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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mas ela mexe

Os ministros das Finanças da Alemanha e da França reuniram-se para preparar uma série de medidas com vista a reforçar a União Europeia.

"Quero um orçamento para a Zona Euro, um ministro responsável por esse orçamento, um parlamento para o controlar e uma verdadeira capacidade para investir e para corrigir os choques que existem na Zona Euro", tem explicado Macron, que tem uma linha de pensamento próxima da de Wolfang Schäuble, que há muito tempo que defende a criação de um Tesouro e de um ministro das Finanças do euro, com a capacidade de vetar as propostas de orçamento que não cumpram as normas europeias.

Também Espanha partilha muitas destas ideias, tendo já entregue em Bruxelas um documento onde defende que o futuro orçamento exclusivo da Zona Euro possa suportar parte dos subsídios de desemprego. Espanha é, a par da Grécia, a recordista do desemprego na Europa.
 
O grupo de trabalho examinará essencialmente uma maior integração à luz de três vertentes: projectos de investimento conjuntos (possivelmente co-financiados através de um orçamento para a Zona Euro por uma nova fonte de receita ), convergência orçamental e coordenação das políticas económicas (numa provável alusão a uma maior convergência em matéria fiscal e em torno dos critérios relacionados com a atribuição e cálculo do subsídio de desemprego).
 

Que não se apague a memória

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 Em 2010 o défice foi de 11,2% do PIB , é preciso não esquecer os tremendos sacrifícios necessários para o baixar para próximo dos 4% . E agora que estamos abaixo dos 3% é preciso fazer contas para percebermos qual foi a dimensão da contribuição de cada um.

É feio tomarmos como nosso o mérito que pertence a outros. Pelo menos a grande redução conseguida em circunstancias bem mais difíceis pertence ao governo anterior.

Que não se apague a memória

O PS e a teoria dos jogos

O PS tem a sorte ou o saber de estar no lugar certo na hora certa : 

"

Costa é muito hábil. Sim. Habilidoso. Sim, também. Sabe tudo de manhas e artimanhas. Sabe. É pragmático. É. Trata sem dogmas e resolve sem ideologia. Sim. Não perde tempo com o acessório. Não. O importante é manter-se. Sim. Tem enorme capacidade de negociar tudo. Tem. Pode durar mais do que se pensa. Pode. Tem sorte. Muita. Está a ser ajudado pelo mundo e pela Europa. Sim. Todos ajudam, a economia, a reacção a Trump, a derrota de Hollande, o receio de Merkel e as ameaças de Putin. Os comunistas estão por tudo. Estão. Sabem que é a sua última oportunidade. Sabem.

Vivemos aquele momento estranho que vem descrito nas teorias dos jogos. O PS quer ganhar e dispensar os dois outros. Os dois outros querem mostrar que são indispensáveis, mas desejam impedir que o PS ganhe com maioria absoluta. Se o PS ganhar, os dois outros podem ir para a rua. Ou ficar cortesmente lá, sem uso nem força. Ninguém sabe, nem PS nem os dois outros, quem bate com a porta, quem deve sair a correr ou ser corrido. Quem fica com as culpas e quem ganha. Quem ganha a perder ou perde a ganhar. Mas até 2020 alguém vai perder... Esperemos que não sejam os portugueses.

Lembram-se da obsessão sobre o défice ?

Porquê 3% de défice, perguntava Jerónimo de Sousa, é que nunca nenhum economista lhe tido conseguido explicar . Isto passava-se nos tempos de Passos Coelho mas também se passa agora com António Costa . Porque não 11% ?

É, claro, que Jerónimo sabe muito bem que a dívida pública é a soma dos défices. E a dívida cobra juros e tem que ser paga. Não sabe ele outra coisa. Mas como é que se controla o défice e a economia cresce ?

É, que, quando as contas públicas estão controladas há "défices virtuosos" e "dívida virtuosa" quando uns e outra são aplicados em investimentos que dão retornos superiores ao custo do dinheiro pedido emprestado.

E em relação a uma pretensa política económica do Governo que estará a levar a este resultado, a ironia não podia ser maior.

A ideia do PS era simples: vamos devolver rendimentos mais depressa e, com isso, estimulamos o consumo das famílias e, com ele, a actividade económica; vamos dinamizar o investimento; ao mesmo tempo, temos que reduzir o défice orçamental de forma muito mais lenta para que estas contas possam bater certo.

O que está a acontecer é mais ou menos o inverso disto: a economia cresce muito mais com o contributo das exportações e do investimento do que do consumo interno; o investimento foi sacrificado; o défice foi – e bem – cortado muito mais depressa (e o corte no investimento, entre outras operações, fez com que as contas batessem certo).

Não se fez nada para a economia crescer. Jerónimo tem razão

Foi o turismo que beneficiou das convulsões em vários países . Portugal recebeu o turismo que fugiu dessas paragens. O governo não fez nada para que o PIB crescesse. Os factores de crescimento estão todos na mesma.

João Salgueiro considera que o crescimento de 2,8% do PIB no primeiro trimestre deste ano não foi um bom desempenho e que Portugal precisa de crescer mais e de forma constante.

"Não resolve o problema, não se fez nada para isso. Aconteceu", sustenta o economista.

O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirma que o Governo não fez nada para que este crescimento se verificasse, atribuindo o mesmo a um conjunto de circunstâncias.

Jerónimo de Sousa tem razão.

Rebenta a bolha

Quando ou se ?

Rebenta a bolha

rebenta-a-bolha Ao que parece, Portugal emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. Tendo em conta que isto sucede poucas semanas depois de ter sido obrigado a aceitar juros de 4% por empréstimos com o prazo de dez anos, só se pode chegar a uma conclusão: a política do BCE está a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida, mas toda a gente espera que, a médio ou longo prazo, ela acabe por rebentar, e ninguém confia na capacidade do Estado português saldar as suas dívidas quando tal acontecer.

Portugal desperdiçou quase dois anos e anda meio mundo radiante !!

Graças à “geringonça”, apesar de beneficiar de condições externas mais favoráveis, o pais perdeu quase 2 anos : no crescimento do Pib (que só agora alcançou os niveis que já se verificavam no primeiro semestre de 2015 … mas há quem sustente que é meramente conjuntural) ; na redução do custo do refinanciamento público a mais longo prazo (que duplicou em vez de ter continuado a descer como no resto da zona euro) ; nas reformas estruturais (incluindo a do sistema de pensões, que Passos Coelho queria discutir e fazer e o PS não) ; etc ; etc.

Mesmo assim, anda meio mundo radiante !!

O que é que quer dizer pagar juros negativos ?

Ou vem aí uma bolha que pode rebentar lá mais para a frente ? É que com a actual situação é difícil perceber que os credores paguem para lhes guardarmos o seu dinheiro durante um curto prazo de tempo. E como esperam ( os credores) que a bolha rebente daqui a cinco, sete e dez anos, aí já cobram taxas entre 3% e 4% .

Ou seja: o BCE está deliberadamente a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida pública. É essa bolha que explica os juros inacreditavelmente baixos que Portugal paga pelos empréstimos com maturidades mais curtas, e os juros bem mais elevados dos empréstimos com maturidades mais longas: ao mesmo tempo que a existência da bolha faz com que países que de outra forma ficariam sem acesso a esses mercados (como Portugal) neles permaneçam, e a custos irrisórios ou inexistentes, a consciência de que a bolha existe e a expectativa de que mais tarde ou mais cedo ela terá de rebentar fazem com que só com juros relativamente elevados alguém esteja disposto a correr o risco de nos emprestar dinheiro que só teríamos de pagar daqui a 7 ou a 10 anos, altura em que, talvez sem a ajuda do BCE, poderemos não estar em condições de o fazer.

Jerónimo de Sousa aderiu ao comentário da direita

Porquê ir mais além no défice se com isso se retiram meios para o investimento e para reversão de direitos dos trabalhadores ? Lutaremos até ao fim no Orçamento de 2018 :

""há muito a fazer! não podemos exultar, pelo que foi conseguido, porque estamos ainda longe de repor condições de vida perdidas nestes últimos anos ou porque neste último trimestre crescemos 2,8%, comparativamente ao início de 2016, sabendo nós, como sabemos que partimos de um patamar muito baixo, resultado de um longo período de regressão e estagnação económica", segundo o secretário-geral do PCP, justificando com a conjuntura favorável (turismo, baixa no petróleo, desvalorização do euro, baixas taxas de juro, retoma nos mercados das exportações)."

Jerónimo de Sousa aderiu ao comentário de direita . Só pode ser !

Atirar dinheiro para cima dos problemas

Os funcionários públicos já receberam parte dos salários, a GNR quer melhorar a grelha salarial e a rapidez nas promoções, a Frenprof já marca manifestações. A administração pública já anda de dente afiado à procura de mais um bocado. Médicos e enfermeiros marcam greve .

O PS nunca foi capaz de dizer não aos seus apoiantes pelo que o país corre o risco de perder em pouco tempo o que tanto custou a ganhar. E estamos ainda tão longe de atingir os objectivos globais a que o país se propôs.

O crescimento da economia, como todos os estudos apontam, com excepção do governo e presidente da república, é poucochinho e transitório. As exportações estão à mercê do crescimento dos mercados de destino. O programa de compra de dívida do BCE dá sinais que brevemente acabará . Os juros da dívida são superiores três vezes aos juros espanhóis . A dívida não desce. O défice levanta dúvidas lá fora . O desemprego continua nos dois dígitos.

Mas o pior é que tudo aponta para a situação se deteriorar ainda este ano, com 2018 e 2019 com um crescimento bem mais lento. Com o PS é sempre assim, ainda não recebeu já está a gastar. Não foi assim há tanto tempo que Sócrates fez o mesmo e nos levou a bancarrota.

Não aprendemos nada ?