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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Agora a TAP já pode ser vendida em bolsa

Os accionistas privados ficam com 50% do capital e asseguram a gestão da companhia. O governo fica com 50% e com uns boys e metade do lucro que espera que a gestão privada consiga. Logo que estejam esquecidos os sentimentos patrióticos dos " não TAPem os olhos" o governo, então já com uma companhia viável e lucrativa, dispersa o seu capital em bolsa. Não está mal visto não senhor.

Mas estas negociações em que António Costa é mestre deixam sempre para o futuro o essencial das questões. E quando já houver dinheiro os boys não vão querer mandar ? Mas para já ganha tempo e menos uma dor de cabeça.

E os sindicatos vão olhar para a TAP como uma empresa privada ou como pública, lançando pedras no caminho, com greves e exigências que impeçam o lucro, esse maldito ?

Entre o clamor dos patriotas e uma companhia viável o governo disse o habitual "nim". Há quem diga que é de estadista. Foi  António Costa quem lhes TAPou os olhos.

Há orçamento mas estratégia para a economia, há ?

Depois do tirar e dar há orçamento mas estratégia para a economia, há? Há quem por boas razões diga que não. E PCP e BE continuam a dizer que este não é o seu orçamento. O PS também diz que este não é o seu orçamento e Bruxelas também diz que este não é o seu orçamento. Então o orçamento é de quem ?

Entra tantas negociações  avulso perdeu-se a visão estratégica para a economia. O consumo sempre cresce ? O chefe da missão da troika diz que não.

Veja aqui no que deu o braço de ferro. As cedências e as conquistas.

Uma crise anunciada

Neste momento ninguém está interessado numa crise, é preciso que o orçamento tirado a ferros seja testado no terreno. Lá para Julho/Agosto com os índices avançados para a economia veremos qual é a situação.  E logo a seguir vamos ter o orçamento para 2017 ainda mais difícil.

O desenho com que Mário Centeno entrou em cena é passado, as previsões do crescimento estão revistas em baixa, e sem a economia a crescer lá se vai o milagre anunciado.
Ninguém acredita que a ténue recuperação de rendimentos oferecida pelos socialistas (entretanto castigada por novos impostos) traga um aumento do consumo capaz de puxar pelo PIB de forma robusta. A execução deste Orçamento vai dar que falar. E Marcelo, o Presidente eleito, vai entrar em cena com nuvens no horizonte.

Os condutores são os mesmos que pagam IRS

E a baixa do IVA na restauração ( reduz a receita em 180 milhões) devia ser distribuída pelos mais pobres, aumentando salários, pensões e apoios sociais . Quem come em restaurantes suporta bem o IVA a 23%. E só come em restaurantes quem quer enquanto os condutores têm nos carros um instrumento de trabalho. Chama-se baralhar e dar de novo. Mas há duas ou três medidas capazes.

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Portugal a crescer menos que a Zona Euro

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Em 2014, pela primeira vez durante muito tempo, a economia portuguesa deixou de divergir da Zona Euro, já que o crescimento do PIB foi o mesmo em Portugal e na média dos países do euro (0,9%).

Previsões recentes da Comissão Europeia apontavam para que em 2015 e nos anos seguintes a economia portuguesa iria conseguir retomar o processo de convergência, mas as projecções publicadas por Bruxelas esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, voltam a colocar Portugal com um crescimento do PIB inferior ao da média da Zona Euro.

Com o PS no governo é isto . Acolitado pelo PC e pelo BE é ainda pior.  Mas cá dentro ou lá fora há de certeza um culpado.

Um cenário de pesadelo

Nem 2,4%, nem 2,1%, nem 1,9%. A economia vai crescer 1,4% abaixo dos 1,5% de 2015. Para 2017 espera-se 1,3%. Não há cenário que resista a uma hecatombe destas.

E consumo, exportações e investimento ficam muito abaixo do que diz o governo. Os juros podem disparar, Portugal está seguro por arames com uma só agência de ratio a manter o país fora do lixo.

O relatório da Troika arrasa a proposta de Centeno e Costa. As finanças já reagiram dizendo que a Troika não considerou os efeitos das negociações com Bruxelas que, pelos vistos, e ao contrário do que dizem PCP e BE, favorecem o resultado. Chamam-lhes "chantagem" mas servem como argumento.

Estamos em plena aceleração contra a parede.

 

Voltou o discurso comunista - traição à pátria

Nem me atrevo a escrever pátria com "P" grande. PCP e BE já estão no " quem não é por nós é contra nós". Pior. É contra a Pátria.

"A cereja em cima deste bolo foi a adopção, para consumo doméstico, de um discurso autoritário, demagógico e desavergonhado. As críticas, mesmo as vindas de entendidades independentes e respeitáveis, começaram a ser descartadas como traições à pátria. Aos pedidos de explicações sobre tanta confusão e tanto número sem justificação, respondeu-se com um seco “deixem o governo trabalhar” e a recusa em sequer encarar as questões dos jornalistas. A própria existência de um debate público e a ocorrência de divergências, próprias de qualquer sociedade aberta, foi enquadrada como representando a acção de uma sombria “quinta coluna” ao serviço dos alemães. Até as instituições europeias não escaparam, com altos responsáveis a compararem a Europa a uma URSS a que só faltaria o KGB e a acrescentarem que os seus técnicos estavam ao serviço da direita europeia."

O mais grave é o aumento de impostos que o PS e os aliados de esquerda preparam. Lá por não terem a candura de Gaspar com o seu enorme aumento de impostos, e sonsamente referirem uma ‘atualização’ fiscal, não tira nada ao pecado, só lhe acrescenta hipocrisia. O piadista de serviço, perdão, o ideólogo do momento do PS, Porfírio Silva entretanto já foi buscar uma ladainha própria dos neoconservadores durante a guerra do Iraque, opinando que ‘a direita portuguesa esqueceu-se do patriotismo’, só porque, presume-se (onde já se viu a oposição ter tal veleidade), critica o OE2016 com a UE a ouvir. Por isso já sabem: é aceitar os aumentos de impostos de cara alegre, se não são traidores à pátria. Perdão, esqueci-me da maiúscula: Pátria.

O crescimento da economia é quanto for preciso

Quando a proposta do orçamento foi apresentada logo se percebeu que o exercício estava feito ao contrário. Vamos ver quanto é a despesa e a seguir vimos quanto é que precisamos de receitas. E se assim se chegou aos 2,4% que todos negaram. A seguir passou-se a 2,1% e agora vamos nos 1,9%, ainda assim acima das previsões das instituições financeiras nacionais e internacionais ( 1,7%).

É como se fosse o governo a determinar o aumento da economia e não as empresas. Uma varinha de condão e a economia sobe quando e como for preciso. Afinal basta aumentar o consumo coisa que ainda ninguém tinha visto. Basta aumentar os salários e as pensões e a seguir vai-se aumentando sempre .Crescer aumentando a procura.

Acontece que Bruxelas acha que a economia e nas condições actuais deve crescer pela oferta, com mais investimento e mais exportações. E maior produtividade.

Entretanto aumenta-se o rendimento das pessoas por um lado e tira-se pelo outro aumentando impostos. Como paralelamente se vai reduzindo o aumento da economia vai ser curioso saber quanto é que afinal se aumenta a procura, o dinheiro disponível. Isto é, qual é o aumento do rendimento.

Estamos perto de fazer a pergunta sacramental. Afinal qual era a pressa?

 

E depois do orçamento ?

Vamos ficar com uma dívida a juros mais elevados, sem investimento e sem empregos. Estava tudo a correr bem, poucochinho, mas bem. E agora ? Depois do orçamento como estará a reputação do país ? Qual é pressa? Depois deste tirar e dar alguém ganha alguma coisa? A ambição de uns quantos em ser governo vale esta fantochada ? E o PS é desta que se parte em dois ? O PCP vai voltar a oferecer amanhãs que cantam e o Bloco de Esquerda vai continuar a crescer?

A troika que está em Atenas é a mesma que está em Lisboa. A exigir o mesmo.

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