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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida (2)

O governador do BdP Carlos Costa .

É, por isso, necessário fazer mais. “Temos de ter consciência de que estamos a seguir para o patamar seguinte, onde se estabiliza o nível de dívida, mas não estamos a reduzi-la”, nota o governador. E “dívida em cima de dívida significa menor capacidade de absorver perdas”, acrescenta.

"O que acontece é que hoje estamos no ponto em que corremos o risco de não corrigir a trajetória” observada até agora [de aumento da dívida].”

Corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida

No mesmo dia em que António Costa e Rui Rio faziam profissão de fé nas obras públicas e regionalização, o governador do Banco de Portugal e a presidente do Conselho de Finanças Públicas alertavam para outros problemas do país, esses sim, críticos: 1 - “corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida” (Carlos Costa); 2 – atingido o pleno emprego e esgotando o efeito cíclico da retoma, o crescimento só virá do aumento da população ativa e/ou da produtividade (Teodora Cardoso).
O Presidente, António Costa e Rui Rio não deviam estar mais preocupados com estes temas do que com obras públicas e regionalização?

PS : Camilo Lourenço

A falta de água - é na poupança que está o ganho

Hoje fui ali para os lados de Tomar comer lampreia o que faço todos os anos pelo menos uma vez. A visita a barragem é obrigatória . E o que se vê de imediato pelas marcações que a água deixa é que há menos 3 metros de água este ano.

Quando há um problema verdadeiramente importante - e a água é um problema importantíssimo - há que tomar medidas . As primeiras medidas são as que podemos tomar com o menor dispêndio de recursos. E, no caso da água, isso faz-se poupando, não só nas perdas de água tratada na distribuição ( 30%) mas também nos gastos diários de cada um de nós.

A água ( a falta dela) preocupa-me, por isso comecei a poupar no banho diário. Encho uma banheira com a água usada no banho e utilizo essa água ao longo do dia na casa de banho. Poupo dez litros de água por dia. Se formos cinco milhões de pessoas a tomar o banho diário poupamos cinquenta milhões de litros/dia. É muita água.

Hoje recebi a factura da EPAL referente ao último mês. Habitualmente pago cerca de 50 Euros/ mês. Pois não é que a factura baixou quase para metade ? 30 euros.

E não me falem em barragens ( também necessárias) e em grandes despesas. Expliquem às pessoas que se não pouparmos sem dor vamos poupar mais tarde ou mais cedo dolorosamente. Pelo preço cada vez maior.

 

A Segurança Social não é sustentável

As gerações futuras correm o risco bem real de terem de pagar o que andamos agora a distribuir . Há transferências do Orçamento do Estado apesar dos altíssimos descontos que trabalhadores e empresas fazem para a Segurança Social. (30%).

Passos Coelho já perto da anteriores eleições disse que faltavam 600 milhões no orçamento da Segurança Social . Disse a verdade amarga apesar de saber que liderava as sondagens e que ganharia as eleições. Esta verdade foi um golpe profundo no eleitorado e contribuiu para os 700 mil votos que a PAF perdeu.

Ao contrário, Costa,( via Vieira da Silva) Jerónimo e Catarina não falam no assunto como se o problema não existisse. Mas existe e não desaparece muito menos com o débil crescimento da economia que, aliás, já está a arrefecer.

A Segurança Social necessita de uma reforma profunda que Rui Rio ontem no Congresso pôs em cima da mesa mas que até agora não mereceu nenhuma resposta dos partidos da esquerda. Como poderiam eles falar na reforma da Segurança Social se querem passar a ideia que estamos no melhor dos mundos ?

Quem vier atrás que resolva e o PS, BE e PCP cá estarão para atribuir as culpas a quem fala verdade.

Inverno demográfico

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Que papel teria Portugal fora da União Europeia num mundo global ? 

"Se o problema é dramático a nível europeu, mais trágico ainda é em Portugal — o quinto país mais envelhecido do mundo e o oitavo com menor índice de fecundidade à escala global. “Portugal junta a baixa natalidade à perda de população por via das migrações. Temos o pior dos mundos. Uma verdadeira tragédia demográfica”, descreve João Peixoto, sociólogo e investigador do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG)." (citação)

As listas de espera na Saúde

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 Há vida para além do défice. Mas também há mortes, filas de espera nas cirurgias , nas consultas e nos cuidados continuados. As urgências continuam o caos habitual .

Apesar do crescimento da economia e do aumento dos impostos indirectos . Os cortes só não vê quem não quer. . Nos serviços públicos que é uma forma de prejudicar os mais desfavorecidos .

Não vale a pena tapar o sol com uma peneira...

O discurso social democrata de Rui Rio

Sem ambiguidades, Rui Rio sublinhou a génese social democrata do seu programa, a permanência de Portugal na NATO e na União Europeia , o reforço da sociedade civil ( pessoas, famílias e empresas) face ao Estado, a descentralização da Administração Pública, a proximidade dos decisores políticos aos problemas e o reforço do Estado nas funções que lhe são próprias.

Chamou a atenção para o estado calamitoso dos serviços públicos, em especial da Saúde e da Educação, da desertificação do interior, da insegurança dos cidadãos e do fraco crescimento da economia num quadro exterior benéfico raro.

A economia cresce arrastada pelas economias dos outros países europeus, abaixo do necessário e a dívida permanece das mais altas do mundo. O seu arrefecimento é previsto pelo próprio governo já este ano e no próximo.

A solução governativa presente está aprisionada pelos seus apoios parlamentares, anti- NATO, anti - UE e anti- empresas, estando de mãos atadas para levar a efeito as reformas que o próprio PS reconhece como inevitáveis.

É tempo de falar verdade ao país . Rui Rio veio para confrontar a propaganda do governo .

 

 

Portugal beneficia de uma componente externa rara

Mas nem assim o país consegue realizar as reformas inevitáveis e cresce bem menos que os outros países que estiveram sob programa de austeridade.

Aníbal Cavaco Silva compara o crescimento de Portugal "com o dos outros países que também foram objecto de programas de ajustamento e que tiveram uma saída limpa". "É o caso da Irlanda, que iniciou o seu programa em Dezembro de 2010, a Espanha que começou o seu programa voltado para reestruturação do sistema bancário, em Novembro de 2012, e de Chipre, que começou em Março de 2013. Quando os países passam por esses programas, o que se espera é que a seguir tenham uma taxa de crescimento elevada. Portugal está numa trajectória de crescimento desde 2013, mas está aquém de todos estes países que referi", refere o antigo Presidente da República. 
 
Cavaco Silva destacou ainda que Portugal "está a beneficiar de uma envolvente externa extraordinariamente favorável: taxas de juro extremamente baixas, perto de zero, durante um período longo, como nunca se viu na história monetária portuguesa; deslocação de turistas de outros destinos para Portugal; crescimento económico da União Europeia que há muito tempo não ocorria, com destaque para a Espanha, nosso principal cliente, para onde exportamos cerca de 27% do total; e preço do petróleo muito baixo. Tudo isto são factores que raramente se repetem na sua conjugação de forma tão favorável".
 
"Neste quadro de benesses externas, tenho algum receio de que não se esteja a aproveitar o momento para corrigir alguns dos nossos desequilíbrios estruturais em ordem a preparar o futuro", realça. Entre esses desequilíbrios, Cavaco Silva destaca "o enorme endividamento do país, a insustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e do sistema de Segurança Social, a baixíssima taxa de poupança das famílias - que está a um nível historicamente baixo - , a falta de capital, o inverno demográfico, a baixa produtividade, a reforma do Estado".   
 
 
 

A culpa do que se passa no SNS ainda é do governo anterior ?

Cirurgias atrasadas, listas de espera , urgências num caos, pagamentos a fornecedores atrasados, falta de pessoal.

Os burocratas de Bruxelas e as agências de rating não estão preocupados com o índice de desenvolvimento humano ou com a qualidade dos serviços sociais ou de saúde em Portugal. A desigualdade interessa-lhes pouco. Sei bem como foi difícil lutar contra a troika e não posso deixar de sublinhar a injustiça daqueles que só assistiram de fora e falam de se ter ido para além das exigências ou de se terem tomado más opções. Mais aviltante ainda quando revisitam o discurso do “passismo” ser o culpado daquilo, de tudo, o que agora não conseguem, nem querem, resolver. É patético, ridículo, ainda ouvir, dois anos de Governo já vencidos e perdidos, os deputados da esquerda atribuírem o subfinanciamento agravado e o aumento galopante das dívidas hospitalares aos cortes do Governo PSD-CDS. Chega, assumam as responsabilidades!