as autoestradas da informação

09
Jun 13

Nesta opinião o autor alicerça-se numa "mentira estatística". "Nuno Crato, nesta entrevista, omite que Portugal fez nas últimas décadas decisivos avanços em todos os sectores da Educação como é demonstrado por estudos transnacionais como o PISA."

Quanto aos "decisivos avanços" a verdade é que a educação em Portugal continua na cauda dos países desenvolvidos (segundo o PISA). E quando se parte de cá de muito baixo, qualquer melhoria é um grande salto estatístico. É como dois amigos que jantam juntos um frango. Um deles que sempre comeu o frango todo (100%) decidiu dar metade ao amigo. O avanço foi enorme (50%). Mas entretanto, nos outros países, há muito que se deixou de comer frango e come-se bife do lombo. Aqui já não há significativos avanços de escala. Há melhorias de qualidade e já se come com toalhas e guardanapos.

Na Suécia, no Reino Unido, na Holanda, nos Estados Unidos, na Finlândia, na Alemanha...há escolas autónomas entregues aos professores e aos pais; há liberdade de escolha pelas famílias ; há avaliação assente no mérito e, claro, estão há muitos anos no topo das melhores escolas de todo o mundo (PISA).

Para se ver estas escolas é preciso olhar em frente. Olhar pelo rectrovisor é ver , por exemplo, o abandono escolar português que é dos maiores entre os países desenvolvidos (PISA). E ver as más escolas públicas ( a maioria ) cheias de alunos pobres!

publicado por Luis Moreira às 20:02

A maioria das escolas públicas é má? As escolas públicas estão cheias de alunos pobres?
Em que dados e estudos se baseia?! Não sabe do que fala...
Já agora, leia todos os estudos internacionais e veja em que lugar estão os alunos portugueses nas diversas áreas em avaliação.
Peixoto a 10 de Junho de 2013 às 20:12

Estamos atrás de todos os países decentes. Não é? (PISA) E os rankings em Portugal mostram o quê? Vê a escola pública nos primeiros 25? Mesmo as boas estão mal classificadas. Não chega?
Luis Moreira a 10 de Junho de 2013 às 21:32

O Nuno Crato só está a cumprir uma ordem que não conflitua com repercussões a nivel eleitoral! Atacar uma classe bastante odiada pela grande maioria dos portugueses! Sim! Sim porque os portugueses invejam aquilo que não têm, e uma dessas coisas é o estatuto dos professores, porque a maioria não ganha os 300 euros a mais que eles ganham e porque a maioria dos portugueses não gosta do que faz mas os professores gostam! Por isso invejam uma profissão tão bela como é a de ser educador/professor,
Miguel a 10 de Junho de 2013 às 23:14

Tirando a inveja estou de acordo. O problema é o modelo soviético da escola portuguesa. Centralizado e sindicalizado.Sem autonomia e sem avaliação. E sem direito de escolha pelas famílias. Tenho sobrinhos professores. Adoro-os!
Luis Moreira a 11 de Junho de 2013 às 02:01

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