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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os exames sempre foram e vão continuar a ser a prova dos nove

Sempre foi assim como poderá ser de outra maneira ? " O Profblog explica como segue.

Os exames nacionais no final dos ciclos são a forma mais simples e objectiva de prestar contas sobre a qualidade do serviço educativo. O objectivo é verificar se houve progressos ou retrocessos nos resultados de cada escola. Essa é a forma menos burocrática e mais eficaz de prestar contas e de avaliar o desempenho das escolas e dos professores.


Os resultados dos exames devem ter consequências, não apenas para os alunos, mas também para as escolas e para os professores que nelas ensinam.

As escolas que obtiverem melhorias nos resultados dos exames devem ser premiadas com reforços de autonomia e mais dinheiro ou créditos horários.

As escolas que, ano após ano, não apresentarem melhorias precisam de receber um sinal de desaprovação: em último caso, o encerramento e distribuição dos alunos por escolas com melhores resultados.

Escrevi um texto ontem, publicado hoje

 

 

 

El texto era sobre la emancipación da mulher e a sua igualdade com os homens.

 

Parece que não, mas recebi imensos comentários, especialmente de senhoras. Os homens, salvo dois ou três, nada disseram. A consciência deve pesar e doer ao se confrontar com os seus factos da vida real. Um país virginal como Portugal, o menos que deve e respeito, paixão, carinho e amor a mãe dos seus filhos.

 

Foi preciso criar una lei para defender mulheres abusadas pelos seus cônjuges, que vivem do que ela cozinham, remendam, costuram, da criação que devem fazer dos filhos e dos ensinar a ler e escrever. O homem chega a casa para ser servido… por ela. E para satisfazer as suas paixões, cansada e todo como está, penetra em ela para o seu prazer, porque uma mulher que não é bem tratada, seduzida, festejada, não há humidade possível no seu clítoris. Aliás, o homem costuma ser rápido, tão curta é a sua paixão. Só precisa de una vagina, ou do traseiro de um menino, para ejacular em três segundos, e a dormir.

 

Um país que se aprecia de ser católico, amar a mulher do próximo parece ser o mandamento mais cumprido. Ou andar a se prostituir com os amigos em casas especiais ou entre eles. Quando há homens juntos, especialmente novos, não querem mulher, brincam sexualmente entre eles, com exibição de pénis e ejaculação coletiva, com apostas de quem vai maus longe com o líquido seminal.

 

Dirão que é de descosidos, mas tenho estudado burguesia que guarda em segredo casas as que levam adolescentes para atos anais, ou para dar de bebe do seu sémen aos novos púberes. O vi na Madeira, o tenho escrito em vários livros e é apenas hoje em dia em que a mulher é precisa pata ganhar dinheiro em trabalhos honestos, que começa a ser respeitada e partilha trabalhos domésticos com o pai dos seus filhos. Elas esmeram-se em agradara pelo medo que têm dos seus homens, especialmente nestes dias em que a lei permite o matrimónio entre pessoas do meso sexo: qualquer bom amigo soave e carinhoso, pode-lhe roubar o seu homem. E ficar mais abandonada.

 

As novas gerações calculam e alimentam a paixão, mas também há debates entre todos eles.

 

É difícil saber o tratamento dos conhecidos, bem como será o nosso com a passagem do tempo.

 

Há apenas uma mulher respeitada em Portugal: a denominada nossa Senhora de Fátima, porque é santa e pode obrar milagres necessários hoje bem dia em que não há dinheiro na país,

 

Freud e Mélanie Klein bem desciam que a líbido era a que comandava o comportamento como tenho citado em inúmeros livros meus, especialmente no terceiro de 1912: Memórias de un extranjero extravagante, ao qual remeto o leitor. Está na etapa de publicação.

 

Porque tanta mulher comenta o meu texto, e de homens apenas 3, casados dentro do seu mesmo sexo, dizem boas ideias?

 

Esta é a minha crítica e comentário ao texto publicado hoje. Pronto para ser passado a Banda Larga, Ainda mais, há uma rede pedófila em Portugal, que começa nas escolas e internatos, especialmente de sacerdotes, que levara a Bento XVI para o desencanto e renunciar o seu estatuto de Papa.

 

Raúl Iturra

 

28 de Novembro de 2013.

 

lautaro@netcabo.pt

 

Nota: nem todo é assim em Portugal, nem também não é apenas em Portugal. Também existe a pedofilia ritual e o mal trato ritual à mulher. Fica para outro texto

 

 

 

 

 

Só o investimento privado cria emprego

Para criar oportunidades de emprego é fundamental que no próximo quadro comunitário de apoio concentremos todas as energias nos domínios da qualificação dos recursos humanos e do investimento privado, porque só o investimento privado cria postos de trabalho. Mas também é fundamental que a união bancária vá para a frente, para que acabe a fragmentação do mercado de crédito. Só assim o custo do crédito bancário será igual em Portugal e na Holanda ou na Alemanha. Também tem que haver um consenso mais alargado na sociedade portuguesa sobre a estabilidade de políticas que estimulem e não atinjam o investimento privado, que é capital para gerarmos emprego (Artur Santos Silva) .

Temos que fazer tudo para reter os recursos humanos mais qualificados que já conseguimos formar com grande qualidade. Em vez de dispersarmos os subsídios em obras de duvidosa rentabilidade e necessidade é preciso concentrá-los nas empresas exportadoras e nas empresas produtoras que substituem importações. Não é invenção nenhuma foi o que alguns dos países que aderiram à União Europeia fizeram com enorme sucesso.

Entre dois arrotos e um whiskie

João Miguel Tavares, hoje no Público. (...) sim, nós precisamos de uma outra política e de outros políticos. Mas não precisamos só disso. Precisamos de uma alternativa consistente. E precisamos - sempre por razões de memória - de apontar o dedo a quem andou a enterrar o país para agora vir, de pança cheia armar-se em porta-voz dos pobres e oprimidos. A hipocrisia tem limites."

Temos pois que atacar o governo e a troika desde que: 1) esteja efectivamente nas nossas mãos 2)não exija a saída do euro 3) não perore sobre haircuts e reestruturações sem ter em conta que 35% da nossa dívida está nas mãos de investidores domésticos e apenas 22% em mãos estrangeiras ( o resto é da Troika) 4) perceba que por muito escandalosos que sejam swaps, PPP e trafulhices financeiras, Portugal continuaria escandalosamente falido mesmo que eles não existissem.

É, realmente, preciso escolher o lado mas é preciso ver quem está sentado na mesma fila. Sentado ao lado de quem tem um programa "lunático" e que se preocupa pelos pobrezinhos entre dois arrotos e um whiskie. Não, obrigado!

E nós aqui não fomos ouvidos nem achados

O CEI abriu uma linha de crédito para desenvolver a Banda Larga no montante de 110 milhões de euros. O projecto abrange os investimentos necessários à implementação do equipamento e sistemas de rede móvel com a actual tecnologia 3G e a nova tecnologia 4G. O projecto pretende melhorar o acesso aos serviços de banda larga, aumentar a eficiência e reduzir custos.

Para o BEI, este empréstimo integra-se no contexto mais amplo da Estratégia Europa 2020, que visa promover um crescimento inteligente e desenvolver uma economia baseada no conhecimento e na inovação. A iniciativa “Agenda Digital para a Europa” é um elemento-chave desta estratégia, por isso a existência de redes de alta velocidade eficientes é fundamental para a transferência rápida e fiável de volumes cada vez maiores de dados.

Passos Coelho teve sempre razão

Com o programa do novo governo Alemão foram-se, como já tinham ido com Hollande na França, as ilusões de António José Seguro. No essencial a política de combate à crise é para continuar. Passos Coelho teve sempre razão. O SPD social democrata pouco difere da CDU de Merkel no que diz respeito à política de combate à crise. E o mesmo se diga do Partido Socialista Francês. No que diz respeito ao ataque à crise na União Europeia estamos conversados, embora seja natural que políticas expansionistas nacionais em grandes países tenha a sua influência positiva em países como Portugal.

Começa-se a perceber o desespero do PCP e camaradas de jornada, as manifestações cada vez mais frequentes e espontâneas e a cobertura dos telejornais. A crise está a ficar para trás. E Mário Soares, indignado, já percebeu que é preciso lançar o caos para que o sucesso não chegue antes do tempo.

Consumo interno a crescer

Vamos lá ver se o Orçamento não abafa a tendência verificada nos últimos meses de o consumo interno estar a crescer e a puxar pela economia. As exportações continuam a ter um comportamento elevado este sim, com impacto positivo no emprego que, por sua vez, puxa pelo consumo interno. As importações, no sector dos equipamentos, indica que há recuperação no investimento . Tudo somado, a economia está dinâmica.

Consumidores e empresários mostram uma expectativa mais elevada sobre a evolução da economia. Confiança é transversal a todos os sectores. O clima económico na zona euro também está a crescer mais que o previsto. A entrada em funções do governo alemão irá contribuir para a consolidação das expectativas embora não seja de esperar milagres. A crise está a ficar para trás.

MULHER A CRESCER, MACHISMO A TREMER. A FILIAÇÃO DA CRIANÇA

 

 

 

(reedição)

para a mulher que amo e me ama... ainda que não estejamos sempre quites…

 

 

1. Introdução em forma de fandango.

 

 

A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças, necessária para os adultos entenderem o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década de Setenta do Século XX, o objecto da nossa investigação (minha e equipa) foi um grupo de mil mulheres casadas, residindo nas suas casas. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do orgulho que sentia pelo seu lar e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. E a raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua satisfação. Mulher que não viveu a era do amor, mas sim da servidão. Mulher com raiva do marido, mas com o orgulho de sentir que tinha um homem que mandava e entendia o mundo. Mundo que ela parecia não perceber. Mulher que falava enquanto as outras senhoras do grupo calavam a olhar para o chão. História já referida por mim num outro artigo deste sítio de debate.

Trinta anos depois, esta história aparece diferente no meu sentir. Faz-me pensar que o homem procurava amparo na mulher e vice-versa. Homem que não queria ter mais uma outra voz em casa a dizer o que fazer. Homem criado para governar o lar com palavras, sem entender as horas vazias da mulher mãe, da mulher empregada de cozinha, da mulher varredora do chão, da mulher lavadora de roupa e, no fim do dia, da mulher que aquece a cama à espera do homem que quer amar. Homem criado para mandar e aparentemente sábio na sua autoridade. Eis a filiação da infância cujo estudo me interessa e absorve. E, enquanto penso, sinto a solidão do homem, pai, companheiro e culturalmente autoritário. Machismo, dirá o leitor? Machismo, dirá a leitora? Machismo, digo eu, da mulher e do homem. Mulher a crescer, a entender o mundo além do lar. Homem habituado a ser o único a perceber o mundo fora do lar. Batalha travada há séculos, ganha hoje em dia pela luta feminina. Feminismo, onde não se trava luta nenhuma pela masculinidade. Ideia esta, a da masculinidade, certa e segura durante séculos e em várias culturas. Até que um dia a economia faz tremer, faz tremer a sociedade e o homem perde a arrogância pelo desamparo no qual fica. Desamparo que o homem sofre por parte da mulher, que entra na economia. Esse domínio definido sempre como masculino. Enganado ou não. Certo ou não. Festa ou drama. Triunfo ou derrota. Dança espalhada pelo mundo, quer no fandango, quer na lei, quer na doutrina: da costela do barro do homem, foi feita a mulher, diz o Livro Génesis da Bíblia Cristã e, também, o Alcorão. Da licença do marido para a mulher trabalhar, dependia a liberdade da mesma, dizia o Código Civil Napoleónico, organizado como Código Civil Português em 1867, reformulado nos anos setenta do século XX, e em 2007, para autonomizar a mulher. Da orientação do homem depende a opção da mulher diz o Código de Direito Canónico de 1917 e de 1983 (até 1917 a Igreja Católica era regida por um conjunto disperso de normas jurídicas tanto espirituais como temporais. O Concílio Vaticano I fez referência à necessidade de realizar uma compilação onde se agrupassem e ordenassem essas normas, se eliminassem as que já não estavam em vigor e se codificassem as restantes com ordem e clareza. Fonte: Introdução ao Código de direito Canónico de 1983).

A Doutrina Católica, que governa grande parte do mundo, regulamenta a interacção social e, consequentemente, as formas sociais de entender. Recebes uma mulher, não uma escrava, dizia o oficiante que presidia o ritual sagrado do matrimónio. No entanto, o machismo vivia também na mulher, exprimido em frases como esta: vou a casa preparar a comida do meu homem, como ouvi dizer a mulheres oriundas de vários sítios onde tenho estudado, as suas ideias, o seu comportamento, faz já quarenta anos. O machismo é uma relação de vice e versa: o homem manda a mulher obedece. No obedecer reside o machismo feminino, não no mandar: não é costumeiro mandar e se manda, não seria feminina. Antes, hoje em dia, o machismo do homem e da mulher caminham a par e passo

 

2. Mulher a crescer.

 

Mulher a crescer? Essa, uma entidade adulta? Sim senhor, mulher a crescer desde o minuto que entendeu que sem o seu contributo económico (em dinheiro e actividades do lar), a casa, o grupo doméstico e as crianças, não conseguiam ser sustentadas apenas com o trabalho ou contributo de um dos membros da casa: largamente o masculino. O masculino mais adulto, o masculino mais velho. Trabalho produtivo, porém, criado para uma mentalidade específica, a mentalidade que sabe comandar e tem tido autoridade ao longo de milénios. A nossa cultura greco-judaica, cristã ou não, escolheu a mulher para ser a parte da economia reprodutiva de seres humanos. Seres humanos a serem dados à luz, como Teresa Joaquim debate em 1983 e dedilha de forma mais aprofundada em 1997, como Berta Nunes analisa em 1997 e Lígia Amâncio distingue em 1994. Formas de trabalho que coagem a mulher para um canto da casa, tal e qual comentai Pierre Bourdieu, em 1998, no seu texto La Domination Masculine, Seuil, Paris, editada em português pela Celta Editora, Oeiras, em 1999. Aristóteles entendia que todo o ser penetrado não tinha direito a voz, fosse masculino ou feminino. A mulher, esse ser, destinada à penetração de forma concebida pela fisiologia que nos governa, tem continuado a existir relegada ao domínio do doméstico. Quer nos factos, quer no pensamento social. Prova é o quotidiano das pessoas no Ocidente, mesmo na língua, veja-se, a título de exemplo, a designação dada ao cargo, mesmo quando exercido por uma mulher, de Primeiro-ministro ou Presidente da República, entre outros casos. No Chile, país que teve a primeira mulher na presidência da república, Michele Bachelet, foi imperativo criar o género feminino para o cargo, surgindo assim o termo presidenta, abrindo caminho para novas atitudes, em ruptura com as Presidências dos Bancos, das indústrias, das Reitorias das Universidades, da direcção dos hospitais ou da gestão dos trabalhos da terra. Madame Curie, já não precisa de se vestir de homem para frequentar a Universidade, nem de perder o seu nome pelo casamento. Com as mulheres a lutarem pela igualdade com o homem, começando nas que reclamavam o direito ao voto, invocando a declaração de princípios da Independência dos USA, escrita por Benjamim Franklin (1775): Todos os seres humanos nascem livres e iguais. Mulher a orientar o lar a partir da lei do divórcio. Casos históricos e públicos. Os mais cobiçados pelas pessoas que gostam do poder para controlar o que entendem (entendam ou não); os mais desprezados pelas pessoas que procuram entender que a legitimidade da autoridade está no entender com amor e sem poder... Mulher a crescer, porém, entre duas formas de perceber a feminilidade: o pensamento social patriarcal e o pensamento social feminista. Feminismo construído como um movimento, feminismo fabricado pela economia que nos governa desde 1979, essa de Milton e Rose Marie Friedman e dos seus discípulos da escola de Chicago. Escola que se estendeu pela Europa, pela África, pela América Latina, especialmente pela União Europeia que concorre com a união mais poderosa dos Estados Unidos da América. Mulher que cresce (queira ou não), dentro do pensamento (ainda muito real) apenas masculino, do tecido social que fabricamos. Mulher a crescer e a deitar culpas ao homem que a enclausurou, que a reduziu a uma reprodutora dele próprio e das suas crianças. Mulher que cresce sem o norte milenário do pensamento masculino, introduzido no seu pensar faz trinta anos, ou mais. Pensar que não tem tido outra prática que a de orientar o lar porta adentro. O homem a governar de porta afora. Fêmea crescida à pressa, ao som da economia que faz dançar os acordes da conta bancária, dos juros, do carro a comprar, das jóias a exibir (sempre que necessário), do preço do dinheiro, do valor do que sabe fazer e que aprendeu, de forma nova, dentro do seu grupo social. Mulher masculinizada com esta gestão da concorrência das ideias patriarcais que agora também possui. Ideias a bater na antiga forma patriarcal Ocidental e Oriental. Mulheres a crescer e a mudar de forma e maneira, que nós homens, e várias mulheres ainda, acabam por não entender como merecem. Nem eu, que tenho observado e estudado o caso, com as já citadas autoras. Que, como pai e marido, eu próprio, ficara sempre imbricado no meu entender cultural da vida, traído pela educação que nos foi transferida desde a infância. A nós, em plural por ser para seres humanos, macho ou fêmea. Nós, os de todos os sexos e orientações. Filiação a dar origem a uma infância que percebe melhor por não ser geração de transição, como a nossa, entre a igualdade ou desigualdade entre homem e mulher.

 

3. Machismo a tremer.

 

Um conceito delicado, este de machismo usado no presente texto. Machismo é um sentimento que gosto de definir como o de mandar nas emoções da pessoa que se penetra, seja física, seja idealmente. Com o corpo ou com as ideias. Sentimento de dominação do espaço social e dos afazeres. Comando sobre a lei costumeira e a lei positiva. Sentimento necessário, como o etnocentrismo, de pensar que somos os melhores, os que mais sabemos, os que entendemos o contexto e o definimos. Machismo, conceito aplicável a toda a idade e a toda a relação entre seres humanos, quando há um ser que diz e define a lei da família, e outro que deve ver, ouvir e calar. O machismo que treme, porém, não é o masculino do homem. É o masculino da economia que nos vê agir e manda nos nossos comportamentos. Os homens, habituados como estão à forma patriarcal do comportamento social, ficam perdidos. Bem gostamos de ser gentis e sedutores, oferecer flores e carícias, visitar, convidar, apalpar… A resistência é dura por ser a sedução um comportamento distribuído de forma igual entre as pessoas, machos ou fêmeas. Essa distinção acabou… Até é difícil, num texto como este ou noutros semelhantes que tenho escrito, diferenciar entre homem e mulher. Entre heterossexual, bissexual, andrógino, efeminado e outras classificações semelhantes. Desde 16 de Setembro do ano 2000, dia em que a Holanda aprovou a lei do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo, lei justa e largamente esperada por tantos e em tantos países, como invoca o jornal que a anuncia, o machismo deixou de ser o privilégio dum sexo para passar a ser um conceito passível de ser aplicado a todos os que, na relação emotiva, comandam sem autoridade e com força subversiva. Este é o machismo que levou muitos seres masculinos a perderem as pessoas femininas das suas vidas, por não terem entendido a liberdade real que essa pessoa companheira merecia. Pessoa companheira que não entendeu essa liberdade; não entende como a utilizar. Não entende como acompanhar e completar o outro ser que, no seu ver, a limita, a fecha e a abandona em casa. A viver essas horas mortas de criar uma pequenada que mama, come, chora, procura formas para explorar a vida. Meios que apenas encontra no adulto que fica com essa criança, em casa, seja um ela ou um ele; seja uma mãe, um pai; sejam duas mães, dois pais, avôs, uma empregada ou nana. O machismo está a tremer e a crescer dentro de toda a população dos Estados Ocidentais, enquanto nós machistas, ficamos sós e desamparados. O sentimento social mudou e nós, os adultos de hoje, criados na infância de ontem, não sabemos qual o modelo para nos orientar ou para dar apoio à geração seguinte, essa que pede conselho e começa a ser tão patriarcal, meninas e meninos, como nós adultos e os nossos ancestrais...Qual é o comportamento adequado que podemos dar? Será preciso reler Tomás de Aquino, Adam Smith e Milton Friedman? Autores por tantos ignorados e, no entanto, por todos praticados, saibamos-lo ou não.

 

 

4. Coda final.

 

Será que o leitor vive este sentimento? Sentimento que é um feito observado por mim durante trinta anos em Continentes e gerações diferentes. Gostava de lhe dizer que as temáticas sobre a emotividade do nosso Século XXI são muito difíceis, são apenas uma exploração do agir da transição que começa a aparecer junto de nós. Nos tempos da nossa juventude e da nossa maturidade, o comportamento machista é um elo central para analisar e entender as crianças: ficamos a saber mais de nós, dos nossos aparentes fracassos individuais e do seu contexto. Factos resultantes apenas de uma mudança na forma de ser, no acontecimento do dia-a-dia, das formas de amar, das formas de gerir os raros recursos que a economia nos permite. Há quem diga que é o Governo, há quem diga que é o Diabo, ou Deus. Ninguém quer ver dentro de si para entender que a História mudou e alastrou-se à individualidade. Mudança normal quando lemos sobre o passado, difícil de entender se na nossa época. Essa que nos faz forma e reforma. A filiação das nossas crianças é heterogénea. Apenas cabe aceitar. Sem raiva. Como essa mulher da minha história, que um dia, no começo dos anos setenta, me dissera, gritando no meio das outras analisadas: quem me dera que a minha casa desaparecesse, que as suas paredes esbatessem e eu pudesse vir para rua...a fazer...o quê? Não sei, mas deixar esse lar que me asfixia. Era a mulher do meu amigo inquilino Ventura Galván, Rosa, da expropriada fazenda de Huilquilemu, perto de Pencahue, em Talca, Chile, sitio estudado por mim e feito livro. Mulher que foi para a rua, e na rua ficou só. A aprender até hoje, como viver a vida gerida por ela, sem mais ninguém. Só. No dedilhado da forma musical das suites de Bach, com som de fandango. Queira o leitor responder…

Raúl Iturra

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ou

Instituo Universitário de Lisboa

ISCTE/IUL/Lisboa

Revisto e adequado ao acordo ortográfico em 27 de Novembro de 2013

lautaro@netcabo.pt

Bibliografia.

Amâncio, Lígia, 1994: Masculino e Feminino. A Construção Social da Diferença, Afrontamento, Porto.

 

Aquino, Tomás de, (1267-1273) 1969: Suma Teológica, University of Nôtre Dame, Indiana.

 

Bourdieu, Pierre, (1998) 1999: A dominação masculina, Celta, Lisboa

 

Friedman, Milton e Rose, (1979) 1980: Liberdade para Escolher, Europa -América, Lisboa.

 

Franklin, Benjamín, 1775: Declaration of Independence, varias edições.

 

Iturra, Raúl, 1972: Elementos para el Estudio de la Movilización Campesina, CEAC, Universidad Católica de Chile, Talca.

2000: O saber sexual das crianças. Desejo-te, porque te amo, Afrontamento, Porto

Junho, 2000: Os meus pais não são pessoas, in A Página da Educação, Profedições, Porto.

 

Joaquim, Teresa, 1983: Dar à Luz, Dom Quixote, Lisboa

1997: Menina e Moça, Fim de Século, Lisboa

 

Nunes, Berta, 1997: O Saber Médico do Povo, Fim de Século, Lisboa.

 

Smith, Adam (1776) 1874: An enquiry into the nature and causes of The Wealth of Nations, Murray. A., Londres. Há versão portuguesa pelo Instituo Gulbenkian de Ciência

 

Seguro amigo o Soares está contigo

Sabes Tó Zé, se tu não estivesses em secretário geral do PS, ganhávamos com 90% dos votos ! Até o Papa, depois de eu avisar veio confirmar.

Estamos a caminho de uma segunda ditadura”, vaticina sobre Portugal. “A situação do país é insustentável.” E não esqueceu os socialistas portugueses: "Se o PS fosse um bocadinho mais activo, tinha 90 por cento com certeza." Não poupou o Governo e Cavaco, suscitando aplausos da assistência.

É como se o PS não tivesse nada a ver com a situação. A começar por "lui-même"! A memória é o drama da humanidade!