as autoestradas da informação

18
Abr 14

O colectivismo levado ao extremo depois da falência da Rússia e da China. A desculpa é que a utopia era boa os homens é que eram maus. Não ser comunista é ter horror ao colectivismo normativo. Este é o grande falhanço, a incapacidade de aceitar que a natureza humana tem horror ao colectivo como ao vácuo. O colectivo nunca gerou solidariedade nem aboliu o egoísmo. Quando o Primeiro Ministro socialista francês, Manuel Valls, diz que a palavra socialista já não faz sentido, tem toda a razão, porque os socialismos que resistem são, hoje, caricaturas da liberdade ou comunismos de economia de mercado. Olhe-se para a Venezuela e para o Vietnam. Desde o colapso do comunismo na Rússia e na China o socialismo democrático tem sido incapaz de pensar o seu lugar no mundo.

Nos militantes socialistas ficou a ideia residual perigosa da supremacia moral, insuportável, e a mania acusatória do desvio. Nunca ninguém é suficientemente de esquerda para a esquerda. Enquanto for assim, o capitalismo tecnológico continuará sem freio, mais combatido pela extrema direita do que por socialistas entregues à nostalgia e à decadência inexorável.

PS : Clara Ferreira Alves - Expresso . Deixei de fora deste resumo os milhões de mortos da responsabilidade de Estaline, Mao e de Pol Pot citados no texto original. Imperdível

publicado por Luis Moreira às 23:06

No primeiro trimestre deste ano recuperaram-se, na construção civil, 17 000 postos de trabalho dos 315 000 perdidos ( 30 a 40% do total perdido). Durante anos o país andou a sustentar emprego virtual pedindo dinheiro emprestado para construir auto-estradas e rotundas desnecessárias. E fomos construindo auto-estradas até chegarmos ao primeiro lugar de quilómetros de auto-estrada por habitante. Como este investimento não tem retorno a curto e a médio prazo chegou uma altura em que os credores deixaram de nos emprestar mais dinheiro. O país já não tinha capacidade de pagar o que devia.

Para orientar a economia para a produção de bens transaccionáveis e exportáveis houve que redireccionar os meios financeiros e humanos. O emprego da construção civil , os tais 315 000 perderam-se assim. Fosse quem fosse a governar, o ajustamento passaria sempre pelo desemprego na construção civil e em grande parte das empresas a montante e a jusante da actividade. Uma parte destes desempregados foram absorvidos pela emigração e pelos mercados estrangeiros conquistados pelas empresas de construção civil ( Angola, Algéria, Colômbia, Venezuela...)

Com a recuperação do mercado interno que se está a verificar uma parte dessa mão de obra volta a ter trabalho. Construção de fábricas, armazéns e a reabilitação dos centros históricos das cidades. E nas ferrovias e na logística dos portos marítimos. Mas a grande maioria nunca mais vai voltar a trabalhar na construção civil em Portugal. Brasileiros, portugueses, romenos rumam ao Brasil para as obras do Mundial de Futebol e dos Jogos Olímpicos em 2016. Depois ficam no desemprego e rumam a outras paragens. Onde houver obra pública precária...

publicado por Luis Moreira às 19:07

Tem-se falado muito dos vistos "gold" mas não se fala na construção de fábrica e armazéns industriais. Estão a aparecer muitas encomendas privadas de investidores estrangeiros e que nos primeiros três meses deste ano já criaram 17 000 empregos na construção civil e no imobiliário. Segundo a CPCI ( Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário ) estes postos de trabalho englobam toda a fileira desde os projectistas aos construtores, passando pelos fabricantes de materiais de construção aos serralheiros ou aos mediadores imobiliários.

Mas continua a faltar o financiamento à reabilitação e as verbas do QREN que ainda não foram usadas o que dará mais folgo a um sector que teve nos últimos cinco anos um período negro. 

 

publicado por Luis Moreira às 15:30

Em 2006 a diferença do salário dos funcionários públicos para o privado era de 19,7%. Dito de forma a entendermo-nos. O salário público era superior ao privado em 19,7%. Com as recentes medidas essa margem baixou para 11,9%. Trata-se da  quinta maior diferença em toda a Europa, muito acima da média europeia. Isto conjuga-se com o aumento do desemprego que não afecta os funcionários públicos. Onde o estado não é bom patrão é nos escalões mais elevados. É na verdade muito dificil reduzir despesa no estado sem passar pelos salários.

publicado por Luis Moreira às 14:15

Em ambos os partidos a grande coligação começa a ser vista como inevitável. Com o PS longe da maioria e com um bloqueio político à esquerda - Tratado Orçamental rejeitado por PCP e BE - um programa a médio e longo prazo (para 10 anos) entre os dois maiores partidos vai ser apoiado não só internamente mas também na União Europeia.  "Pode ser necessário, não o descarto", disse Ana Gomes ao semanário "Sol". Carlos César, uma das vozes com peso no partido, já defendeu que perante "um obstáculo à esquerda" o PS "deverá procurar uma plataforma de comprometimento com o PSD para obter um governo sólido". Os partidos têm que assumir as suas responsabilidades. As más opções políticas dos últimos quinze anos são culpa sua.

publicado por Luis Moreira às 10:50




Partidos próEuropa acima dos 70%. CDU e BE não crescem apesar das dificuldades na Europa. Elevada abstenção.
publicado por Luis Moreira às 01:28

17
Abr 14

O Infarmed em comunicado informa que não há medicamento nenhum com estas características. Não há indicação nenhuma que o medicamento só por si consiga erradicar a hepatite "C" . Entretanto, e como habitualmente,  bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, já considerou, em declarações à agência Lusa, inaceitável atrasar o tratamento das pessoas quando existem medicamentos que as podem curar. O senhor Bastonário parece o Arménio Carlos mas com jardim e palacete.Não existe demonstração de que o medicamento hoje referido na imprensa, por si só, permita a erradicação da hepatite C em todos os doentes, nem que os doentes alegadamente à espera de tratamento com este medicamento não possam ter alternativa terapêutica", indica em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).E nem sequer é uma inovação "O Infarmed esclarece que "só após esta avaliação poderá considerar-se a sua autorização para uso no SNS, com um preço que seja adequado aos benefícios potenciais do fármaco, quando comparado com outros inibidores de protease já usados em Portugal".

De um assassinato por falta de um fármaco passamos a um processo de controlo de eficácia e custos. Brilhante!

publicado por Luis Moreira às 21:42

Juntos são uns quatro milhões com respectivas famílias e todos votam. Por isso a almofada orçamental existente e as que o crescimento da economia trouxer são para utilizar na tabela salarial da função pública e nas pensões. O crescimento da economia em 2014/5/6 andará acima dos 2% o que trás mais emprego e mais descontos para a segurança social . O sector privado fará a sua própria reforma ajustando e melhorando salários conforme a melhoria da produtividade.

O BCE fará o resto comprando dívida pública e privada e baixando as taxas de juro dos países periféricos incluindo Portugal. Isto a médio e longo prazo é capaz de arrefecer com a economia a crescer menos, mas nessa altura já muitos sentirão no bolso efeitos práticos. 

publicado por Luis Moreira às 15:25

A deflação ameaça o que vai obrigar o BCE a injectar um bilião de euros na economia comprando dívida pública e privada. Baixam as dívidas e as taxas de juro e empurra a economia para cima. Foi o que os US fizeram. BCE deverá comprar todos os meses pelo menos 75 mil milhões de euros em dívida do sector privado e público (40 mil milhões seriam em obrigações soberanas). Era previsível que mais tarde ou mais cedo o BCE tomasse medidas globais em resposta a problemas globais. Os autores do manifesto 74 sabiam isso muito bem mas quiseram lançar mais uns pedregulhos no caminho. Mas as soluções sempre se conheceram foi só preciso que as condições necessárias se reunissem com o trabalho de casa feito por cada um dos países.

publicado por Luis Moreira às 11:40

São os excedentes externos do "centro" da Europa que fortalecem o Euro e prejudicam as exportações dos países periféricos. Precisamos que a Alemanha incentive o seu consumo interno.  Para o economista e conselheiro de Estado, que participou no grupo de trabalho europeu que avaliou a possibilidade de mutualizar dívida e lançar eurobonds, a dívida pública portuguesa é um “problema grave e difícil de resolver”, mas “não é o principal problema do país, nem é de impossível ou insuportável resolução”. E “nem deverá ser a primeira prioridade para pressionar mudanças na política europeia”, escreve, em contramão com os signatários do Manifesto pela reestruturação da dívida. 

“O problema principal do país é conseguir taxas de crescimento que lhe assegurem a estabilidade financeira sem demasiados custos sociais e permitam satisfazer as expectativas de melhoria social da população”. E para isso, diz, Portugal devia bater-se por mudanças na política económica da Zona Euro que conduzam os países do centro a expandir a sua procura interna.

publicado por Luis Moreira às 10:00

Abril 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Pesquisar
 
Contador