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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Brêxit vai deixar o Reino unido ?

O parlamento escocês aprovou novo referendo à permanência do país no Reino Unido porque não quer sair da União Europeia. A Escócia vai a referendo para ser um país independente.

Ainda muita água vai passar por debaixo das pontes agora que se aproxima a negociação da saída do Reino Unido da União Europeia . Há muito a perder por ambas as partes e a União Europeia não pode deixar que fique a ideia que quem sai se livra do osso mas leva o lombo. Que é o que a primeira inglesa quer. Ter acesso aos 400 milhões de consumidores da UE em igualdade de condições sem taxas a carregar nos preços dos seus produtos que vende na europa.

É de esperar que as negociações entre Edimburgo e Londres por causa do referendo sejam duras. A primeira-ministra britânica, Theresa May, já se mostrou contra a iniciativa, mas Sturgeon tem mantido firme a sua posição: “Quando esta mudança nos é imposta, devemos ter o direito de escolher”, disse, antes da votação, citada pela Bloomberg. “Nenhum de nós deve ter qualquer dúvida sobre o que está em jogo. O povo da Escócia também deve ter uma palavra a dizer”, frisou ainda.

Quando anunciou a intenção de propor ao Parlamento o referendo, Nicola Sturgeon explicou que quer consultar a população escocesa assim que os resultados das negociações do Brexit forem mais claros.

Esta decisão do Parlamento escocês vai ter um grande peso nas negociações entre a UR e o RU .

Trump/Le Pen/Catarina/Jerónimo - odeiam a globalização

Ouvir Catarina a dizer as mesmas coisas que Le Pen é singular. O mesmo que Trump e o seu nacionalismo reaccionário .

Perante o colapso do comunismo e do socialismo a extrema esquerda procurou a salvação na linguagem reaccionária, culturalista ; o "multiculturalismo" ou " politicamente correcto" é uma escola de pensamento reaccionária e romântica, sem qualquer marca iluminista.

Os últimos anos só reforçaram essa tendência. Todos os dias vemos esta continuada deriva nacionalista de esquerda. Catarina e Jerónimo todos os dias fazem um discurso à Le Pen sobre a saída do Euro.

Mas se for Le Pen trata-se de um discurso reaccionário , se for Catarina ou Mortágua já se trata de um discurso fofo .

As duas sensibilidades odeiam a globalização querem voltar ao nacionalismo, quebrando a ordem internacional que tem permitido a globalização e a paz entre as super potências . Só não têm a gentileza de explicar o que pode substituir o que querem destruir. Voltando à guerra fria ?

É por isso que o seu objectivo, tanto da extrema direita como da extrema esquerda, é acabar com a União Europeia e os seus 60 anos de paz e progresso.

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Le Pen (extrema direita) PC e BE (extrema esquerda) têm o mesmo objectivo

Como se explica que os radicais de esquerda e de direita tenham como objectivo acabar com a Zona Euro e com a União Europeia ? Então agora a extrema direita também quer o bem dos povos ? Ou o que é bom na extrema esquerda é péssimo na extrema direita ?

Ver Catarina e Jerónimo defender o mesmo de Le Pen é bizarro e assustador . O interesse dos povos é secundário o que se procura é o conceito de vida . Ideologias mais ou menos musculadas onde a democracia tem um papel secundário .

Os adversários da UE chamam-lhe nomes. Centralizadora, burocrática, obsoleta. Le Pen fala de um sistema que oprime e brutaliza! É extraordinária, mas ao mesmo tempo reveladora, a linguagem usada pelos inimigos da liberdade, da tolerância, da união e da paz. E é normal que a critiquem, pois são seus inimigos, como em tempos o foram o fascismo nazi, o comunismo soviético e todos os autoritarismos do planeta.

Como é normal que os democratas a defendam e salientem o que ela trouxe de positivo aos povos europeus: 70 anos de paz, prosperidade e relevância global. Liberdade de viver, estudar, viajar no pequeno-grande continente europeu. Liderança ambiental, na inovação, defesa dos consumidores, igualdade de género, direitos humanos.

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PC e BE não dizem a verdade sobre a saída do Euro

Ouvi, numa palestra, o prof Ferreira do Amaral que foi o primeiro a assinalar os problemas da nossa integração na Zona Euro, dizer que tecnicamente é muito difícil um país sair . Desde logo porque o sigilo absoluto não é possível e bastaria o mais pequeno zum-zum para que biliões de euros voassem para fora do país. Só cá ficariam as pequenas poupanças. Passarmos da Europa a 27 para uma espécie de ‘orgulhosamente sós’ salazarista, sem recursos suficientes para nos bastarmos a nós próprios. Uma Venezuela para pior.

Como em certos países podemos ter milhões no bolso mas que não dão para comprar um frango ou um bife. E como as dívidas (incluindo as das famílias e individuais são em euros ) serão pagas pela nova moeda que vale 40% menos, vamos de mal a pior. Nunca mais conseguiremos pagar aos credores, deixaremos de ter acesso aos mercados para nos financiarmos e os juros disparam para valores ainda mais incomportáveis.

Ora PCP e BE sabem isto muito bem, o seu problema não é o euro . É um conceito de vida que em Portugal representa 14% dos votos . Abandonar a democracia , a economia social de mercado e o estado de direito.

Mas os dois partidos radicais escondem do povo a verdade .

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A míopia está no governo não está nos mercados

A maior dívida de sempre e a aumentar. A taxa de juro a 10 anos a crescer . O investimento historicamente baixo. As reformas revertidas. O maior peso do estado. Os 2,1% do défice não convence os credores . 

Uma forma de avaliar em que medida é que os agentes económicos estão a interpretar este resultado como sendo extraordinário é olhar para as taxas de juro no mercado secundário de dívida pública nacional. Curiosamente, a resposta dos mercados é bastante significativa, mas não no sentido esperado. De facto, as taxas de juro das obrigações a 10 anos têm estado a subir ao longo das últimas semanas, e são agora as mais elevadas desde março de 2014, vários meses antes da saída da troika do país. Os títulos chegaram a ser transacionados acima de 4,2% durante sexta-feira, o dia em que o INE publicou as contas.

Por isso, não é surpreendente que a nossa dívida em 2016 tenha sido a maior de sempre, correspondendo a 241 mil milhões de euros e 130,4% do PIB, em valor absoluto e como percentagem do PIB, respetivamente. Ou seja, apesar dos valores históricos de défice, não estamos a progredir no que constitui a nossa principal fonte de incerteza económica: a dívida e a nossa capacidade de a pagar de forma estrutural, que continuam historicamente preocupantes.

Factos são factos não vale a pena disparar sobre os mensageiros.

Reforço da autonomia nas escolas - um sapo gordo para o PCP engolir

Há quanto tempo se fala no reforço da autonomia na escola ? Portugal é dos países onde é mais diminuta a autonomia escolar. Reforçar a descentralização e a proximidade com os alunos e com as particularidades de cada escola.

O progresso demora sempre tempo mas chega sempre sejam quais forem as forças que se lhe opõem. A Frenprof já anda a ameaçar com manifestações pois a autonomia escolar e a descentralização enfraquecem o seu poder junto do ministério centralizador.

Tal como na reforma curricular finlandesa, o Ministério da Educação pretende que os professores portugueses se organizem entre si e, por alguns períodos do ano lectivo, leccionem as suas matérias em conjunto sob forma de temas multidisciplinares. Por exemplo, passará a ser possível aprender matérias relacionadas com física, matemática, português, geografia, cidadania e história a partir do tema “Aquecimento Global”, cuja abordagem permite tal multidisciplinaridade.

Ainda como aconteceu no sistema educativo finlandês, apostou-se na inovação pedagógica e na atribuição de autonomia às escolas para tomar decisões, em função dos alunos matriculados e das suas necessidades. Isto tudo com a óbvia distinção de a Finlândia ter já um sistema educativo bastante descentralizado e, no caso português, este aumento de autonomia representar uma (boa) novidade.

Tanto na Finlândia como em Portugal, estes processos de flexibilização pedagógica e curricular iniciaram-se com a identificação das competências e do conhecimento que mais falta farão aos alunos na sua vida adulta. E, em ambos os casos, foram apresentados debaixo desse objectivo. Mesmo que, do que se conhece, esse processo tenha sido mais exaustivo e completo na Finlândia, onde incluiu vários “estudos de antecipação”, a partir dos quais as autoridades finlandesas tentaram compreender o que o futuro lhes reserva em cada área.

 

Entre ver passar os aviões e construí-los

Quem diria que no Alentejo se construíriam aviões ? Já lá está a Embraier brasileira com capitais portugueses, que produz aviões, uma empresa francesa que produz peças para aviões, uma outra fábrica brasileira em construção e, este ano, Évora beneficiará de um novo investimento de 10 milhões de euros numa outra fábrica .

Seria isto possível num país fechado, isolado e não integrado num grande espaço económico e político como a União Europeia ?

No Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam já três fábricas, duas da construtora aeronáutica brasileira Embraer (uma de estruturas metálicas e outra de materiais compósitos) e uma da empresa Air Olesa, igualmente para fabrico de componentes para a aeronáutica.
Uma outra unidade, pertencente ao grupo francês Mecachrome, encontra-se em fase final de construção, devendo, em breve, começar a produzir peças para motores e para a estrutura de aviões.

Alentejo da minha alma/ tão longe me vais / da miséria e dos agrários da linha de Cascais...

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As reformas obrigatórias

Portugal efectuará as reformas necessárias no quadro da União Europeia e da Zona Euro .É esse o compromisso do PS, do PSD e do CDS , esmagadora maioria absoluta . PCP e BE vão ter que quebrar o vínculo que os amarra a um governo que integra a União Europeia . A não ser que deixem de se opor à Europa.

No dia em que a zona Euro discutir a renegociação das dívidas elevadas, e terá que o fazer, vai impor condições. Para o PCP, para o BE e para grande parte do PS, deve reduzir-se a dívida sem se fazerem reformas. Ou seja, não se paga hoje para se voltar a gastar amanhã. Uma ilusão. A renegociação da dívida chegará, mas serão os credores a impor os termos dessa renegociação. O PCP e o BE terão que deixar de ser os partidos que são para algum dia aceitarem os termos dos nossos credores.

A reforma do Euro em 2018 poderá introduzir uma versão dos chamados “Eurobonds” e até a criação de um Tesouro para o Euro (a Comissão Europeia poderá fazer essa proposta já em Maio). Mas a Alemanha só aceitará estas mudanças impondo reformas que aumentem a competitividade económica dos países do Euro. Os países que não aceitarem esses reformas, não se poderão financiar através dos Eurobonds. Seja no contexto da restruturação da dívida ou da introdução de Eurobonds, as condições impostas incluirão a redução da despesa pública (muito mais difícil do que reduzir o défice num ano), uma reforma a sério do mercado de trabalho, e reformas fiscais para aumentar a competitividade da economia. Os partidos da extrema-esquerda não poderão aceitar o que andaram a combater nos últimos 30 anos.

A entrada para a CE foi a entrada para a modernidade

Hoje quando se olha para o país antes de 1986 quase que não se acredita tal é a diferença para melhor. Naquela altura era a comparação com os outros países europeus que dava a medida da nossa miséria.

Hoje há muita gente que ao discutir a União Europeia se esquece desse passo fundamental que foi dado por Portugal. Uns querem regressar ao passado saindo da UE e do Euro e com isso à miséria do antes 1986. Outros criticam a UE mas não conseguem apresentar um exemplo que seja onde tanta gente viva com esta qualidade de vida durante 60 anos.

A entrada de Portugal na CEE foi o passaporte que permitiu ao país atravessar a ponte para a modernidade. Quem ainda se lembra de viajar pela Europa antes da adesão há-de reter para sempre a inacreditável diferença entre os dois mundos, que se consubstanciava nas coisas mais insignificantes – mas que tinha relevância no que era fundamental. Os mais reticentes – onde se encontrava alguma esquerda (o PCP) ainda vinculada ao mundo bicéfalo da guerra fria e alguma direita conservadora que tinha medo dos biquínis, das mini-saias e das mulheres que fumavam fora de casa – não tiveram grande margem de manobra para fazer vingar as suas agendas.

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