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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ainda estamos em situação de dependência externa

Há ainda duas agências financeiras que nos mantêm em situação de "lixo". É preciso que se pronunciem a favor, só assim é que o país será beneficiado.

"Mas a procissão ainda vai no adro. Para já, as outras duas agências principais, a Fitch (BB+) e a Moody’s (Ba1) ainda consideram que comprar dívida portuguesa é um investimento especulativo. Como Mário Centeno recordou, continuamos muito endividados. E, enquanto assim for, estaremos sempre sujeitos aos maus humores dos mercados. É por isso que discursos como o de Mariana Mortágua, que recentemente disse que já fizemos a consolidação que havia para fazer e que o défice estava demasiado baixo, estão fundamentalmente errados. Usando a linguagem do PCP, até se poderiam dizer que são anti-patrióticos, dado que se vingassem nos manteriam numa situação de dependência externa."

A melhoria da situação económica portuguesa é apenas temporária

A ligeira melhoria da situação económica portuguesa é cíclica, coincide com a melhoria global mas não é estrutural . Quando vier a próxima crise não estaremos melhor preparados para a enfrentar.

Em primeiro lugar, há que assinalar que o total de empregos na economia portuguesa se encontra ainda abaixo da fasquia dos quase 5,2 milhões de empregos, uma fasquia atingida em 2002, ou seja, muito antes da crise. Mas, ao nível actual de quase 4,8 milhões de empregos, o país está também significativamente acima dos cerca de 4,4 milhões de empregos do final de 2012 (ainda que abaixo dos 5 milhões de 2007). Por outras palavras, o crescimento do emprego, que nos últimos anos tem sido marcado sobretudo pela criação de empregos a salário mínimo, tem sido também insuficiente a fim de retirar Portugal da longa crise de empregabilidade em que caiu no início do milénio.

Em segundo lugar, destaque-se também o rendimento disponível bruto das famílias que, a preços correntes, deverá este ano ultrapassar o máximo anterior registado em 2010. Porém, da análise deste mesmo indicador a preços constantes, isto é, descontando o efeito da inflação desde então, resulta que o rendimento disponível das famílias em 2017 terá comprado menos bens e serviços que um nível idêntico de rendimento em 2010. Associado a isto, temos a taxa de poupança que baixou significativamente de quase 8% no auge da crise para 4% hoje. Ou seja, temos hoje que o custo de vida está mais caro e que as famílias poupam cada vez menos.

E quanto ao terceiro ponto o da competividade também não estamos a melhorar na comparação bem como no quarto ponto o da produtividade.

Em resumo, à pergunta, "estamos melhor "? a resposta é " nem por isso" .

Os que não aprendem nada

Os que andaram anos a defender José Sócrates defendem agora Fernando Medina com os mesmos argumentos. Não aprenderam nada .

"Fernando Medina tem um problema para além de ter feito “um bom negócio” e de ter comprado uma casa a alguém que decidiu perder 195 mil euros quando a economia já dava sinais de recuperação. É que a maioria dos seus defensores são os que juravam que Sócrates vivia dos seus próprios meios – e que decidiram ignorar todos os sinais, todas as notícias que a imprensa livre foi publicando. Medina tem azar com os seus defensores na praça pública: foram os mesmos que fecharam os olhos – não queriam ver, não queriam saber, não queriam ler – à vida de luxo conseguida à conta de “empréstimos” do antigo primeiro-ministro. "

Fernando, e o Nogueira deixa ?

Fernando Medina promete muito mas desta vez vou mesmo acreditar. A gestão das escolas públicas passarem para a câmara. É tudo o que pode fazer a bem dos alunos e das famílias.

Está estimada uma intervenção nas principais escolas da cidade [perto de 30] de cerca de 30 milhões de euros que o município irá assumir em moldes semelhantes àquele que assumimos com o Ministério da Saúde, em que a Câmara avança com os recursos" e depois o Estado paga uma renda ao município, referiu Fernando Medina.

Outra das medidas do programa eleitoral do PS consiste na "escola a tempo inteiro", com atividades complementares gratuitas para os alunos do segundo e terceiro ciclos.

Segundo Fernando Medina, isso gera "dois grandes benefícios", desde logo "um direto e financeiro às famílias, que deixarão de investir o dinheiro em ATL ou outras instituições particulares" e outro "para a justiça e para a vida futura na cidade de Lisboa, já que todas as crianças passarão a ter o melhor acompanhamento na escola pública".

E o Nogueira deixa ?

Portugal deve agradecer ao Banco Central Europeu

Quase um terço da dívida portuguesa está nas mãos do BCE que assim tem segurado as taxas de juro e a tem mantido nos mercados. Também é para isto que Portugal está na Zona Euro e na União Europeia. Fora há muito que a situação seria insustentável.

"Com um rácio de dívida, em percentagem do PIB, bem acima de 125%, o fardo da dívida é claramente insustentável, não fosse o apoio incondicional por parte do banco central. Agradeçam ao BCE”, escreve Marcus Ashworth.

"Os progressos na economia têm sido bons, mas não suficientemente bons para começarem a abater neste impressionante fardo de dívida”

O colunista, especialista em mercados financeiros, considera que a recente baixa das taxas de juro no mercado — já a descontar a hipótese de as agências de rating subirem a notação — é “mais o resultado da escassez relativa de títulos do que uma qualquer transformação económica súbita”.

Sem o apoio do BCE estaríamos perante uma situação insustentável. Será por isso que PCP e BE não escondem o azedume. Lá se foi o plano em preparação para a saída do Euro ou para a renegociação da dívida.

Governar com as estrelas económicas alinhadas

O timing é tudo. Governar com as estrelas alinhadas é quase tudo mas há que reconhecer que alguém as alinhou.

Em resumo, o trabalho do Governo resultou também porque as "estrelas económicas internacionais estavam alinhadas" quando Costa chegou a São Bento e porque o Executivo teve a "boa sorte" de não ser "cilindrado pelas políticas impopulares de um governo em tempos de crise".

A sustentar fundamentalmente a melhoria da situação do país estiveram, defende, as boas perspectivas para a Zona Euro e para a economia global, que permitiram reforçar as exportações e estimular o investimento. Mas também há contributos que vêm de trás: "Os socialistas estão também a beneficiar dos frutos das reformas dolorosas no mercado do trabalho do anterior governo de centro-direita," defende o texto assinado pela jornalista Mehreen Khan.

A economia de Portugal a afundar - 2

O crescimento do primeiro semestre de 2017 mostra que os 2,8% que Portugal cresceu em termos homólogos, só ganham em comparação do país com o seu próprio passado. A marca portuguesa só consegue bater a grega na liga dos países menos desenvolvidos, onde o PIB cresce entre 3,1% e 5,7%.

O crescimento do primeiro trimestre de 2017  mostra que só Portugal, Bulgária, Eslovénia, Croácia e Grécia não cresceram acima de 1%.

O crescimento do 2º trimestre de 2017 mostra que Portugal não  aproveitou a aceleração europeia desta primavera : foi o país que menos cresceu na sua liga e o segundo país que menos cresceu em toda a UE. Só o Reino Unido a braços com o brexit conseguiu pior.

PS - Expresso

 

A aldrabice que nos venderam

Que a austeridade era uma opção ideológica . "E, sobretudo, que tudo aquilo que foi “vendido” aos portugueses, durante anos, que a austeridade era uma opção ideológica, que não era possível crescer sem investimento público e que não era possível pagar a divida sem a reestruturar, não passava de uma “aldrabice” económica."

Um pouco menos de euforia sff

Causa Nossa também chama a atenção para o que aqui escrevi. Não há muitas razões para euforias. Longe disso.

Todavia, não existem razões para a euforia política criada, por duas razões. Em primeiro lugar, dado o pequeno diferencial, a este ritmo Portugal vai precisar de muitos anos para recuperar o atraso acumulado ao longo destes anos. Em segundo lugar, e principalmente, apesar de crescer mais do que a média da União (devido ao menor crescimento das grandes economias), a economia portuguesa está a crescer menos do que quase todos os demais países da segunda metade da lista da União (exceto a Grécia), como mostra a tabela abaixo, retirada do Expresso/Economia de hoje), pelo que continua a descer no ranking, estando agora em vias de ser ultrapassado pela Lituânia!

Nem mesmo nos tempos da Troika estivemos tão mal classificados

Novos dados do Eurostat revelam que Portugal desaponta nos rankings europeus do crescimento do primeiro semestre.

A economia portuguesa é das que menos surpreendem pela positiva quando comparada com rivais como Croácia, Bulgária, Lituânia, Letónia, Eslovénia, Polónia, Roménia, República Checa ou Estónia.

Só não estaremos na cauda da UE porque há estados mais pobres que estão prestes a entrar ( os sucessos ex-socialistas). A confirmar-se o cenário traçado por Bruxelas Portugal cairá de 19º para 20º, uma posição que jamais ocupou no ranking do desenvolvimento da UE nem mesmo nos tempos da Troika.

Que o diga a República Checa, um país com 10 milhões de habitantes que era mais pobre que Portugal há uma década, mas que agora já vale 114% do PIB per capita português. E o avanço promete dilatar. Só no primeiro semestre de 2017 conseguiu impor um ritmo de crescimento três vezes superior ao português.

Claro que depois a culpa é do PEC IV... mas com o corte feito no investimento não poderia ser de outra maneira.

PS : Expresso