Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Caixa negra e guerra aberta

É preciso apurar responsabilidade e incompetências . Não podemos continuar a fazer de conta que não se passa nada.

A “incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”, berrava o BE em 2015, face a 28 mil hectares queimados e, suponho, morto nenhum. Agora, a actriz Catarina Martins implora no Twitter: “Que venha a chuva. Bom dia”. A brandura é partilhada pelo PCP, o qual, salvo por um patético “pedido de esclarecimento”, refugiou-se no luto. “Luto”, aqui, é código para “ganhar tempo”. Não surpreende a cumplicidade dos partidos comunistas no arranjo. Não surpreendem os esforços do PS na elaboração do arranjo. Não surpreende o aval do PR ao arranjo, visto que já só os ceguinhos não vêem a verdadeira função do prof. Marcelo. E não surpreende a ajuda das televisões e dos jornais à eficácia do arranjo.

jornal-de-noticias-2017-06-28-d4735e-x.jpg.png

 

i-2017-06-28-ef2d12-x.jpg

E guerra aberta

diario-de-noticias-2017-06-28-4b2277-x.jpg

 

 

ESTE INCÊNDIO É DE ESQUERDA

O critério para aferir se as declarações infelizes são desculpáveis ou, até, normais é puramente subjectivo.

 

Se quem as proferir for de esquerda (aquela a que se chama "esquerda") a resposta é afirmativa. Mas, só nesse caso.

 

A visão de um tanato coberto (a cobertura até podia estar a tapar outra coisa, não sabemos) de uma vítima (morta, não mortal) de um incêndio é repulsiva. Já o corpo, bem à vista de uma criança, que terá perecido (recentemente, há quem assevere, suportado em imagens, que, afinal o infante continua vivinho da costa, mas isso é outra história) durante uma invasão da Europa, já é uma imagem que vale mil palavras.

 

Sabemos que Passos Coelho é pouco hábil nos contactos informais com a imprensa. Tão pouco hábil, que até parece que ainda não percebeu que a maioria dos jornaleiros dá o cu e três tostões para o entalar, seja às mãos dos partidos à esquerda ou até dos que, seu partido, são conformes à nova ordem.

 

Não fez a ponderação óbvia - este incêndio é de esquerda.

 

Como tal, falar de solidariedade, chorar em coro, dar abracinhos sentidos em frente às câmaras, prometer mudanças radicais, tudo isso está certo. Como certo está dizer que foi feito todo o possível (mesmo na hora em que seria completamente impossível sabê-lo) ou que ainda não se detectou algo tenha falhado (mesmo quando já eram manifestos os erros mais evidentes).

 

Apontar prejuízos ou aventar culpas já é pernicioso aproveitamento da desgraça alheia.

 

Então, a própria Catarina, que há dois anos reclamara a queda colectiva do governo por evento muito menos grave, não veio, quase em forma de prece, suspirar por chuva?

 

Pois é, Caro Pedro, "quem se mete com o PS, leva".

 

Enterrem os mortos mas não enterrem o boato

Pela voz dessa estadista de mão cheia que dá pela graça de Ana Catarina Mendes, o PS veio indignar-se porque Passos Coelho cometeu uma "gafe" falando em suícidios que não existiram. Ao mesmo tempo o PS apressa-se a enterrar os mortos na tentativa de fazer morrer qualquer reacção inesperada das populações. É que as autárquicas estão à distancia de três meses .

Estamos assim nesta, Vanessa. Lamentável é a gafe não são os mortos nem os 200 feridos, há que meter isto na cabeça dos que sofrem. Basta ler o DN para se perceber que a campanha está em curso.

Toda a indignação com os falsos suicídios, nenhuma indignação com os mortos.

Tenta-se a todo o custo salvar o perfil sorridente e cheio de sorte de Costa. Com Costa tudo corre bem e essa imagem não se pode perder . Mas Costa foi há 12 anos ministro das florestas e agora é primeiro ministro, primeiro responsável pelo que acontece no país. Há que enterrar a responsabilidade de Costa com os mortos.

A última pazada de terra .

 

Por onde andam as vozes da desgraça ?

O PCP até tinha afivelada uma campanha para preparar o país para a saída da Zona Euro. Entrou mudo e saiu calado. No Brexit as vozes da desgraça subiram de tom. Era agora. Não foi, pelo contrário a Zona Euro está a crescer e a fortalecer-se.

O BE também achava natural que o país se preparasse para uma eventual saída do Euro . Era o tempo do milagre Siryza e do Podemos . E apareceram os estudos sobre a saída do Euro e logo aí se viu que as soluções propostas empobreciam o país de forma definitiva.

Mário Draghi, o presidente do BCE, em Sintra, sublinhou que as vozes da desgraça "são agora sussurros que mal se ouvem" .O fim do Euro era um desejo manifestamente exagerado.

É necessário que o caminho a trilhar não se desvie da direcção certa, com uma economia robusta, a sustentabilidade das contas públicas e o olhar no futuro.

A maioria silenciosa está onde sempre esteve. Com a União Europeia e a Zona Euro.

 

Segunda medalha póstuma da estupidez

Que teria havido suicídios entre a população de Castanheira de Pêra ao mesmo tempo que se punha a correr que as equipas de psicólogos já tinham abandonado o terreno. Uma coisa dava com a outra mais, as duas confirmavam-se mutuamente.

O Provedor da Santa Casa do lugar e candidato à câmara já veio dizer que foi ele que induziu em erro Passos Coelho. Mas esse não é o problema. O problema é que a oposição devia estar calada, deixar o governo a falar sozinho e, quando, convencido que a tragédia tinha passado então a oposição devia avançar com os resultados de trabalho sério feito no terreno, sem falhas e sem almofadas.

Mas não, encolhida entre o medo de magoar as pessoas que sofreram na pele e o medo de perder o timming e deixar morrer a tragédia na mente das populações, o PSD parece o "carlinhos das anedotas" na sala de aulas. Sempre que abre a boca sai asneira.

Ora, conhecendo nós o manhoso Costa e o afectuoso Marcelo, o que se podia esperar era que o tempo se encarregasse de esquecer o assunto. Outubro vem longe e a silly estação mal começou. Mas Costa temia e teme com a imprevisível reacção da população e contra essa pouco ou nada pode fazer. A população tem hoje a certeza que não pode confiar no estado e que o governo não é competente . Daí a oferecer a Costa uma vida "depois tragédia" bem menos  confortável é um fósforo.

Em lume brando permanece o fecho das turmas em escolas associadas que eram um centro de actividade económica nos vários locais. Nas autárquicas o PS vai pagá-las com língua de palmo. Não esquecem as famílias que tiveram que mudar de escola, nem os professores no desemprego nem os agentes económicos locais com dificuldades acrescidas.

Felizmente que a Associação das Escolas Privadas em Associação travou o combate e não deixou que os partidos da oposição se suicidassem .

 

 

A medalha póstuma da estupidez

O PSD na oposição não acerta uma. Com o governo a tentar justificar-se apressou-se a indicar-lhe o caminho da salvação. Abrir um inquérito parlamentar ao fogo que é, como se sabe, a melhor maneira de não se tirar conclusão nenhuma.

O inquérito devia ser independente, constituído por técnicos não engajados aos partidos e inclusive, por técnicos estrangeiros. E, as suas conclusões, deviam fazer parte de um consenso geral nacional para que de uma vez se fizesse o que há muito devia estar feito.

É preciso afrontar interesses instalados poderosos e perder votos ? Que seja, mas os mortos merecem um trabalho honesto .

O que já dá para ver é que tudo anda a ser tratado no recato dos gabinetes como sempre. É preciso que o tempo passe, a dor acalme, e as indemnizações cheguem. E, bem se vê, que a oposição é isso que anda a fazer. Têm todos culpas no cartório não se esperem inquéritos independentes .

Venham para o terreno, dizia uma moradora local, e deixem-se de levantamentos, estamos fartos de levantamentos e de conversa. A população sabe que o estado falta no que só ao estado compete fazer. Não protege a propriedade, não protege as populações e não faz cumprir a legislação vigente. 

Quem se lembrar do discurso de António Costa no verão de 2016 não terá dúvidas nenhumas sobre o que nos espera.

Enterrar os mortos porque o verão só agora começou e, o Presidente, avisou Costa das consequências se os fogos de 2017 fossem tão graves como os de 2016.

Estamos todos a arder . Lá se vão os afectos.

 

O PCP abre a porta à nova vida de Costa

A convergência entre o PS, o PSD e o CDS é cada vez mais visível acusa o PCP numa altura em que ainda não se sabe qual o efeito político e eleitoral do incêndio assassino. Mas já todos perceberam que há uma vida antes e depois para António Costa.

O PCP, como é natural, já o percebeu e já veio dizer que se o governo tivesse ouvido as suas propostas ter-se-iam evitado as mortes .

Acusa o governo de estar aquém do necessário e de seguimento às políticas de Bruxelas. À submissão , quebrando um longo período de aparente apaziguamento em relação à União Europeia.

... Jerónimo de Sousa apontou "os constrangimentos impostos no investimento público, as cativações orçamentais que agravam a afectação de financiamento em áreas como a saúde, a educação, a cultura ou a modernização do sistema de transportes, bem como a recusa em ir mais longe na reposição de direitos ou na resposta a questões como a da reforma de trabalhadores com longas carreiras contributivas".

Estas matérias, sustentou, "todas ditadas e justificadas com o cumprimento das determinações da União Europeia, mostram, ao contrário do que o governo sustenta, o confronto entre a sujeição às imposições europeias e a resposta plena e sustentada aos problemas do povo e do país".

Sempre foi óbvio que a opção que o PCP aponta ao governo não desapareceu, esteve e estará presente. E o caminho pró - europa continuará a abrir feridas profundas entre os partidos que apoiam o governo.

 

 

 

Os meninos de ouro do PS

Transformam tudo no que tocam mas não é em ouro. E acreditar em "meninos de ouro" assusta, porque é uma forma manhosa de nos venderem homens providenciais. Eu, por mim, quando me falam em homens salvadores da pátria o mais que faço é tirar as mãos dos bolsos para me defender.

Primeiro foi António Guterres ( por quem tenho admiração) que deixou o país num pântano ; a seguir foi Sócrates que deixou o país na bancarrota; agora é Fernando Medina que chegou a presidente da câmara sem ganhar eleições ( tal como Costa chegou a primeiro ministro).

É altura de recolhimento e muitas preces. O último pecador foi Mário Soares e foi o melhor de todos.

meninosdeourodops.jpg

 

Na Zona Euro a economia está viva e de boa saúde

Os dados mais recentes mostram que a economia da Zona Euro está a crescer de forma sustentável. A austeridade está a mostrar resultados e parece que os países que levaram a efeito uma austeridade suave tinham razão.

A longo prazo a Zona Euro vai comportar-se como o Japão. Crescimento do PIB acima dos 2%, mas não muito, baixa inflação e pleno emprego. A morte da Zona Euro é um desejo manifestamente exagerado.

Nos últimos cinco anos, 2,5 milhões de pessoas na Zona Euro juntaram-se à força de trabalho, no mesmo período em que foram criados cinco milhões de empregos, reduzindo a descida global do desemprego a metade.

Com austeridade - isto é, reduzindo o défice, assim que a recessão tenha terminado - a recuperação pode demorar mais para consolidar; mas assim que isso aconteça, o desempenho económico é ainda mais estável, porque as contas públicas estão numa posição sustentável.

Durante anos, a Zona Euro foi considerada uma área de desastre, com discussões sobre o futuro da união monetária, muitas vezes centradas numa possível dissolução. Quando os britânicos votaram a favor da saída da União Europeia no ano passado, foram motivados em parte pela percepção da Zona Euro como um projecto disfuncional - e talvez irrecuperável. Contudo, nos últimos tempos, a Zona Euro tornou-se a queridinha dos mercados financeiros - e por uma boa razão.

A descoberta da força latente da Zona Euro já deveria ter acontecido. Na verdade, a Zona Euro tem vindo a recuperar da crise de 2011-2012 há vários anos. Numa base per capita, o seu crescimento económico ultrapassa agora o dos Estados Unidos. A taxa de desemprego também está em declínio – de forma mais lenta do que nos EUA, é certo, mas isso reflecte parcialmente uma divergência nas tendências da participação da força de trabalho.

A terrível acusação do PCP : as mortes podiam ter sido evitadas

Se só 13% dos incêndios têm mão criminosa porque é que todos os anos nos vendem a cantiga do incendiário ? Não sabem ? Mas há estudos que confirmam. Sabem ? Então porque insistem na mentira? É absolutamente necessário saber. Se o estado não faz em décadas o que devia fazer ( e todos sabem o que é preciso fazer) então estamos perante um crime de Estado.

Hoje Louçã vem acusar António Costa de não ter actuado com a necessária rapidez . Tentou travar o prejuízo político descendo ao terreno . Presidente, primeiro ministro, ministra e secretário de estado quiseram circunscrever o incêndio político que lavrava, ganhar tempo apontando para as circunstancias singulares.

Mas as razões que rapidamente foram adiantadas ( a PJ já tinha encontrado a razão da ignição) foram ainda mais rapidamente desmentidas quando a população começou a falar. Tinham morrido 34 pessoas numa estrada seis horas depois do início do fogo. O SIRESP não funcionou.

Olhando para aqueles carros calcinados percebe-se bem a desorientação que os fez embater uns nos outros e ficarem prisioneiros no inferno.

Mas a mais terrível acusação é o PCP dizer que aquelas mortes podiam ter sido evitadas se os governantes tivessem olhado para as suas propostas.

Quem pode confiar no que nos dizem ? A última vez que nos vendiam o paraíso, corríamos nós para a bancarrota.