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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há alguma razão que justifique tirar a escola preferida a uma criança ?

Eu sei do que falo. A minha infância passeou-se por várias cidades acompanhando a vida profissional do meu pai. E sei bem o que é mudar de escola, de professor, de amigos. Custa tanto que nunca mais se esquece. 

Nesta guerra todos atiram ao lado. Uns por razões ideológicas, outras por razões financeiras, outros ainda por razões de pura inveja, mas poucos se interessam verdadeiramente pelos alunos. E tudo seria mais fácil se os alunos estivessem no centro da discussão.

Ter uma escola dominada por um sindicato que serve um partido que não chega aos 10% dos votos é uma aberração democrática e que terminará um dia. Só não sei quando. Ter um negócio com rendas fixas e sem nenhum risco terminará um dia só não sei quando. E ter escolas com qualidade e com alunos satisfeitos acontecerá um dia só não sei quando. Mas sei que só acontecerá quando forem as famílias a escolher. Há quarenta anos que andamos a discutir isto .

Mesmo pessoas que habitualmente são moderadas tornam-se radicais a discutir a escola. Todos já vimos os ministros a serem triturados uns após outros por um sindicato que não abre mão do seu poder. É isto a escola pública ? É que se é lutarei para lhe pôr fim.

Mas se a escola pública for um sistema que gera oportunidades para os mais pobres, abrindo-se à sociedade civil, às famílias, aos poderes locais, a novos modelos de gestão então, a escola terá como prioridade os alunos.

E terá em mim um defensor

 

Escola há só uma a minha e mais nenhuma

Trinta e seis mil pessoas na manifestação em frente da Assembleia da República. A minha escola, ponto. O que o Tiago ministro e a Alexandra Secretária de Estado ainda não perceberam, ou melhor estão a perceber agora, é que os colégios em associação são muito mais que uma escola financiada. São famílias, alunos, economia local e vidas de cidadãos em terras onde as opções são poucas ou nenhumas.

Nascida e criada em Riba de Ave, diz que a terra “é um meio difícil” e que “nada mudou” nos últimos 32 anos, quando ela própria estudou no Externato Delfim Ferreira. Ou seja, a indústria não existe, o emprego escasseia e a escola pública que lá existe “não tem qualidade”. A melhor alternativa da rede de escolas do Estado, diz, fica a 12 quilómetros. “Eu vou mandar uma criança de nove anos para Famalicão? Não há rede de transportes”, queixa-se.

Ângela Ribeiro, professora daquele externato, podia ter mandado a filha para uma escola do Estado existente “mesmo ao lado” da sua casa. Mas decidiu matriculá-la num colégio com contrato de associação a 30 quilómetros. “Faço 60 quilómetros por dia por minha livre escolha”, diz ao Observador, antes de se manifestar “ultrajada” pela intenção do Ministério da Educação, que quer cortar o financiamento público a turmas destes colégios privados — a maioria dos quais se encontram em zonas onde até há poucos anos não existia oferta de escolas estatais.

José Rodrigues dos Santos : Porque será que o fascismo alemão se chamou nacional-socialismo ?

Porque será que o fascismo alemão se chamou nacional-socialismo ?

...os marxistas pró-guerra fundaram o movimento fascista, com reivindicações como o salário mínimo, o horário laboral de oito horas, o direito de voto para as mulheres, a participação dos trabalhadores na gestão das fábricas, a reforma aos 55 anos e a confiscação dos bens das congregações religiosas. Serei só eu a notar que estas reivindicações fascistas têm origem marxista?

Os meus críticos limitaram-se a constatar que os fascistas se descreviam como anti-marxistas – e assim foi a partir de certo ponto. Mas isso nada me desmente porque nunca disse que os fascistas, na sua fase já amadurecida, eram marxistas. O que eu disse, e repito, é que o fascismo é um movimento de origem marxista – o que é verdade.

Esta solução governativa limita a acção reformadora do PS

Francisco Assis : No essencial, estão nas mãos uns dos outros. É verdade que o PCP e o BE estão condicionados pelo risco de serem submetidos a uma avaliação crítica de uma parte do eleitorado se porventura romperem, sem aparente motivo, com o PS. Mas também é verdade que o PS está exatamente na mesma situação. Isto significa que isto é uma situação que conduz a uma certa inércia política. Dir-me-á que isso é próprio das coligações. Digo que é sobretudo próprio das coligações contranatura, como me parece ser declaradamente esta coligação. As divergências são muito grandes em questões muito importantes. Em tudo o que é essencial há diferenças profundas a separar o PS da extrema-esquerda: nas questões do modelo económico, de organização política e social, em tudo o que tem a ver com a Europa, profundíssimas diferenças que aliás se manifestam claramente por exemplo nas votações no Parlamento Europeu. Não estamos a falar de questões menores ou laterais. Estamos a falar do centro do debate político e do centro da decisão política.

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Parecer da PGR arrasa ministério da Educação

Segundo a Confederação da Educação e Formação o parecer jurídico da PGR arrasa as posições do Ministério da Educação ao contrário da interpretação do governo

“Na conclusão 18.ª, o parecer da PGR arrasa a posição jurídica de fundo do Governo de que os contratos de associação só podem ser celebrados em zonas carenciadas de escolas públicas e de que o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo seria ilegal”, diz a CNEF.

De acordo com a confederação, o parecer da PGR afirma que “no 2.º ciclo do ensino básico (...) no ano letivo 2017/2018, ainda abrangido pelos contratos, terá de iniciar-se novamente o 5.º ano”. A CNEF diz ainda que, embora o parecer tenha “uma interpretação não coincidente com a interpretação do Tribunal de Contas e da AEEP”, a Procuradoria-Geral da República “admite a plurianualidade e a existência de novos inícios de ciclo”.

 

Um governo delirante e absurdo diz Francisco Assis

Francisco Assis : 

Não vê nenhuma vontade neste momento do PS de dialogar com o centro-direita?

Há responsabilidades de parte a parte. Não são apenas do PS. São também do PSD, sobretudo na fase em que governou o país. Mas julgo que agora há uma afirmação perentória por parte do PS de que os grandes inimigos estão à direita. É assim mesmo. A frase é mais ou menos esta. Há uma espécie de esquizofrenia nisso. No Parlamento Europeu, todas as semanas promovemos grandes entendimentos de fundo com os partidos do centro-direita que nunca existem com a extrema-esquerda. Introduz-se aqui uma certa esquizofrenia, um certo delírio. Isto tem consequências. É delirante e absolutamente absurdo considerar como parceiros os partidos de extrema-esquerda e um partido declaradamente comunista, nostálgico dos tempos soviéticos. Não é com esses dois partidos que podemos conceber um projeto de renovação dos ideais europeus.

A TAP cresceu 82% entre Lisboa e Porto

Comparando com o mesmo período do ano passado a "TAP Express" cresceu 82% em passageiros transportados. Está a concorrer com o comboio. Há partidas de hora a hora. O passageiro sabe que há sempre um avião disponível. Ainda há quem não perceba o que a gestão privada trás à companhia aérea ?

A taxa de ocupação média ronda os 65%, o que a TAP considera "bom para pouco mais de um mês de serviço". O objetivo da companhia é crescer sobretudo no chamado ponto a ponto, ou seja nos voos puros entre as duas cidades. Assim, com a ponte aérea, "o transporte de avião já concorre com outros modos de transporte tanto em preço como em duração total da viagem".

O preço oscila entre 39 Euros e 99 Euros e não há atrasos no embarque . O passageiro tem flexibilidade podendo viajar num ou outro avião segundo as suas conveniências .   

 

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Marcelo afasta-se das contas de Costa

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 O Presidente da República não pode deixar-se arrastar com a mais que provável falência das contas do governo. Manter a independência face à tempestade é absolutamente essencial para garantir a popularidade e o poder para baralhar e dar de novo.

Hoje já poucos acreditam que será possível chegar à previsão de crescimento orçamentado da economia , seria necessário que nos próximos trimestres o crescimento fosse de 2,1% muito longe do trimestre anterior 0,8%. O investimento não arranca e o emprego perde postos de trabalho.

Medidas adicionais ou orçamento rectificativo vão ser necessárias e Bruxelas está há muito a apertar com exigências.

Só é posssível esconder a realidade durante algum tempo.

O ministro e a secretária de estado da Educação devem pedir a demissão

Ali para os lados da 5 de Outubro há uma sofreguidão legislativa mal conselheira e que exige a prescrição de umas caixas de Xanax. Antes que seja tarde.

Ministério da Educação congratula-se com interpretação da PGR, mas texto do parecer do conselho consultivo não suporta posição do Governo nos cortes na abertura de novas turmas de início de ciclo.

Tribunal de Contas é taxativo. Colégios têm razão. Segundo este entendimento, os contratos vigoram até a agosto de 2018, dando razão aos privados. O mesmo relatório diz ainda que no novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo “não existe referência a qualquer eventual regime de supletividade face à inexistência de respostas na rede pública”. O relatório é de setembro do ano passado mas só agora foi divulgado pela AEEP.

O Ministério da Educação dá novamente provas de haver por ali muita inexperiência incorrendo em erros grosseiros sucessivos. É no que dá radicalismos. Não vejo como é que o ministro e a secretária de estado ainda têm condições para se manterem em funções .