potenciais incumprimentos de alguns na utilização de uma moeda que é comum - não há vítimas de um lado e castigadores do outro. Não é subjectivamente verdade: os responsáveis políticos portugueses sabem muito bem que escolheram voluntariamente a via do incumprimento, esperando continuar a beneficiar do endividamento garantido pela integração na Zona Euro.

Acabam os subsídios e é vê-los de mão estendida a ameaçar com os tribunais...

Mau para a Grécia pior para a União Europeia

A saída da Grécia do euro é a curto prazo má para o povo grego mas também é, muito má para a UE. Fica percebido que o que falta na UE é solidariedade, porque os montantes em jogo, para a Europa, não são significativos. Mas a Grécia também tem muitas culpas no cartório, andou a brincar demasiado tempo e por último acreditou no aventureirismo do Syriza.

As condições que se perfilam para a Grécia entregar em três dias novas propostas são quase um convite a que a Grécia saia do Euro pelo seu pé. A administração pública não tem um serviço de informação estatística capaz. A sua máquina fiscal é ineficaz e corrupta. Há interesses organizados à volta do estado que viveram toda a vida à conta do orçamento. O seu sistema de pensões é uma calamidade que envolve milhões de pessoas. Mesmo num país organizado seria difícil preparar a proposta em três dias.

Da dignidade mostrada no referendo o povo grego prova agora a humilhação. Não se humilha um povo impunemente e as autoridades europeias estão cegas politicamente. Não ver que muito para além do dinheiro há a situação geoestratégica, a vizinhança de países em conflito e onde a paz é periclitante. Não perceber que tudo isto vai custar muito mais à UE do que a solidariedade ( desde que haja da parte da Grécia garantias de cumprimento) é não estar á altura do momento.

Se é para impedir a ascensão do PODEMOS em Espanha, do partido de extrema direita de La Pen na França  e outros movimentos extremistas, então o erro não podia ser maior. A única forma de manter a Europa no caminho certo é o desenvolvimento, a Democracia e o Estado Social.

A Europa representa a maior produção mundial de riqueza, o que corresponde a 7% de toda a riqueza mundial produzida e ao mesmo tempo, as suas despesas sociais representam 50% das despesas sociais de todo o mundo. Não há syriza que valha uma noite mal dormida.  

Portugueses preparam-se para a saída do Euro

O crédito ao consumo bate recordes. Isto só se pode entender no quadro da preparação dos portugueses para a saída do Euro. Carro novo e  outros créditos pessoais, sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades:  crédito pessoal com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos .

Sempre é melhor sair de bolsos cheios e bem montados do que correr o risco que os nossos amigos Gregos, correm. Sem tusto, sem emprego e a bater a todas as portas apelando à generosidade dos credores. Cá c'a gente nem pó. Sair é para sair à grande. Senão vejam :

- mais de um terço do crédito é para comprar automóvel

- crédito ao consumo aumenta 31% em Abrirl

- empréstimo para casa dispara 50% em Abril

- financiamento às famílias aumenta 20% até Abril

Digam lá se isto não são sinais inequívocos que o pessoal se prepara para " dar de frosques"

As propostas delirantes da extrema esquerda

O PS quer ficar no euro e é no euro que o país quer ficar. "Não pode haver compromissos com esta direita extremista que já nem sequer representa larguíssimos setores da direita tradicional portuguesa. Foram eles que se excluíram e que estão fora dos avanços que se estão a verificar na Europa. Mas também é preciso termos um discurso claro para muitos portugueses que, desiludidos, frustrados, quantas vezes desesperados, tendem a ir no canto de sereia das propostas deliberantes da extrema-esquerda.

Depois de lembrar a importância de Mário Soares à adesão europeia, Vitorino afirmou: "É nesta linha que o programa de governo reitera uma intenção clara do PS: Queremos permanecerem no euro e é no euro que Portugal quer permanecer".

Vitorino defendeu que "na Europa os países não são todos iguais e nem querem ser", mas se os países são diferentes, os Estados têm de ser tratados todos por igual". "Este é que é o verdadeiro espírito europeu", concluiu.

A política do mais ou menos

Nós por cá vamos dando uns palpites sobre os grandes problemas nacionais. Temos programas macroeconómicos partidários ? E faltam 600 milhões nas pensões ? Logo se vê. Gasta-se agora e paga-se mais tarde. Foi assim que chegamos à bancarrota.

E sobre a saída do euro e da UE ? Bocas, nada mais que bocas. Mas isso é possível? Sim, temos é que fazer tudo em segredo senão o dinheiro foge. Mas uma operação dessas resiste à quebra do segredo sabendo nós, todos os dias, o que a casa gasta ? Então um golpe de mão. Deitamo-nos com o euro e acordamos com o nosso amado escudo. E isso vale, é legal? Quanto custa a quem tem dinheiro nos bancos?

Os ingleses que não brincam com coisas sérias, deitaram-se ao trabalho. A saída da UE custa 14% do PIB. Pronto. Não é de esquerda nem é de direita. É a maneira mais rápida de empobrecer.

Camarada Jerónimo, a China é uma ditadura e o seu povo é muito pobre

A China é uma ditadura de partido único, o seu povo é muito pobre e é socialmente profundamente desigual. Inventou "um país dois sistemas" para usar o sistema capitalista de produção para assim criar uma classe média e uns quantos milionários que agora andam a fugir do país comprando imobiliário na Europa. Nesta Europa que aos seus olhos e aos do seu partido é o inferno na terra. Inferno que atrai tanta gente depois de terem vivido nos paraísos em que os comunistas acreditam.

"Lembrar a grande promessa feita há 15 anos, na cimeira de Lisboa, em que se dizia que a UE será em 2010 uma economia do conhecimento, a mais dinâmica e competitiva do Mundo. Estamos em 2015 e vemos como estamos. Penso que quem concretizou isto foi a China”, ."

Eu visitei a China vi com os meus olhos as fábricas desactualizadas e poluidoras, as ruas cheias de polícias e de militares, os bairros onde não entra a água nem o sol. E vi, do outro lado da rua, os hotéis de luxo e todas as marcas da moda, a que os camaradas chamam " o lixo do capitalismo".

O Partido Comunista é o mais honesto de todos. Quer Portugal convertido numa ditadura, com crianças de 12 anos a trabalharem nas fábricas e a produzirem sapatos que são vendidos na Europa a 5 euros.

 

Na Grécia 81% da população quer permanecer no euro

Nunca é demais lembrar que praticamente toda a população grega quer permanecer no euro. O que pode o Syriza contra esta realidade ? Pode, evidentemente, lutar por aquilo que considera melhor para o seu país mas não pode esquecer o querer dos seus cidadãos.

O Syriza não tem mandato para tirar a Grécia do euro. Levará a chantagem até esse ponto? A questão é a de saber qual o verdadeiro projecto do Syriza. É substituir a social-democracia como parceiro de alternância num país da UE? Ou é provocar a saída do euro, num país em que ninguém quer sair? O “plano secreto” de abandono da moeda única foi um tema do debate eleitoral, inspirando negações veementes ao Syriza.

O Syriza é um "Cavalo de Tróia" dentro do Euro ? Os Gregos vão ter a última palavra.

O Syriza quer mesmo sair do euro ?

Mas como se quase 80% dos gregos quer manter-se na moeda única ? Segundo alguns a saída levaria mais tarde ou mais cedo à saída dos países com elevadas dívidas e, daí à desagregação do euro seria um passo. Afinal, não podemos esquecer que são revolucionários .

Mas também é verdade que o povo grego já viu a sua vida a andar para trás o suficiente para se interrogar se vale a pena continuar. E é aqui que entra a UE. Se houver solidariedade a Grécia faz o trabalho de casa que se escusou a fazer? É que se não faz de pouco vale a solidariedade como se viu com o perdão da dívida em 2008.

Em termos de montantes envolvidos, o que a Grécia precisa representa muito pouco para os restantes dezoito países. É, pois, evidente que a questão é política. E, sendo política, é preciso saber se o actual governo Grego quer mesmo sair do euro, porque logo aí passa a responder perante os tais 80% de gregos que querem o país na zona euro.

Lançados os dados, nem a UE quer correr o risco de ver um dos seus membros sair da zona euro nem o governo Grego quer suicidar-se. Se não  chegarem a um acordo a única saída do governo grego é referendar a posição do país . A partir do resultado do referendo pode mudar a sua política sem perder a face.

E, como sabemos, a vacina protege para toda a vida. É por isso que o referendo também interessa à Europa.