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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O sadismo e o histerismo do Bloco de Esquerda

Isto só acaba com uma maioria absoluta do PS.

Li há dias que Manuel Alegre e Francisco Assis, tão diferentes que eles são, estavam unidos na revolta perante a forma como o sádico BE abusa do masoquista PS. E realmente assim é. Não há praticamente uma semana em que o frágil BE não ataque, insulte, ofenda, difame, provoque o PS e o seu Governo.

Porquê que isto é assim do lado do BE? Por um lado, e desde logo, porque os histéricos e os sádicos são assim, vão até ao limite para ver se conseguem que alguém lhes coloque uma barreira e os faça parar – fazem mal ao outro, sentem prazer nisso, não conseguem parar. Histeria e sadismo podem por isso andar bem juntos.

O Bloco é um partido de impotência objetiva, que tudo exige sem conta, peso nem medida, pois nada o gratifica, nada o sossega, nada o apazigua ou acalma.

E porquê o masoquismo do lado do PS? É difícil lidar com histéricos, sabe qualquer psicólogo e alguns mais – é difícil reagir a um sádico, pois constroem o seu poder sobre fragilidades, culpabilidades, receios de si e dos outros

O PS é, como todos os partidos moderados de esquerda, uma entidade culpabilizada por não poder ou não conseguir ser tão revolucionário, tão radical, tão idealista, como os sonhos de juventude e os idealismos pueris antecipariam. É assim fácil cair na dependência afetiva de um sádico e de sonhar em colocar-se no lugar do histérico ou de ilusoriamente o tentar normalizar. Há por isso um lado masoquista no PS quando chega ao Governo (exceto com Soares e Sócrates, por razões distintas…).

E custa ver uma personalidade, forte e solar como António Costa, a vergar-se às  chicotadas, aos gritos, aos mecanismos de tortura que Catarina Martins e Mariana Mortágua manejam genialmente.

Centeno avisou da subida da taxa de juros

Avisou no inicio da discussão do orçamento na tentativa de acalmar as exigências do PCP e do BE. E a renegociação possível é a que está a ser feita. Prolongar prazos e trocar dívida mais cara por dívida mais barata.

Mas como ninguém quis ouvir agora que vem aí uma subida de juros substancial Portugal não está preparado para enfrentar o embate. Agora é só procurar um culpado.

Depois da verba orçamental mais elevada, a da saúde - oito mil mlhões de euros- vem a verba dos juros da dívida . sete mil e quatrocentos milhões. O pouco dinheiro que sobrou devia ter sido dirigido para a redução da divida porque não há a mais pequena dúvida. Sem uma redução significativa da dívida pública a economia não cresce o suficiente.

E é por isso que estamos novamente a empobrecer, a divergir da Europa, crescendo menos mas mantendo a segunda mais alta dívida da União Europeia e a pagar juros mais altos com excepção da pobre Grécia ( não se deu o milagre). 

Centeno foi nomeado para Presidente do Eurogrupo. É bom, mas desenganem-se os que acham que mudará a natureza das coisas. No entanto, desde há umas semanas o Doutor Centeno tem alertado para o período de subida de taxas de juro que se aproxima e para a necessidade de reduzir a divida pública. Ótimo! Foi pena já ter desperdiçado três Orçamentos do Estado sem consolidação estrutural e sem aproveitar este período de alguma bonança económica. Como provavelmente não o fará em 2019, dado o ciclo eleitoral, dificilmente o Doutor Centeno terá contribuído significativamente para melhorar a nossa posição orçamental e económica.

 

2018 terá maior subida de juros desde há 12 anos

Não estamos a aproveitar o bom momento da economia para baixar a dívida pública e isso vai-nos custar caro. A previsão é que em 2018 a taxa de juro suba pelo menos 1% o que sobre 250 mil milhões de dívida dá um arrombo de todo o tamanho.

Mas a opção foi ceder às exigências do PCP e do BE e às razões eleitoralistas de curto prazo. O governo preferiu subir salários e pensões despesa que acumula e que nunca mais sai do orçamento. E como o crescimento da economia está com tendência de descida o horizonte é tudo menos risonho.

É que enquanto nós temos um crescimento que anda perto do 2%  a previsão  para a economia mundial é que vai crescer cerca de 4% em 2018, o melhor desempenho desde 2011.  

Todos previam isto e quase todos avisaram que Portugal estava a deixar passar uma oportunidade única de consolidar as contas públicas e baixar a dívida.

Mas como sempre ninguém quis saber, ninguém ouviu e agora há só que rezar e arranjar um culpado.

Mas é raríssimo toda a família comer da gamela ?

Não é o Presidente do PS que tem uma série de familiares empregados no Estado ? Ora a família socialista só cumpre a sua quota. No Estado mas também na Câmara de Lisboa .E o dinheiro para as vítimas dos incêndios já apareceu ?

Mas esta não lembra o diabo. O ministro que concede os subsídios tem a mulher a viajar à conta, o secretário de estado da saúde foi consultor com a módica quantia de 3 000 euros/mês, a presidente saca por tudo quanto é sítio, tem lá o marido e o filho.

Eu tenho um grande respeito por estas organizações que ajudam os pobrezinhos mas há um pormenor que me apoquenta. Os seus dirigentes têm nome de família, as tias são ali da linha de Cascais, os voluntários meninas e meninos bem apresentados com boas roupas e com todo o ar de que anda ali com o mesmo à vontade de quem está habituado a não perder uma noite de Rock & Rio.

Cá em casa somos sócios/pagadores de três destas instituições uma das quais me deixa apreensivo. É que com o material de informação que me envia cada dois meses tem que ter receitas muito elevadas ou então o dinheiro não chega às crianças que dizem ajudar.

Um amigo que os conhece lá do lugar já me disse que aquilo é tudo "gente bem" que vive à conta e aconselhou-me a não lhes arrendar um apartamento. Não te pagam a renda e nunca mais os tiras de lá, estão cheios de consultores para essas acções que envolvam tribunais.

No fim deste ano vou retirar a autorização de débito directo na minha conta e vou fazer umas perguntas. É que estar a pagar o vencimento de quem ganha mais do que eu é uma coisa que me chateia.

Mesmo que seja pelas boas contas do Estado.

 

 

O Brêxit abre caminho a um partido pró- União Europeia

Ao contrário do que acontece em Portugal o Brêxit, junta os conservadores ingleses pró-UE e os trabalhistas ingleses pró-UE já que nenhuma deferença essencial os separa quanto à Europa. E a formação de um novo partido pró-UE começa a tomar forma.

Por cá, bem ao contrário, os interesses partidários resultaram na geringonça. Dois partidos anti-UE foram chamados a apoiar a governação que é pró-UE. É, claro, que mais tarde ou mais cedo o cenário Luso bateria de frente no paradoxo incontornável da maioria assim constituída.

Uma vez que nenhuma questão fundamental separa os conservadores pró-UE e os trabalhistas pró-UE, já começou a delinear-se uma cooperação prática entre ambos os partidos. Mas para que qualquer aliança parlamentar deste tipo tenha legitimidade democrática, deverá apresentar-se não apenas como uma coligação de parlamentares com a mesma opinião mas sim como um novo partido político, com um programa que confronte de forma realista os desafios das mudanças tecnológicas e da globalização.

É esta legitimação democrática que António Costa não tem mas que lhe está, a ele e a nós, a custar muito caro. Como teriam votado os portugueses se o PS tivesse anunciado na campanha eleitoral que se juntaria aos partidos comunistas anti-UE ? E esta é a principal razão de o actual governo não realizar uma só reforma estrutural que faria se governasse sozinho.

Na mais velha Democracia do mundo estas golpadas não têm lugar.

Um prato de ovos com presunto

Ouvi-a de Bagão Félix em recente entrevista televisiva. Num prato de ovos com presunto a galinha está envolvida e o porco está comprometido.

É a estratégica opção que muita gente no PS ainda não fez. Envolvimento com a União Europeia ou firme compromisso ? Receber os subsídios europeus mas não se comprometer com o pagamento da dívida . Renegocar a dívida é o quê ?

Renegociar a dívida depois do programa de compra do BCE que baixou as taxas de juros em centenas de milhões para a seguir fazer mais dívida e mais despesa pública, eis todo um programa. Mas até Louçã este fim de semana veio avisar que o colapso financeiro global que aí vem é mais profundo que o de 2008. E que faz a geringonça para se manter no poder ? Faz mais despesa pública que nunca mais sairá do orçamento.

Em vez de dirigir a melhoria da economia - induzida pelo crescimento na Europa e do turismo - para baixar a dívida e reduzir o défice estrutural (compromisso) o governo anda a engolir as exigências dos seus parceiros anti-Europa ( envolvimento). E nem sequer reage às provocações com que Catarina Martins brinda o PS. 

O custo da solução conjunta, na pessoal retórica de Jerónimo de Sousa, está a ser muito elevado para o PS e para o país. Deixamos de estar comprometidos para estarmos envolvidos e Centeno já seguiu para o Eurogrupo para secar na fonte as dúvidas. É que sem compromisso firme com a Europa o investimento privado não chega cá e o público não é possível porque foi trocado por mais despesa de funcionamento.

E os sindicatos fazem rufar os tambores anunciando greves e manifestações

O partido mais conservador de Portugal

Descentralizar ? Nem pensar ! Municipalizar as escolas ? Credo, cruzes, canhoto. Proximidade com os alunos, entregar as escolas aos seus dirigentes e forças vivas locais é o "adamastor que rodou três vezes/ imundo e grosso."

O que é preciso, segundo a Fenprof , é deixar estar as coisas como estão, o Ministério a mandar nas escolas e os sindicatos a mandarem no ministro . E é preciso mais dinheiro, mais professores e mais pessoal.

Tudo muda menos a mudança, mas os sindicatos ligados ao PCP ficaram lá atrás, imóveis, agarrados às grandes conquistas vertidas na Constituição. O mundo não rodou, não avançou, se mexe, pisa.

“O problema das escolas não é não saberem gerir os seus bens, não saberem gerir o seu pessoal, o problema das escolas é não terem nem bens, nem pessoal, nem recursos, e, portanto, dêem às escolas recursos que as escolas precisam”.

A gestão que deixa as escolas à mercê das greves do sr. Nogueira e amigos. Que importam os alunos, os pais, os professores e os municípios democraticamente eleitos se tudo está nas mãos do senhor ?

Descentralizar é, como diz António Costa, a reforma das reformas não só na Educação mas também na Saúde, na Justiça, na segurança...

Para que não arda tudo em cada verão e não morram pessoas inocentes. Também é um problema de centralização.

Se for para deixar tudo como está não vale a pena mudar

Se for para ficar prisioneiros desta vilania que não nos deixa sair da pobreza o melhor mesmo é a geringonça. É que o país está a empobrecer e a divergir da média da União Europeia. Estamos a produzir em 2017 o mesmo que produzíamos em 2009 . O que é que se podia esperar se não há investimento que se veja nem público nem privado ? E se temos na governação quem é contra a economia social de mercado ? E contra as exportações ?

Já na Câmara de Lisboa as reversões de rendimentos vão de vento em popa. Salário mínimo é para os outros .

A VW já arranjou alternativa para a produção do T-ROC . O Arménio Carlos depois arranja uma narrativa a explicar mais uma desgraça nacional com o patronato como agressor. Já ele e os camaradas continuam com o salário bem acima do mínimo e garantido. Cinco mil postos de trabalho em risco nada que tire o vigor aos camaradas.

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O problema insanável da maioria de esquerda

O problema insanável da maioria de esquerda é, como sempre se soube, a sua heterogeneidade. Terminada a fase da reversão dos rendimentos nada mais junta PS, PCP e BE

É de tal forma assim que as recentes declarações quer do PC mas ainda mais do BE já juntaram dois socialistas bem diferentes. Francisco Assis da ala direita do partido e desde sempre adversário da solução conjunta e Manuel Alegre, da ala esquerda do partido e apoiante da geringonça.

As declarações de Catarina Martins não podem deixar de ter resposta por parte do PS sob pena de atentar contra a dignidade do partido. Por muito menos António Costa respondeu duramente a Assumpção Cristas do CDS, apesar de os parceiros terem deveres de lealdade para com o governo que a oposição não tem.

No essencial - União Europeia e Zona Euro -  tudo separa os três partidos da maioria de esquerda e o orçamento de 2018 foi o primeiro ensaio sério. Para já o BE e o PC criticam mas apoiam o orçamento . Daqui em diante se mantiverem o mesmo registo não serão levados a sério.

E a CGTP já eleva o nível das exigências em vários sectores pressionando na rua e nas empresas.

Pelo lado do PS há tentativas de aproximação ao PSD e ao CDS nas matérias mais profundas e estruturais que têm que ser levadas a cabo sob pena de a economia continuar a ter uma performance medíocre.

Sem essas reformas o país não estará preparado para a nova crise que é inevitável, só ainda não se sabe quando. O insuspeito Francisco Louçã também já o anuncia juntando-se a vários economistas reputados e Catarina Martins voltou à narrativa da renegociação da dívida.

António Costa para salvar a pele meteu o país num beco cada vez mais estreito e, para minguar os estragos, já enviou o seu ministro das finanças para o olho do furacão . Esta é, aliás, a resposta mais dura que o PS podia dar aos seus parceiros de coligação.

A resposta que Alegre e Assis exigem seria a ruptura e o agravamento das relações funcionais da geringonça. Vamos andar assim até às eleições de 2019.

Em morte lenta.

 

As declarações de Catarina Martins contra o PS têm consequências graves a prazo

A direcção do PS tem que reagir às declarações de Catarina Martins, segundo Francisco Assis . Trata-se de um ataque descabelado ao carácter do partido socialista que não  pode ficar sem resposta.

"Considero este ataque violentíssimo, que merece uma resposta pronta, clara e incisiva por parte da direcção do PS, por uma questão de respeito e de amor-próprio", afirmou o político.

"Nós não podemos estar reféns de qualquer parceria política ao ponto de aceitar sermos enxovalhados na praça pública sem esboçarmos a mais ligeira reacção. Um partido que age assim não se está a dar ao respeito a si próprio. Isso tem consequências graves a prazo, portanto acho que neste momento é importante que alguém o faça", afirmou.

É, claro, que o BE não faz este ataque ao carácter do PS ingenuamente, bem pelo contrário, tenta a curto prazo subir o nível da contestação demarcando-se do PS e, ao mesmo tempo, inviabilizar a longo prazo qualquer tentativa de repetir a solução comum.

E a verdade é que as sondagens mostram o BE a crescer e o PCP a descer.