as autoestradas da informação

07
Dez 12
Medina Carreira anda há muito tempo a incomodar certa gente poderosa. E esta gente não perdoa! Todos sabemos que seja o que for que aconteça daqui para a frente, há um tempo para Medina Carreira que terminou. Há um triângulo em Portugal, maligno, que se alimenta a si próprio e que efectivamente, manda. A banca - estado central e local - e as empresas do regime.
Medina Carreira não está acima da lei como ninguém está mas, no caso, o prejuízo é muito grande. Calar uma voz credível, com aceitação junto da população.  
publicado por bandalargablogue às 21:24

Medina Carreira anda há muito tempo a incomodar certa gente poderosa. E esta gente não perdoa! Todos sabemos que seja o que for que aconteça daqui para a frente, há um tempo para Medina Carreira que terminou. Há um triângulo em Portugal, maligno, que se alimenta a si próprio e que efectivamente, manda. A banca - estado central e local - e as empresas do regime.
Medina Carreira não está acima da lei como ninguém está mas, no caso, o prejuízo é muito grande. Calar uma voz credível, com aceitação junto da população.  
publicado por bandalargablogue às 21:24

O Nuno Santos acusou a administração da RTP de saneamento político. Tem que apresentar provas. O Conselho de Administração é seu superior hierárquico estão cortadas as relações de lealdade. Quando a anterior administração se demitiu por não estar de acordo com os planos do governo para a empresa todos os quadros deviam, no mínimo, colocar o lugar à disposição. Não é possível a empresa funcionar sem essa relação de lealdade e o que está a acontecer neste caso do Nuno Santos mostra isso à evidência.
A independência da Direcção de Informação tem um limite entre vários de outra índole. Tem que estar em linha com o plano estratégico delineado para a empresa pela Administração. Esta matéria não é exclusiva das empresas  de comunicação social. Acontece em todas as empresas. A administração funciona ao nível estratégico e a Direcção ao nível operacional em linha com a estratégia definida.
Como poderá ser de outra forma? Se a administração, depois de ver aceite a sua estratégia pela Assembleia Geral de Accionistas  e de ter aprovado o plano operacional apresentado pela direcção ,verificar que o caminho seguido não é o aprovado só tem que despedir a direcção.
É assim em todo o mundo!

publicado por bandalargablogue às 18:04

O Nuno Santos acusou a administração da RTP de saneamento político. Tem que apresentar provas. O Conselho de Administração é seu superior hierárquico estão cortadas as relações de lealdade. Quando a anterior administração se demitiu por não estar de acordo com os planos do governo para a empresa todos os quadros deviam, no mínimo, colocar o lugar à disposição. Não é possível a empresa funcionar sem essa relação de lealdade e o que está a acontecer neste caso do Nuno Santos mostra isso à evidência.
A independência da Direcção de Informação tem um limite entre vários de outra índole. Tem que estar em linha com o plano estratégico delineado para a empresa pela Administração. Esta matéria não é exclusiva das empresas  de comunicação social. Acontece em todas as empresas. A administração funciona ao nível estratégico e a Direcção ao nível operacional em linha com a estratégia definida.
Como poderá ser de outra forma? Se a administração, depois de ver aceite a sua estratégia pela Assembleia Geral de Accionistas  e de ter aprovado o plano operacional apresentado pela direcção ,verificar que o caminho seguido não é o aprovado só tem que despedir a direcção.
É assim em todo o mundo!

publicado por bandalargablogue às 18:04


O Banco do Livro é um sucesso!
...
Em 15 dias os 24 bancos do Livro permitiram que mais de 10.000 livros mudassem de mãos sem que ninguém gastasse nem 1 euro....
E agora?...
O que pode fazer cada um de nós para que esta ideia seja consequente e cumpra o seu objectivo de promover a reutilização dos manuais escolares em todas as escolas do País?...
Como posso eu contribuir para que no próximo ano muitos mais livros troquem de mãos gratuitamente?...
1 - Eu posso ensinar os meus filhos a preservar os seus livros para que outros alunos os possam usar nos anos seguintes. Se todos os Pais ensinarem isto aos seus filhos é mais provavel que no próximo ano os meus filhos consigam encontrar livros grátis e em bom estado....
2 - O representante da Associação de Pais da escola dos meus filhos pode organizar dentro da escola iniciativas de recolha e entrega de livros no final do ano lectivo. Eu pago mensalmente a quota da Associação de Pais pelo que me parece bem que esta defenda os meus interesses....
3 - O Director da escola dos meus filhos pode usar um critério mais conservador na adopção dos manuais preferindo edições compatíveis com os livros que já circulam entre os alunos da sua escola. A escola que ensina os meus filhos a reciclar e separar o lixo também tem que os ensinar a reutilizar os livros escolares!...
4 - O Presidente da Câmara da minha cidade pode usar da sua influência junto do respectivo parque escolar de forma a que todas as escolas adoptem os mesmos manuais escolares promovendo dessa forma a sua reutilização. Desta forma não haverá necessidade de aumentar todos os anos as dívidas da Autarquia para oferecer livros novos a todas as crianças....
5 - O Deputado que me representa na Assembleia da República pode pôr à discussão o tema da reutilização dos manuais escolares e propor uma mudança da actual lei que, sendo totalmente permissiva, permite que a cada ano eu seja confrontado com uma factura de centenas de euros para que os meus filhos prossigam o ensino obrigatório. Se há um assunto em que todos os Portugueses estão de acordo é este e os eleitos têm o dever de defender o intersse de quem os elegeu....
6 - O Primeiro Ministro do meu País pode propôr a mudança da Lei que regula os Livros escolares promovendo a sua reutilização e assim reduzir substancialmente o valor pago cada ano pelo Estado Português para oferecer livros a quem não os pode comprar. Acabar com este encargo absurdo e digno de um País de terceiro mundo só lhe fica bem e este será um corte no orçamento que Portugueses de todas as cores políticas aplaudirão....
7 - O Presidente da República pode dedicar um dos seus dias de atenção mediática para falar sobre este tema e, porque não, também falar da sua experiência pessoal de aluno com poucos recursos. ...
É fácil, grátis e poupa muitos recursos naturais e financeiros ao País!
E não é preciso inventar nada para mudar a Lei.
Basta escolher um qualquer País da Europa e seguir-lhe o exemplo....
Eu cumprirei a minha parte mantendo o Banco do Livro do Porto aberto todos os dias do ano e fomentando a abertura de Bancos do Livro em todas as cidades até que todas as escolas promovam dentro das suas instalações a reutilização dos manuais escolares. Só quando isso acontecer darei esta missão por cumprida....
Obrigado por partilhar esta mensagem!
publicado por bandalargablogue às 16:00
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O Banco do Livro é um sucesso!
...
Em 15 dias os 24 bancos do Livro permitiram que mais de 10.000 livros mudassem de mãos sem que ninguém gastasse nem 1 euro....
E agora?...
O que pode fazer cada um de nós para que esta ideia seja consequente e cumpra o seu objectivo de promover a reutilização dos manuais escolares em todas as escolas do País?...
Como posso eu contribuir para que no próximo ano muitos mais livros troquem de mãos gratuitamente?...
1 - Eu posso ensinar os meus filhos a preservar os seus livros para que outros alunos os possam usar nos anos seguintes. Se todos os Pais ensinarem isto aos seus filhos é mais provavel que no próximo ano os meus filhos consigam encontrar livros grátis e em bom estado....
2 - O representante da Associação de Pais da escola dos meus filhos pode organizar dentro da escola iniciativas de recolha e entrega de livros no final do ano lectivo. Eu pago mensalmente a quota da Associação de Pais pelo que me parece bem que esta defenda os meus interesses....
3 - O Director da escola dos meus filhos pode usar um critério mais conservador na adopção dos manuais preferindo edições compatíveis com os livros que já circulam entre os alunos da sua escola. A escola que ensina os meus filhos a reciclar e separar o lixo também tem que os ensinar a reutilizar os livros escolares!...
4 - O Presidente da Câmara da minha cidade pode usar da sua influência junto do respectivo parque escolar de forma a que todas as escolas adoptem os mesmos manuais escolares promovendo dessa forma a sua reutilização. Desta forma não haverá necessidade de aumentar todos os anos as dívidas da Autarquia para oferecer livros novos a todas as crianças....
5 - O Deputado que me representa na Assembleia da República pode pôr à discussão o tema da reutilização dos manuais escolares e propor uma mudança da actual lei que, sendo totalmente permissiva, permite que a cada ano eu seja confrontado com uma factura de centenas de euros para que os meus filhos prossigam o ensino obrigatório. Se há um assunto em que todos os Portugueses estão de acordo é este e os eleitos têm o dever de defender o intersse de quem os elegeu....
6 - O Primeiro Ministro do meu País pode propôr a mudança da Lei que regula os Livros escolares promovendo a sua reutilização e assim reduzir substancialmente o valor pago cada ano pelo Estado Português para oferecer livros a quem não os pode comprar. Acabar com este encargo absurdo e digno de um País de terceiro mundo só lhe fica bem e este será um corte no orçamento que Portugueses de todas as cores políticas aplaudirão....
7 - O Presidente da República pode dedicar um dos seus dias de atenção mediática para falar sobre este tema e, porque não, também falar da sua experiência pessoal de aluno com poucos recursos. ...
É fácil, grátis e poupa muitos recursos naturais e financeiros ao País!
E não é preciso inventar nada para mudar a Lei.
Basta escolher um qualquer País da Europa e seguir-lhe o exemplo....
Eu cumprirei a minha parte mantendo o Banco do Livro do Porto aberto todos os dias do ano e fomentando a abertura de Bancos do Livro em todas as cidades até que todas as escolas promovam dentro das suas instalações a reutilização dos manuais escolares. Só quando isso acontecer darei esta missão por cumprida....
Obrigado por partilhar esta mensagem!
publicado por bandalargablogue às 16:00
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Aqui no Profblog pode ler o texto completo. No Texas há um sistema simples, sem custos adicionais e sem burocracias. Todas as escolas recebem o mesmo. 60% do custo médio. Sejam públicas ou privadas. E os pais escolhem a escola para os seus filhos.
"O Texas introduziu um sistema de livre escolha das escolas que é o mais simples e o mais eficaz dos EUA. Sem intermediários, sem agências do Estado, sem limites. Os pais têm a liberdade de escolher a escola e o Estado paga a propina até 60% do custo médio anual dos alunos nas escolas estatais. Sejam pobres, remediados ou ricos. Seja a escola estatal ou privada.""
Os críticos da livre escolha acusam os privados de fazerem concorrência às escolas estatais. A acusação tem fundamento. Os pais dos alunos preferem enviar os filhos para escolas privadas sempre que tal lhes é possível. É por isso que as escolas estatais perdem alunos sempre que têm por perto colégios com contratos de associação. As escolas estatais têm uma forma de lidar com esta situação: ofereçam um serviço educativo melhor do que os colégios com contrato de associação.
Regra geral, os pais querem a melhor educação possível para os filhos. Os professores que são pais sabem o que isso significa. A livre escolha é apenas isso: permitir que os pais escolham a melhor escola para os filhos, independentemente de quem seja o seu proprietário. Sem que sejam os burocratas do Estado a dizer-lhes que têm de colocar os filhos na escola estatal mais perto da residência."
É só o direito de escolha da escola pelas famílias!
 
publicado por bandalargablogue às 12:30

Aqui no Profblog pode ler o texto completo. No Texas há um sistema simples, sem custos adicionais e sem burocracias. Todas as escolas recebem o mesmo. 60% do custo médio. Sejam públicas ou privadas. E os pais escolhem a escola para os seus filhos.
"O Texas introduziu um sistema de livre escolha das escolas que é o mais simples e o mais eficaz dos EUA. Sem intermediários, sem agências do Estado, sem limites. Os pais têm a liberdade de escolher a escola e o Estado paga a propina até 60% do custo médio anual dos alunos nas escolas estatais. Sejam pobres, remediados ou ricos. Seja a escola estatal ou privada.""
Os críticos da livre escolha acusam os privados de fazerem concorrência às escolas estatais. A acusação tem fundamento. Os pais dos alunos preferem enviar os filhos para escolas privadas sempre que tal lhes é possível. É por isso que as escolas estatais perdem alunos sempre que têm por perto colégios com contratos de associação. As escolas estatais têm uma forma de lidar com esta situação: ofereçam um serviço educativo melhor do que os colégios com contrato de associação.
Regra geral, os pais querem a melhor educação possível para os filhos. Os professores que são pais sabem o que isso significa. A livre escolha é apenas isso: permitir que os pais escolham a melhor escola para os filhos, independentemente de quem seja o seu proprietário. Sem que sejam os burocratas do Estado a dizer-lhes que têm de colocar os filhos na escola estatal mais perto da residência."
É só o direito de escolha da escola pelas famílias!
 
publicado por bandalargablogue às 12:30

Na Alemanha – criadora do conceito de Estado Social -  remonta ao final do século XIX. Nos anos 1950 e 1960, o Estado Social viveu os seus anos dourados, suportados por uma demografia favorável e fortes acréscimos de produtividade reflectidos em aumentos de rendimento.
O modelo social germânico assenta num mecanismo de protecção social extremamente generoso, mas indissoluvelmente relacionado com a sua estrutura produtiva.

A redução da pobreza nos exemplos por excelência do Estado Social – os países nórdicos, Alemanha, Áustria e Países Baixos – esteve associada  a estratégias nacionais de promoção do trabalho bem remunerado (evitando empregos com baixos salários), privilegiando a especialização industrial em sectores geradores de elevado valor acrescentado e com potencialidade exportadora.
O seu sucesso radicou em exportações de produtos com alto conteúdo tecnológico e com pouca sensibilidade do preço, capitalizando vantagens competitivas ancestrais. Dado o alto valor acrescentado incorporado das suas exportações, os salários pagos eram elevados, limitando a incidência de pobreza associada ao factor trabalho: numa visão que se distingue do modelo anglo-saxónico, menos protector e mais flexível.

Nos anos 70, a crise petrolífera desferiu um rude golpe nas economias no Norte da Europa, as quais na maioria dos casos, com os países nórdicos à cabeça, numa tentativa de aumento da produtividade e reciclagem das suas indústrias, promoveram uma renovação geracional da força de trabalho mediante esquemas massivos de reformas antecipadas, que engrossaram os beneficiários da Segurança Social, num momento em que as taxas de fertilidade atingiam patamares mínimos.
Nos anos 80, a dívida e os défices públicos revelaram-se insustentáveis nestes países, por suportarem tal Estado Social, dando azo a crises graves e posterior reforma da Segurança Social. Impuseram-se significativos cortes dos benefícios, evoluiu-se no sentido de esquemas de capitalização de contributo definido, e repensaram-se os incentivos à natalidade. Em paralelo, no mercado de trabalho, a legislação foi alterada com vista à obtenção de maior flexibilidade nos despedimentos e formação dos desempregados (nascimento da flexigurança) (Diria que Portugal lhe está a copiar o modelo para resolver os seus problemas, mas qualquer semelhança com esta estratégia em Portugal é apenas ilusão, já que hoje vivemos numa União Económica e Monetária, onde temos de fazer concessões várias e aceitar quotas produtivas, assim como não dispomos de uma moeda própria que nos permita usar essa política monetária, o que torna o desafio de Portugal muitissimo mais difícil de bater).

Na Alemanha, as reformas foram mais tardias, mas consubstanciaram-se em medidas semelhantes (excepto natalidade). Antecipando a concorrência asiática e contrariando previsões de futuro recessivo, nos anos 90 e 2000, reformulam-se os mecanismos de protecção social e a força de trabalho suportou perdas de rendimento nominal. Entre 2000 e 2008, os custos unitários do trabalho na Alemanha caíram (5%). No mesmo período (cumulativamente), subiram 20% em Portugal, 25% em Itália, 30% em Espanha e Grécia, e 35% na Irlanda. Contudo, nos sectores manufactureiros, a realidade foi muito diversa. Na Alemanha e Irlanda, desceram 10%; enquanto em Portugal aumentaram 10%; em Espanha e Itália subiram 30% e 55% na Grécia. Desta forma, não será surpreendente o comportamento das exportações portuguesas nos últimos anos e o facto da Grécia ser o país com menor contributo das exportações para o PIB e o maior desequilíbrio externo na área do euro.

O ajustamento do Estado Social em curso em Portugal, mas também em Espanha, Itália e Grécia, consiste numa compressão temporal (mais notória em Portugal onde a Segurança Social chegou mais tarde) do processo observado na Europa do Norte ao longo dos últimos trinta anos. Como os países nórdicos, também Portugal viveu o seu apogeu das reformas antecipadas nos anos 90 para promoção de produtividade e modernização da estrutura produtiva. Hoje, defronta rácios de dependência insustentáveis.

Recorde-se que, em 1982, existiam cerca de sete contribuintes para um beneficiário; hoje existem pouco mais de três por cada pensionista e, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012, serão menos de dois por cada beneficiário em 2050. A pressão manifesta-se no acréscimo do peso das prestações sociais: desde 1977, subiram de 8% do PIB para 21% em 2010. A despesa pública corresponde a cerca de 50% do PIB, dos quais 42% são prestações sociais e 23% são remunerações de empregados. A composição não difere, contudo, substancialmente da observada na média da UE.

Agora pergunto ao Partido Socialista, que quer voltar ao poder, qual é a parte deste cenário histório real que ainda não compreendeu e de uma vez por todas, gostava de ouvir o PS responsável e genuinamente interessado em resolver os problemas do país dizer ao país quais as suas ideias para o rumo de Portugal para os próximos 20 anos, como fez o SPD (da sua família política) nos anos de 2000 a 2007.


publicado por bandalargablogue às 10:33

Na Alemanha – criadora do conceito de Estado Social -  remonta ao final do século XIX. Nos anos 1950 e 1960, o Estado Social viveu os seus anos dourados, suportados por uma demografia favorável e fortes acréscimos de produtividade reflectidos em aumentos de rendimento.
O modelo social germânico assenta num mecanismo de protecção social extremamente generoso, mas indissoluvelmente relacionado com a sua estrutura produtiva.

A redução da pobreza nos exemplos por excelência do Estado Social – os países nórdicos, Alemanha, Áustria e Países Baixos – esteve associada  a estratégias nacionais de promoção do trabalho bem remunerado (evitando empregos com baixos salários), privilegiando a especialização industrial em sectores geradores de elevado valor acrescentado e com potencialidade exportadora.
O seu sucesso radicou em exportações de produtos com alto conteúdo tecnológico e com pouca sensibilidade do preço, capitalizando vantagens competitivas ancestrais. Dado o alto valor acrescentado incorporado das suas exportações, os salários pagos eram elevados, limitando a incidência de pobreza associada ao factor trabalho: numa visão que se distingue do modelo anglo-saxónico, menos protector e mais flexível.

Nos anos 70, a crise petrolífera desferiu um rude golpe nas economias no Norte da Europa, as quais na maioria dos casos, com os países nórdicos à cabeça, numa tentativa de aumento da produtividade e reciclagem das suas indústrias, promoveram uma renovação geracional da força de trabalho mediante esquemas massivos de reformas antecipadas, que engrossaram os beneficiários da Segurança Social, num momento em que as taxas de fertilidade atingiam patamares mínimos.
Nos anos 80, a dívida e os défices públicos revelaram-se insustentáveis nestes países, por suportarem tal Estado Social, dando azo a crises graves e posterior reforma da Segurança Social. Impuseram-se significativos cortes dos benefícios, evoluiu-se no sentido de esquemas de capitalização de contributo definido, e repensaram-se os incentivos à natalidade. Em paralelo, no mercado de trabalho, a legislação foi alterada com vista à obtenção de maior flexibilidade nos despedimentos e formação dos desempregados (nascimento da flexigurança) (Diria que Portugal lhe está a copiar o modelo para resolver os seus problemas, mas qualquer semelhança com esta estratégia em Portugal é apenas ilusão, já que hoje vivemos numa União Económica e Monetária, onde temos de fazer concessões várias e aceitar quotas produtivas, assim como não dispomos de uma moeda própria que nos permita usar essa política monetária, o que torna o desafio de Portugal muitissimo mais difícil de bater).

Na Alemanha, as reformas foram mais tardias, mas consubstanciaram-se em medidas semelhantes (excepto natalidade). Antecipando a concorrência asiática e contrariando previsões de futuro recessivo, nos anos 90 e 2000, reformulam-se os mecanismos de protecção social e a força de trabalho suportou perdas de rendimento nominal. Entre 2000 e 2008, os custos unitários do trabalho na Alemanha caíram (5%). No mesmo período (cumulativamente), subiram 20% em Portugal, 25% em Itália, 30% em Espanha e Grécia, e 35% na Irlanda. Contudo, nos sectores manufactureiros, a realidade foi muito diversa. Na Alemanha e Irlanda, desceram 10%; enquanto em Portugal aumentaram 10%; em Espanha e Itália subiram 30% e 55% na Grécia. Desta forma, não será surpreendente o comportamento das exportações portuguesas nos últimos anos e o facto da Grécia ser o país com menor contributo das exportações para o PIB e o maior desequilíbrio externo na área do euro.

O ajustamento do Estado Social em curso em Portugal, mas também em Espanha, Itália e Grécia, consiste numa compressão temporal (mais notória em Portugal onde a Segurança Social chegou mais tarde) do processo observado na Europa do Norte ao longo dos últimos trinta anos. Como os países nórdicos, também Portugal viveu o seu apogeu das reformas antecipadas nos anos 90 para promoção de produtividade e modernização da estrutura produtiva. Hoje, defronta rácios de dependência insustentáveis.

Recorde-se que, em 1982, existiam cerca de sete contribuintes para um beneficiário; hoje existem pouco mais de três por cada pensionista e, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012, serão menos de dois por cada beneficiário em 2050. A pressão manifesta-se no acréscimo do peso das prestações sociais: desde 1977, subiram de 8% do PIB para 21% em 2010. A despesa pública corresponde a cerca de 50% do PIB, dos quais 42% são prestações sociais e 23% são remunerações de empregados. A composição não difere, contudo, substancialmente da observada na média da UE.

Agora pergunto ao Partido Socialista, que quer voltar ao poder, qual é a parte deste cenário histório real que ainda não compreendeu e de uma vez por todas, gostava de ouvir o PS responsável e genuinamente interessado em resolver os problemas do país dizer ao país quais as suas ideias para o rumo de Portugal para os próximos 20 anos, como fez o SPD (da sua família política) nos anos de 2000 a 2007.


publicado por bandalargablogue às 10:33

Nos últimos vinte e cinco anos cerca de dez mil pessoas (o,o1% da população) movimentou duzentos mil milhões de euros em mais valias urbanísticas. A alavanca é o alvará que lhes permitiu converter terrenos agrícolas em urbanos. Como os bancos portugueses pediram este dinheiro emprestado aos bancos estrangeiros para entrar nestes negócios, dando como garantia os terrenos que agora valem muito menos, andamos todos nós a tapar os buracos com o dinheiro que o governo lá injecta . Isto é, andamos a pagar terrenos que existem no nosso país desde sempre aos bancos europeus. Confuso? Mas olhe que é mesmo assim!
Nunca houve uma transferência de dinheiro de tal montante da maioria dos cidadãos para um pequeno grupo de pessoas. E, estas pessoas, que tiveram ganhos de 2 000% não fizeram nada para que o seu terreno tivesse tais mais valias. Quem fez tudo foi o estado central ou local. Com o alvará!
É por isso que nos países decentes a mais valia obtida com o alvará dá entrada nos cofres do estado, impedindo ganâncias e fraudes. Se tenho um terreno que comprei por dez e com o alvará o transformo num terreno com o valor de mil, vou ao banco, faço um empréstimo de mil e entrego ao banco como garantia um terreno que , efectivamente, vale dez. E não concretizo nenhuma das promessas que o alvará me concedeu. Com a cumplicidade do banco, ganho novecentos mil e o banco perde outro tanto.
Estes buracos assim cavados chamam-se "imparidades" e o governo cobre-os porque se não os cobrir os bancos vão à falência. E não podem ir à falência porque são "sistémicos".
PS : Já desconfiava mas ontem na A25A numa sessão pública confirmaram-me isto tudo!
publicado por bandalargablogue às 10:30

Nos últimos vinte e cinco anos cerca de dez mil pessoas (o,o1% da população) movimentou duzentos mil milhões de euros em mais valias urbanísticas. A alavanca é o alvará que lhes permitiu converter terrenos agrícolas em urbanos. Como os bancos portugueses pediram este dinheiro emprestado aos bancos estrangeiros para entrar nestes negócios, dando como garantia os terrenos que agora valem muito menos, andamos todos nós a tapar os buracos com o dinheiro que o governo lá injecta . Isto é, andamos a pagar terrenos que existem no nosso país desde sempre aos bancos europeus. Confuso? Mas olhe que é mesmo assim!
Nunca houve uma transferência de dinheiro de tal montante da maioria dos cidadãos para um pequeno grupo de pessoas. E, estas pessoas, que tiveram ganhos de 2 000% não fizeram nada para que o seu terreno tivesse tais mais valias. Quem fez tudo foi o estado central ou local. Com o alvará!
É por isso que nos países decentes a mais valia obtida com o alvará dá entrada nos cofres do estado, impedindo ganâncias e fraudes. Se tenho um terreno que comprei por dez e com o alvará o transformo num terreno com o valor de mil, vou ao banco, faço um empréstimo de mil e entrego ao banco como garantia um terreno que , efectivamente, vale dez. E não concretizo nenhuma das promessas que o alvará me concedeu. Com a cumplicidade do banco, ganho novecentos mil e o banco perde outro tanto.
Estes buracos assim cavados chamam-se "imparidades" e o governo cobre-os porque se não os cobrir os bancos vão à falência. E não podem ir à falência porque são "sistémicos".
PS : Já desconfiava mas ontem na A25A numa sessão pública confirmaram-me isto tudo!
publicado por bandalargablogue às 10:30

Nunca compreendi (creio que ninguém compreendeu e, sobretudo, nunca foi explicado) o fundamento ético ou moral do direito à reforma antecipada.

Isto, bem entendido, no plano dos princípios, porque, segundo o sábio pressuposto de que para tudo há duas razões - uma a boa, outra a verdadeira - esta leva-nos em linha recta e curta à raiz da medida - o desagravar dos números do desemprego, sempre incómodos e que não ficam bem nas estatísticas mais publicadas, a redução (no caso da função pública) dos excedentários e o alijar do orçamento do estado, transferindo o encargo para o da segurança social, este tão doente como o primeiro mas, ao tempo, com falência ainda a prazo, que permitia poupar ao problema a evidência das notícias.

Quando, no passado mês de Abril, o governo em funções suspendeu tal direito, fê-lo de forma abrupta e que feria a equidade, já que cortou cerce a oportunidade de decisão de última hora. que, noutros casos e a outros, havia sido concedida.

Inquinada, embora, desses vícios e também da transitoriedade, que possibilitou alguma brandura do juízo publicado, a medida foi certa e ingente pelo depauperar, entretanto em crescente evidência, dos fundos que permitem o pagamento das pensões.

Seguiu-se o lamentável acórdão do "Tribunal" Cosntitucional, que entendeu ficcionar uma igualdade entre públicos e privados, quando, durante anos a fio, a ninguém incomodou, como continua a não incomodar, que os trabalhadores da função pública sejam os únicos que têm emprego e salário garantido mesmo com o patrão falido e, para mais, sendo este estipendiado pelos próprios que não gozam de tal privilégio.

Seguiram-se as hesitações da cobardia, os artifícios de cedência aos poderes instalados e à manutenção dos sacrossantos privilégios dos serventuários de quem manda. Seguiram-se também episódios de um poder pusilânime, sem fé, sem norte e, portanto, inapto a conferir confiança aos agentes económicos.

Ficaram por cortar "as gorduras" do estado, retardado o ajustamento e adiado o relançamento.

Se pusermos de lado as teses balofas, que permitem fazer barulho e desenhar cartazes, mas não consentem uma argumentação minimamente consistente, teremos de aceitar como fatal a subida da idade da reforma.

Concedo que razões de expectativas legítimas entretanto criadas, fundadas em muitos anos de vida activa e projectos consolidados, justificassem que dessa alteração fossem poupados aqueles que tivessem atingido idade ou tempo de serviço, a determinar legalmente.

O que vimos, porém? Nada menos de que um novo convite à deserção imediata.

Quem não quiser trabalhar mais dois anos, então que se reforme já!

Os resultados estão à vista. A quase um mês do termo do prazo, são já seis mil os pedidos registados.

Vai ficar bonito nas contas do ajustamento. Poupa-se uma trabalheira, críticas e luta política com demissões de excedentários e mobilidade. É, ao cabo e ao resto, mas fácil.

Os fundos da segurança social caminham para a iminência do descalabro? Ainda falta um pouquinho; varra-se o lixo para debaixo do tapete ou, como agora se diz, empurre-se com a barriga.

Mudou alguma coisa desde Maio do ano passado? 
publicado por bandalargablogue às 01:01

Nunca compreendi (creio que ninguém compreendeu e, sobretudo, nunca foi explicado) o fundamento ético ou moral do direito à reforma antecipada.

Isto, bem entendido, no plano dos princípios, porque, segundo o sábio pressuposto de que para tudo há duas razões - uma a boa, outra a verdadeira - esta leva-nos em linha recta e curta à raiz da medida - o desagravar dos números do desemprego, sempre incómodos e que não ficam bem nas estatísticas mais publicadas, a redução (no caso da função pública) dos excedentários e o alijar do orçamento do estado, transferindo o encargo para o da segurança social, este tão doente como o primeiro mas, ao tempo, com falência ainda a prazo, que permitia poupar ao problema a evidência das notícias.

Quando, no passado mês de Abril, o governo em funções suspendeu tal direito, fê-lo de forma abrupta e que feria a equidade, já que cortou cerce a oportunidade de decisão de última hora. que, noutros casos e a outros, havia sido concedida.

Inquinada, embora, desses vícios e também da transitoriedade, que possibilitou alguma brandura do juízo publicado, a medida foi certa e ingente pelo depauperar, entretanto em crescente evidência, dos fundos que permitem o pagamento das pensões.

Seguiu-se o lamentável acórdão do "Tribunal" Cosntitucional, que entendeu ficcionar uma igualdade entre públicos e privados, quando, durante anos a fio, a ninguém incomodou, como continua a não incomodar, que os trabalhadores da função pública sejam os únicos que têm emprego e salário garantido mesmo com o patrão falido e, para mais, sendo este estipendiado pelos próprios que não gozam de tal privilégio.

Seguiram-se as hesitações da cobardia, os artifícios de cedência aos poderes instalados e à manutenção dos sacrossantos privilégios dos serventuários de quem manda. Seguiram-se também episódios de um poder pusilânime, sem fé, sem norte e, portanto, inapto a conferir confiança aos agentes económicos.

Ficaram por cortar "as gorduras" do estado, retardado o ajustamento e adiado o relançamento.

Se pusermos de lado as teses balofas, que permitem fazer barulho e desenhar cartazes, mas não consentem uma argumentação minimamente consistente, teremos de aceitar como fatal a subida da idade da reforma.

Concedo que razões de expectativas legítimas entretanto criadas, fundadas em muitos anos de vida activa e projectos consolidados, justificassem que dessa alteração fossem poupados aqueles que tivessem atingido idade ou tempo de serviço, a determinar legalmente.

O que vimos, porém? Nada menos de que um novo convite à deserção imediata.

Quem não quiser trabalhar mais dois anos, então que se reforme já!

Os resultados estão à vista. A quase um mês do termo do prazo, são já seis mil os pedidos registados.

Vai ficar bonito nas contas do ajustamento. Poupa-se uma trabalheira, críticas e luta política com demissões de excedentários e mobilidade. É, ao cabo e ao resto, mas fácil.

Os fundos da segurança social caminham para a iminência do descalabro? Ainda falta um pouquinho; varra-se o lixo para debaixo do tapete ou, como agora se diz, empurre-se com a barriga.

Mudou alguma coisa desde Maio do ano passado? 
publicado por bandalargablogue às 01:01

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