as autoestradas da informação

31
Jul 14

Ricardo ponto salgado arromba bes e pt

publicado por Luis Moreira às 03:00

Pagos a preço do ouro não antecipam nada . O Banco de Portugal que sempre foi visto como uma "vaca sagrada" no âmbito da administração pública não viu nada. Nada no BPP, nem no BCP, zero no BPN e muito menos no BES. Os seus quadros auferem vencimentos muito acima dos outros funcionários públicos e gozam de mordomias bizarras. Os auditores externos de conhecidas e caras empresas de auditoria andam por lá, não para analisarem as contas mas para renovarem os contratos milionários. Os auditores internos entretêm-se a apanhar o peixe miúdo. O resultado final para tanto saber é este :

 

publicado por Luis Moreira às 01:49

30
Jul 14

O "Atlântida" que os Açores não quiseram receber vai voltar aos estaleiros de Viana do Castelo e ser transformado num belo cisne. A empresa Douro Azul está pronta a ficar com o barco e aos 8,7 milhões de euros iniciais somar-lhe mais 6 milhões para o reconverter num paquete de luxo. Levar o "ferryboat" Atlântida para os Estaleiros Navais de Viana, agora concessionados ao grupo Martifer, onde seria transformado num navio de cruzeiros – desfeita toda a componente de "ferry" da embarcação, apenas aproveitar-se-ia o casco e os motores, refazendo-se todo o interior do navio com a criação de 70 quartos de luxo. Investimento: seis a oito milhões de euros. O irónico é que o "patinho feio" vai ser transformado em cisne em Viana. O prejuízo dos estaleiros só com este barco já vai nos 70 milhões.

 

 

publicado por Luis Moreira às 22:00

A operação "Monte Branco" trás muita gente inquieta. Alguns comentadores não dizem tudo e outros há, que cerram fileiras. Seguro está na expectativa e Costa dá mostras de se afastar de certas companhias. A sensação que se tem é que tudo isto acelerou com a chegada de António Costa à disputa do poder no PS. "Ricardo sabe e se conta o que sabe?" lançou Brilhante Dias um dos mais chegados economistas a António José Seguro. Uma pergunta assassina vinda de quem veio e que foi misteriosamente desvalorizada. Mas não é só Ricardo Salgado que sabe como se vai percebendo. Procurem por perto, estas informações têm sempre como fonte gente próxima. "No PS quem está com os interesses e com os negócios é apoiante de António Costa" diz Seguro

 

publicado por Luis Moreira às 19:13

 

São os sítios mais usados dentro do comércio. Nas cidades não temos hortas para semear os nossos vegetais, as plantas que nos alimentam, nem temos sítios frios para guardar a carne doa animais que criamos para a nossa alimentação. Não temos alternativas, precisamos dos supermercados que pingam todo tipo de comestíveis a preços acessíveis para o pouco que ganhamos, a miséria em que vivemos e que precisamos para o nosso, dizem eles pelo menos. Os preços são doces como a atenção que nos dispensam. Os empregados fazem todos os esforços para nos atender e somos servidos por eles, muito embora não seja esse o seu papel. É suposto que um supermercado é para nos escolhermos o que precisamos e encher o nosso carro, mas como sempre mudam de sítio os produtos, a nossa alternativa é perguntar as senhores e senhores que sabem todo.

Um supermercado é um lugar de promoção, apenas que nunca sabemos o dia da promoção e devemos de adivinhar, o que nos obriga a aparecer todos os dias para saber dos preços e pedir que o que falta, seja guardado, e a promessa é feita mas nunca é cumprida, especialmente nos talhos. Devo confessar que na freguesia da Parede gasto no mesmo sítio faz já quarenta anos, quando o meu doce pingo era um pão de açúcar que se comia com agrado.

Desta vez, fui duas vezes para solicitar o que eu desejava, as duas dezes foi- me prometido que haveria o que eu solicitava, até foi anotado num caderno, todo contente cheguei ao talho…., e nada havia, apenas o que era conveniente para empresa vender.

Lamento mas adeus o meu hábito: o talho promete e não cumpre, mete-se nas nossas vidas privadas e acabamos por pagar mais do que pensamos. O doce pingo tem passado a ser o sítio das mentiras e do intrometimento nas nossas vidas privada. Não há remédio, devo mudar de supermercado ou criar comestíveis na minha horta.

Texto escrito após a habitual compra das quartas-feiras que bem conhecem, mas nem preços tinham os produtos no dia de hoje. A doçura acabou e para pingar alimentos, deverei tornar à praça. Lamento, porque os empregados colaboram, mas começam uma greve em que toda muda

Raul Iturra, 30 de Júlio de 2014.

lautaro@netcabo.pt

 

publicado por Luis Moreira às 18:30

E nesse campo é pouco menos que invencível . É um político a sério que tem pela frente burocratas e funcionários no remanso de Bruxelas. UE e US apertam o cerco económico à Rússia o que por muitos é visto como um autêntico tiro no pé tendo em vista as conexões existentes entre as duas partes em conflito. Pressionam na transferência de tecnologia no petróleo mas aliviam no gás de que a UE tanto depende. O abate do avião comercial venceu as indecisões dos europeus que agora se juntam aos americanos. Entretanto a Rússia já anexou os territórios que lhe interessavam e agora pode dar-se ao luxo de ceder em futuras conversações, no que é acessório.

publicado por Luis Moreira às 12:31

 

 

 

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=WLaY2VcIEqo

Giacomo Puccini Madame Buterfly Un bel dia viendó Callas

 

 

Há quem pense que estar doente é o sal da vida: não é preciso trabalhar, por baixa não prolongada, as entradas salariais não diminuem, as queixas de não se estar bem elevam a piedade dos outros, até ao dia em que, por ser prolongada, a piedade acaba dando lugar ao cansaço e é-se enterrado em vida. Fica-se só e sem albergue, sem pessoa que acuda, separado dos outros porque a perturbação mental ou corporal, não lhes é agradável, apesar de se querer ter amigos que acompanhem e aprendam a andar a passo lento, esse que a doença permite. A vida segue o seu curso, as pessoas passeiam e fica-se em casa à espera, à espera da mão que nos resgate da solidão das solidões: de se ser um ser à parte e ser uma perturbação para os outros.

Enfermidades há muitas, todas passíveis de cura. Excepto a que leva à morte. Doenças de que se foge mais rápido pelo silêncio que acorda em nós o ser humanos que, em certo dia, acabará por não estar connosco. É mais simples habituar-se à distância antes de esta ser eterna. Eis o motivo que leva todo o ser humano a entrar calado e a sair mudo da presença do doente: não se sabe o que dizer, foge-se dos sentimentos e da companhia do próximo cadáver. Está-se tão habituado à sua presença, que é melhor se habituar-se a essa eterna distância antes que a materialidade da vida faça realidade o que se teme.

Não falo de forma simples. Falo, por precisar. Ainda hoje, tive um diagnóstico que me espantara. Pensava eu, estar curado das minhas doenças, e acaba por não ser assim. É a desilusão das ilusões. Volta tudo à fase inicial: começar a preparação do corpo para o dia anunciado, dias intermináveis que desejamos passem depressa, devido à nossa imobilidade em relação aos passeios e divertimento com os outros. Inventamos ritos e dizemos que estamos sempre bem, apenas muito ocupados com os nossos trabalhos.

O amor acaba. Era divertido guiar, namorar, seduzir e sermos acarinhados.

Integorro-me, melhoria para quê? Quem já foi enterrado em vida, falta-lhe apenas ser sepultado para a eternidade.

Sim senhor, sim senhor! Estou farto dos interesses de desconhecidos, e do abandono ao mais mínimo pretexto a que somos condenados, e tempos de cólera raiva e não dessa raiva de bactérias que nos mata minuto a minuto.

Sim senhor, viver para a solidão, apenas os nobres da Cartuja de Parma essa narrativa de Standhal.  Stendhal foi editado pela Globo Editora , na categoria Literatura Estrangeira / Romance

"A Cartuxa de Parma" é considerado um dos maiores romances do escritor francês Stendhal. Narra as aventuras amorosas vividas pelo protagonista na Itália da era napoleónica. O livro é uma apologia da liberdade de espírito e da leveza, do ímpeto e da energia individuais, que Stendhal identifica na ensolarada Itália. O romance é considerado por muitos críticos literários como um romance análogo ao O Príncipe de Maquiavel (Século XVI), mas retratando a Itália do século XIX. A criação de A Cartuxa de Parma foi, em muito, inspirada em leituras de documentos sobre famílias antigas da Itália, como a família Farnese, que Stendhal teve acesso em suas inúmeras passagens pela Itália, como cônsul. O Romance tem como protagonista Fabrício Del Dongo, um jovem aventureiro, de família nobre e de poucas ambições. Assim como Julien Sorel, protagonista de O Vermelho e o Negro, Fabrício é admirador de Napoleão e essa admiração constitui um dos aspectos sócio - históricos apresentados na obra, pois mostra uma Itália que sofre as consequências sociais da restauração da monarquia em territórios que pertenceram anteriormente ao Império Napoleônico, como os territórios do Piemonte. È a corrida de amores de Fabrizio, o que faz dele um homem solitário, porém doente.

Penso que é tudo. A doença, é a morte em vida.

Excepto acrescentar que Henri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de Janeiro de 1783 - Paris, 23 de Março de 1842) foi um escritorfrancês reputado pela fineza na análise dos sentimentos das suas personagens e pelo seu estilo deliberadamente seco.

Doente, porém….

 

Raul Iturra

29 de Julho, tarde

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Luis Moreira às 11:08

Na Baixa de Lisboa, ao Martim Moniz, muçulmanos rezam. Estamos num país livre, numa democracia, nada a opor. Lá na terra deles é que o tratamento não é recíproco e, a bem da Liberdade ( nossa e deles) não devíamos esquecer isso.

 

 

 

Praça do Martim Moniz (centro de Lisboa), às 08:30 de 28Jul2014.

 

publicado por Luis Moreira às 00:16

29
Jul 14

Há muita gente poderosa que perdeu milhões com o caso BES. E isso vai ter consequências. Quando foi o caso do "broker" Caldeira, na Bolsa de Lisboa, poucos foram os que apresentaram queixa na Justiça. Não tinham como justificar o dinheiro aplicado. E no caso "D. Branca" foram ainda menos os que apresentaram queixa nos tribunais. As contas, nestes casos, ajustam-se pela calada, nos jornais, cartas anónimas para a Polícia Judiciária ou num beco mais escuro e ermo. Havendo dinheiro pessoal pagam-se os silêncios.

Já se notam movimentações com candidatos partidários e comentadores a tomarem para si as dores de Salgado. E se ele conta o que sabe? Guterres viu aumentadas as suas possibilidades de ser o candidato presidencial do PS. Costa pode ser obrigado a desembaraçar-se dos socráticos cujo afã em torno de Salgado lhe traz embaraços. Seguro aguarda por novas revelações. "Quem sabe, sabe e o Ricardo sabe."

 

publicado por Luis Moreira às 18:30

Pocos días antes de este, había escrito que la mujer portuguesa es una mujer de garra. Me parece haber restringido mucho el campo de mi preocupación. ¿Porque solo las mujeres de Portugal y no las mujeres todas que saben amar? Así, restrinjo de nuevo ese campo de mi preocupación para las mujeres que aman y corresponden a amor de los otros y, ciertamente, de la persona que aman. Digo persona que aman y no como antiguamente habría dicho: del hombre que aman. Atención a ésta idea, es mucho más abierta de lo que parece. No es solo la libido la emoción que da fortaleza a una mujer. Hay los hijos, las causas, los trabajos, el arte, el empleo del tipo que sea. En todos estos campos y otros más que no voy a mencionar porque la lista sería muy larga, es en donde la mujer se distingue con fortaleza. ¿Por qué la mujer y no los hombres? Desde que me acuerdo, y tengo años como para recordar mucho, los hombres han comandado la sociedad y sus conveniencias, o la sociedad y sus descontentamientos. Las mujeres han quedado relegadas al plano de mamá, servicio doméstico en su propia casa y la servidumbre para a familia, además de trabajar en empleos que pagan poco para ayudar al sustento familiar: un doble trabajo, ese público del empleo y ese privado de servir la comida, comenzando por hacer las compras, limpiar los tachos y la casa todo, mientras que, en el caso que tuviera hombre, él va al bar, o a jugar al fútbol y hacer el amor a la hora de la siesta.

Felizmente las formas de ser comienzan a mudar. Antes, el servicio doméstico, el arte y la ciencia; hoy, la vida pública, la Presidencias de las Repúblicas, de las cámaras y la organización de los presupuestos o para la casa o para el país. Esto sucede entre los pueblos occidentales cristianos, y, eventualmente, en países islámicos.

Habría mucho que decir sobre la fortaleza de las mujeres, pero me detengo en dos que han despertado mi admiración: una, que a pesar de sufrir una enfermedad que mata, sabe tomar las medidas necesarias para su mejoría y la otra, unida a ella por lazos consanguíneos, busca todas las alternativas para que la primera quede bien. O la mujer del marido que tiene empresas y lo ayuda a gestionarlas: mientras él amasa una fortuna, ella amasa los bienes que son la base de la fortuna.

¿Y las mujeres que nos aman y acompañan a pesar de nuestros dolores y quejas? ¿Y los hombres que las saben orientar por este difícil camino de la vida pública, que él conoce por experiencia y ella por práctica reciente que aprende en el trabajo, nuevo para ellas y que él oye y aconseja?

La fortaleza de la mujer no tiene medida, en cualquier clase social. Llevan en su vientre los bebés hasta el corto permiso pre natal, les dan vida con dolor y, acabada la licencia, deben buscar o una abuela o una nana para que cuide al bebé cuando vuelven al trabajo, o hacen turnos con el padre de la crianza para que durante un tiempo él quede en casa a cuidar al descendiente, y la semana siguiente el turno es de ella. O uno busca trabajo que se puede hacer en casa, como la contabilidad, en cuanto el otro sale a la vida pública.

La fortaleza de las mujeres no tiene nombre ni valor: es toda ella quien se entrega a criar y producir. El hombre no tiene los medios para tamaña empresa, especialmente la de la gestación, solo la mujer tiene ovarios para recibir e esperma que el hombre, en su pasión, le entrega.

Estas palabras están escritas porque he visto una a morir, mientras su consanguínea, con prudencia, se encarga de buscar las alternativas para esa mejoría. Pregunta, da ideas, consulta a los hijos y dice ¿qué te parece si….? El cuestionado siempre le parece bien, porque alivia su trabajo y los cuidados de la mujer enferma.

Tanto podría decir, pero el espacio no lo permite. Nosotros, desde afuera, vemos, oímos, callamos y nos orientamos por la mujer que opina y sabe actuar, con respeto y admiración porque en mi juventud esto no acontecía: la mujer era esclava y sierva.

Dedicado a las hermanas que se apoyan en silencio, sin ostentar el bien que hacen ni las mejorías de enfermedad por fortaleza de la que esta grave.

Fue una mujer la que organizó toda una aldea, el día que el ministro Crato de Portugal, para ahorrar divisas a su gobierno neoliberal, juntó escuelas e kilómetros de distancia: dijo que los niños de ahí no salían, sería faltar el canto de los pajaritos en las horas de recreo y el día en que la medida se ima a implementar, un cordón de madres se puso entre la policía y los niños y así no podían pasar y como defender hijos no es crimen, se retiraron en silencio. Los padres, armados de horquetas, en le sombra, estaban preparados para actuar si fuera necesario, pero no fue necesario el empleo de la fuerza bruta de los machos, que es todo lo que saben hacer. La fortaleza de esa mujer fue imitada por todas las madres, abuelas y tías de los infantes y en otras aldeas del país. Crato quedó en pánico y la coacción acabó. El gobierno es del pueblo, para el pueblo y con el pueblo, debe haber pensado en esas palabras de Lincoln y la democracia volvió al país

Como la que ejercita la consanguínea para salvar a su casi gemela.

 

Raúl Iturra

29 de julio de 2014.

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

 

publicado por Luis Moreira às 17:06

Julho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9





Pesquisar
 
Contador