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BandaLarga

as autoestradas da informação

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BE e PS querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal

Agora percebe-se melhor a guerra que o BE e o PS movem ao governador do Banco de Portugal . Querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal para compor o défice.

Para isso exigem que o governador alivie as provisões para acorrer a prejuízos futuros e desta forma obrigar o banco a pagar maiores dividendos ao único accionista o Estado. Vem tudo na proposta hoje conhecida da autoria do BE e do PS para a negociação da dívida.

Entretanto, Bruxelas já veio dizer que não é possível oferecer melhores condições do que as já praticadas em termos de juros e de maturidades. Para baixar as taxas de juro ( à volta dos 1,33%) que já não deixa praticamente nenhum "fee" , seriam necessárias transferências entre orçamentos dos países membros, o que é proibido pelas normas europeias.

O PCP já veio dizer que a proposta contem micro soluções ( a macro solução do PCP é sair da Zona Euro e da UE), mas a verdade é que Portugal vive hoje ligado à máquina da UE. Como diz Bruxelas a solução para Portugal é crescer mais, sem isso nada feito .

É tudo poucochinho . 

O que é então errado? “Encurtar os prazos de emissão de dívida, como é proposto, isso é normalmente o que fazem os credores com pior qualidade e foi o que aconteceu a Portugal até 2011”.

E o que é perigoso? “É ir simplesmente deitar a mão às reservas do Banco de Portugal que já se percebeu é isso que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda querem“, notou Passos Coelho, dizendo que talvez se perceba agora melhor a “guerra” contra o governador do Banco de Portugal. “Há uma intenção clara do Governo poder deitar a mão às reservas, ao dinheiro que está no Banco de Portugal para, como medida extraordinária ajudar a compor os números do défice”.

Em declarações transmitidas pelas televisões, o líder do PSD começa por dizer que “adorava” que o país tivesse uma dívida “mais baixa”, ou seja, “que no passado, não se tivesse contraído tanta dívida de forma irresponsável”. Rejeitando responsabilidades do seu Governo — “não fui eu que o fiz”, afirmou — Passos adiantou que é agora necessário “responder a essa dívida”.

Fomos a Madrid e, pimba, Almaraz é seguro

Somos assim, e ninguém brinca com a gente. Fomos a Madrid demos dois murros na mesa, não há armazém de resíduos nucleares para ninguém, e já está, os espanhóis tiveram que tornar o nuclear da central de Almaraz seguro. Recuaram em toda a linha.

Para que não houvessem dúvidas quanto à justiça da actuação do nosso governo, mandamos que uma comissão técnica publicasse um relatório a dizer isso mesmo. O armazém é seguro doutra forma não haveria armazém para ninguém.

Mas olhem que a central há muito que ultrapassou os anos de vida para que foi construída. E então, não é o nuclear quase imortal ? Não se preocupem com ninharias e os ambientalistas, com quem nos damos muito bem, são todos dos BE e dos Verdes e alguns do PAN, já compreenderam a solução.

Mudam as moscas mas a merda fica , pode ser o resumo da actuação deste governo. Ganha sempre !

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Então sobre reestruturação da dívida estamos conversados ?

Afinal a proposta apresentada para a reestruturação da dívida pelo BE e PS não propõe nenhum corte, nenhum perdão de dívida. E as razões são fáceis de entender.

Se não pagássemos aos credores internacionais o país ficaria fora dos mercados financeiros durante 20, 30 ou mesmo 40 anos ( veja-se o caso da Argentina).

Se o estado não pagasse, cá dentro, aos bancos e aos restantes credores ( indivíduos e famílias) todos iriam para a falência.

Realmente ficaríamos todos com as pernas a tremer mas não seriam os alemães. A extrema esquerda e os seus populismos em todo o seu esplendor . A montanha  pariu um rato .

E porque é que ninguém teve coragem de se atravessar por uma “reestruturação”, se durante tanto tempo a apregoaram?

Para responder a isso, é preciso perceber quem são hoje os detentores da dívida pública Portuguesa (dados de abril do IGCP). A nossa dívida pública de médio e longo prazo ronda os 240 mil M€ (240 bis). Destes, o setor financeiro (banca e seguros) tem 53 bis; os particulares nacionais (retalho) têm 31 bis; a Segurança Social tem 8 bis e o Banco de Portugal (via QE) tem 20 bis (valores aproximados para todos). Ou seja, os nacionais têm neste momento 112 bis, o que perfaz quase 50% da dívida pública.

A restante dívida está nas mãos do BCE (15 bis, via QE e sobretudo via SMP), no FMI (15 bis), nos instrumentos Europeus (50 bis) e nas mãos de investidores estrangeiros (60 bis).

Ou seja, uma reestruturação que apenas afetasse os investidores estrangeiros colocaria Portugal fora dos mercados financeiros por muito tempo (20, 30 anos, e não só para o Estado, mas também para os bancos, empresas e famílias), com gravíssimos conflitos judiciais (vide Argentina), e reduziria a dívida de 130% do PIB para 100%. Uma reestruturação que afetasse os investidores estrangeiros e nacionais, reduziria a dívida para uns 90%, mas implicaria além do fecho dos mercados internacionais, a falência do setor financeiro nacional. Uma reestruturação que colocasse a dívida pública em 60% do PIB teria de atingir o Banco de Portugal e BCE, colocando em sério risco a permanência de Portugal na zona Euro.

Então sobre reestruturação da dívida estamos conversados ?

Reestruturação da dívida pública de acordo com a Europa e sem calotes

Reestruturar a dívida pública só de prazos e de juros e de acordo com a Europa. Baixar a taxa de juros para 1% e aumentar o prazo para 60 anos. 

A parte da dívida que seria objecto desta reestruturação é a que o país tem em relação à Europa e a dívida na posse do Banco de Portugal. Os outros credores (mercados) não seriam chamados a este esforço.

Claro que esta proposta só se fará ao nível europeu e poderá ser estendida a todos os outros países com dívida elevada e em processo de recuperação das suas economias.

Uma extensão da maturidade média dos 51,6 mil milhões de euros de dívida à União Europeia e da Zona Euro dos actuais 15 anos para 60 anos; a redução da taxa de juro média cobrada dos actuais 2,4% para 1%; e a manutenção indefinida no balanço do Banco de Portugal dos 28 mil milhões de euros de dívida pública que o banco central terá acumulado no final deste ano no âmbito do programa de compra de activos do BCE (PSPP). A estas medidas acrescentariam outras quatro de poupança em juros que dependem apenas do Governo.

No que diz respeito a Portugal esta proposta a ser aceite teria os seguintes resultados :

De forma simplificada, estima-se que o valor presente da dívida pública (estimativa equivalente à "dívida de Maastricht") cairia de 130,7% para cerca de 91,7% do PIB", lê-se no relatório, que estima uma redução da despesa com juros de 450 milhões de euros em 2018, que cresceria para 1.900 milhões em 2023, ano em que poderia mesmo chegar aos 2800 milhões de euros, caso o PSPP fosse estendido no tempo.

E sem os calotes desejados por aqueles que querem sair da Zona Euro.

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Os arguidos atrasam propositadamente a Operação Marquês

Há três cartas rogatórias solicitadas à justiça Suíça que ainda não tiveram resposta . Numa delas, o ex-presidente da PT Henrique Granadeiro, apresentou recurso judicial com vista a impedir a quebra do sigilo bancário. Na primeira instância Granadeiro perdeu  mas recorreu.

O que nos é vendido é que a justiça se atrasa demasiado mas não nos contam o que o muito dinheiro é capaz de fazer. Ter um braço longo e poderoso pode levantar obstáculos de enorme dificuldade até porque correm em países estrangeiros.

"O terceiro pedido pendente junto das autoridades da Suíça, para obtenção de dados bancários, foi objeto de oposição por parte de um dos arguidos e decorre ainda prazo para eventual recurso para outra instância. Assim, neste momento não é possível prever a data da sua devolução”, lê-se no comunicado da PGR.

As coisas nunca são como parecem ser e não, a investigação não abusa de sucessivos prazos. Está pendente de outros prazos que não controla e que interessam aos arguidos.

O risco da recuperação lenta da economia

Esta é a principal preocupação não só do presidente da república mas também dos empresários. Uma retoma lenta que pode perdurar até 2020.

O investimento foi sacrificado em 2016 no altar do défice o que terá consequências funestas já este ano e nos próximos. E também o emprego não crescerá o suficiente.

As empresas portuguesas olham para a desaceleração económica e para a recuperação lenta da economia portuguesa como o principal risco nacional deste ano

Engane-se quem pensa que esta é apenas uma preocupação presente. As empresas portuguesas consideram que mesmo daqui a três anos, em 2020, o risco de recuperação lenta da economia continuará a verificar-se em Portugal.

 

Devem ser estes os tais constrangimentos de que fala a extrema esquerda

BCE mantém a taxa de juro em 0% e o programa de compra de dívida até ao fim do ano ou mesmo para além desse limite se tal for necessário. Claro que os mercados reagiram positivamente com a taxa de referência a 10 anos a recuar para mínimos e as expectativas económicas a melhorarem. Tudo isto ao contrário do que dizem os que querem sair da União Europeia e da Zona Euro.

Os constrangimentos de pertencermos à Zona Euro de que falam o PCP e o BE devem ser estes. A União Europeia empresta o dinheiro, manda para cá 353 mil milhões em subsídios não reembolsáveis, segura os credores e os mercados e ajuda à consolidação das contas públicas.

A inflação ainda não está na medida certa (2%)  mas é um objectivo que o BCE prossegue . Para já está afastada a deflação um buraco negro que nos atormentou mas que o BCE afastou. Tudo constrangimentos europeus impostos a este país onde as manhãs cantariam . Assim vamos melhorando à boleia do crescimento dos países europeus para onde exportamos.

“É verdade que o crescimento está a melhorar, que as coisas estão a ficar melhor”, afirmou o presidente do BCE perante os jornalistas esta quinta-feira. E acrescentou: “Em 2016 estávamos a falar de uma recuperação frágil e desigual. Agora é sólida e abrangente“.

Já esta quinta-feira, o INE divulgou dados que mostram que a confiança dos consumidores portugueses avançou em Abril pelo oitavo mês seguido para o valor mais alto em quase 20 anos. Também na Zona Euro os dados são positivos, tendo a Comissão Europeia, também esta manhã, revelado que a confiança de consumidores e empresários no bloco do euro cresceu em Abril para máximos de quase 10 anos.

Tudo constrangimentos, bom, bom, era estarmos fora da UE e juntarmo-nos aos BRIC como defende o João Oliveira, chefe da bancada do PCP na AR.

Tudo ao contrário do que prometeram fazer

A surpresa é o PCP e o BE apoiarem as medidas de austeridade do governo e as recomendações de Bruxelas. O PS esse, limitou-se a dar o dito pelo não dito.

Os socialistas prometeram assim, que, caso o seu programa viesse a ser adoptado, a economia portuguesa iria crescer 2,4% em 2016 e 3,1% em 2017, no contexto de uma fortíssima aceleração do investimento. Já o défice fixar-se-ia em 3,0% do PIB no primeiro ano e em 2,5% no segundo, o que pressupunha uma consolidação orçamental muito mais suave do que aquela que o governo de PSD e CDS preconizava. O pilar da estratégia do PS assentava no “virar a página da austeridade” e na promoção de um crescimento económico mais rápido.

Porém, já no poder, os socialistas limitaram-se a alterar parte da composição da austeridade, não afrontando Bruxelas. É verdade que desagravaram impostos directos, só que por outro lado agravaram os indirectos, reduziram o investimento público e congelaram despesas correntes, com especial incidência na aquisição de bens e serviços. Por conseguinte, e também com o auxílio de medidas extraordinárias, em 2016 o défice acabou por ser de apenas 2,0%, mas a economia desiludiu e cresceu somente 1,4%. Para o ano, espera-se um défice de 1,0%, mas um crescimento económico de 1,8% – valores significativamente diferentes daqueles que foram apresentados em campanha eleitoral. O governo acabou, assim, por preferir uma consolidação mais acelerada, deixando o rápido crescimento para outra altura; o contrário do que havia sido prometido.

Alqueva mudou o Alentejo

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 Ainda há muitos obstáculos mas o Alentejo mudou para muito melhor como se pode ver no gráfico acima

A reboque da atividade agrícola crescente, são já vários os concelhos da região em cujas áreas industriais começam a escassear os lotes disponíveis. Tudo porque, segundo aquele responsável, há cada vez mais empresas fornecedoras de meios de produção (e também na área da agroindústria) que se estão a “instalar em força” no perímetro do regadio.

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