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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Pedrógão foi ignorado no orçamento por PS, PCP e BE

Podem dizer que estão muito preocupados mas quem olha para o orçamento não vê lá nenhum plano para as florestas . E Pedrógão já foi há quatro meses, mas PS, PCP e BE não atribuíram prioridade ao interior, às pessoas isoladas e abandonadas que lá vivem.

E quem discutiu o orçamento foram aqueles partidos da geringonça não foi mais ninguém. Não há refúgio possível. O que se discutiu foram as medidas das clientelas que exigem e ameaçam com manifestações . 

"Não percebo o suficiente de florestas e protecção civil para acusar e julgar os principais actores desta história dramática, nem mesmo da ministra que se demitiu já sem quaisquer condições políticas. Mas é difícil perceber que se chegue a Outubro sem um plano vertido no orçamento e aí há um grande responsável, António Costa. É no entanto impossível não notar que o tema esteve também ausente da agenda do PS, PCP e Bloco de Esquerda nas negociações que conduziram ao Orçamento que aprovarão em conjunto no final de Novembro."

Agora choram lágrimas de crocodilo esperando que os subsídios da UE nos salvem com uma espécie de Plano Marshall .

As armas de Tancos apareceram à sombra de uma azinheira

Se calhar nem roubo terá havido dizia o ministro das Forças Armadas. Isto foi uma narrativa inventada pela oposição. Não passa de uma falha no inventário. Um telefonema anónimo estragou mais uma narrativa.

Mas as armas apareceram hoje, só pode ser um milagre a juntar-se aos muitos  com que o governo nos presenteia todos os dias. Não foi em Fátima mas foi na Chamusca onde também há azinheiras.

Este caso das armas de Tancos mostra, não fora as vítimas dos incêndios, ainda com mais crueza que este país não tem governação.

Atado de pés e mãos pelas exigências partidárias do PCP e do BE o governo, limita-se a fazer exercícios orçamentais para agradar aos seus apoios . Também quer agradar a Bruxelas com o mínimo possível nem que seja com cativações que deterioram o funcionamento dos serviços públicos.

E, agora, quem no governo e nos seus apoiantes quis ridicularizar o roubo de armas de guerra em Tancos não se demite ? O Estado falha novamente nas suas obrigações mais primárias . Não há dinheiro para reparar a rede do quartel nem para substituir as câmaras de vigilância.

O que restava ( poucochinho) sumiu-se para o aumento dos salários das clientelas.

Este orçamento beneficia as pessoas João Semedo ?

O Tribunal de Contas denuncia manipulação nos dados do Serviço Nacional de Saúde para esconder os atrasos,  a falta de meios e os doentes que não são tratados. Na floresta retiram-se os meios de combate aos incêndios para poupar dinheiro. Na Educação a alimentação fornecida aos alunos nem sequer é cozinhada.

Enquanto morrem pessoas por falta de medidas que exigem um orçamento rigoroso e não eleitoralista, o governo anuncia dia sim dia não as cedências ao PCP e ao BE encaminhando dinheiro para a administração pública onde dormem as suas clientelas eleitorais.

Chamar o PCP e o BE para a governação teve este efeito revelador. O povo, o povo deles, são as suas clientelas eleitorais que saem à rua nos grandes centros urbanos. Os pobres e idosos do interior não contam. Esses até devem habituar-se a morrer queimados como já afirmou o primeiro ministro.

Marques Mendes prefere a austeridade a um orçamento que beneficia as pessoas

Para Luís Marques Mendes, comentador da SIC e ex-ministro de Cavaco Silva e Durão Barroso, o OE 2018 é “eleitoralista e imprudente” porque beneficia quem trabalha: baixa impostos e aumenta os rendimentos do trabalho e as pensões.
Dito de outra forma, para LMM um bom orçamento é aquele que prejudica as pessoas, aumenta impostos e corta salários e pensões.
Está certo, por isso esteve caladinho os quatro anos de governação de Passos Coelho, de Paulo Portas e da troika. No próximo domingo estará a reclamar o regresso da austeridade...

 

Quando em apenas quatro meses vemos morrer mais de cem pessoas por falha sistemática do estado ainda há quem afirme que o povo está muito melhor . Como a realidade mostrou dramaticamente governar não é distribuir uns tostões pelos seus apoiantes.

João Semedo tem o topete de defender um governo que deixa ao abandono os mais pobres e os mais indefesos de nós todos para ganhar votos entre o seu eleitorado. Que lhe faça bom proveito.

E sim, este orçamento é "eleitoralista e imprudente" como diz Marques Mendes e muitos outros.

Costa mostrou novamente a sua falta de carácter

Carácter é coisa que o homem não tem ( que o diga Seguro). O discurso de ontem mostrou-o à saciedade. Nem uma palavra para as vítimas, zangado porque as pessoas abandonadas à sua sorte pelo governo de que é primeiro ministro se deixaram apanhar pela morte.

O que se passou em Pedrógão e agora no centro do país, segundo a leitura de Costa não tem nada a ver com a governação - orçamento que não atribui verbas para o interior onde vivem os mais pobres e indefesos, retirada dos meios de combate para poupar dinheiro enquanto aumenta os salários das suas clientelas políticas .

António Costa governa para assegurar o apoio parlamentar do PC e do BE que têm as suas clientelas políticas na administração pública . É essa a sua prioridade enquanto espera que a situação da economia melhore puxada pelas economias exteriores. O investimento é miserável e não se percebe como sem investimento se cria emprego.

Mas a sorte sempre ajudou estes prepotentes até ao momento em que a maioria vê que não é génio, é roto. Ontem a maioria começou a ver quem é este homem que nos governa rodeado dos mesmos que rodearam Sócrates .

O Presidente da República com o seu discurso tocou a dobrados.

Contra um governo que apela à desistência

Habituem-se, dizem os governantes, aos que acabaram de ver e de enfrentar a morte olhos nos olhos.

Dizer aos familiares, amigos, vizinhos, prováveis próximas vítimas para se habituarem à tragédia é um convite à desistência. Olhem, sabem uma coisa, não vale a pena lutar. Connosco vai ser sempre assim. Vamos continuar a distribuir umas esmolas para garantir a miséria diária de quem vota . Não contem connosco para governar isso é pedir-nos o impossível - acabar com os incêndios que matam .

Não há dinheiro para manter activo o dispositivo de ataque aos fogos mas há dinheiro para se anunciarem todos os meses aumentos de salários às sua clientelas eleitorais.

Em todo o país aumentam os apelos às  populações para saírem para a rua em manifestações pacificas contra um governo que apela à desistência. Vamos ouvir dizer que não é o povo que está indignado porque o povo é deles, os trabalhadores são deles mas, esses, só se manfestam a mando dos sindicatos.

A sociedade civil paga impostos não se manifesta.

 

 

PS, PCP e BE querem silenciar

Quanto ao PS estou muito preocupado quanto ao PC e BE não espero outra coisa. Silenciar as vítimas retirando da discussão política os incêndios. Mas a maior vergonha é o argumento que arranjaram. Dar voz às vítimas é tirar benefício da tragédia . Vale tudo.

"Foi António Filipe, do PCP, que começou por anunciar que "lamentavelmente, o PSD e o CDS opuseram-se a que houvesse qualquer alteração na agenda. Tudo se manterá como se o país não estivesse em luto nacional". E, acusando a direita de manter o debate por "objetivos político-partidários", sentenciou: "As ações ficam com quem as pratica".

O luto nacional não serve para silenciar as vítimas e retirar os assuntos incómodos da agenda, pelo contrário, serve para que não se esqueça ( como se esqueceu Pedrógão) o sofrimento, serve para confrontar os responsáveis com as suas incompetências e falta de visão de estado.

O luto não é uma forma de silêncio é, antes, partilhar a dor e prepararmo-nos para que a tragédia não se repita. Isso faz-se com participação activa na procura de soluções.

Mortes inevitáveis só falta silenciar os vivos. Este não é o PS de Mário Soares, o partido da liberdade e da Democracia. O PS está a pagar muito caro o apoio dos partidos comunistas. 

Todos a Belém - o direito à indignação

Em Lisboa, Porto e Castelo Branco estão a ser preparadas manifestações de quem ainda se sente com direito à indignação.

Morreram cem pessoas e a ideia que o governo quer fazer passar é que não podia ser de outra forma. Não esperem por ajuda dos bombeiros, habituem-se!

Na Galiza morreram quatro pessoas e as ruas de várias cidades espanholas estão cheias de manifestantes que não aceitam que o estado não consiga cumprir a primeira das suas obrigações. Proteger os seus cidadãos.

O truque é frequente e manhoso. O tempo resolve e entretanto vamos adoçar a boca aos funcionários públicos, acalmar os sindicatos e abafar a voz dos apoios . Onde estão o PCP e o BE ? Não têm nada a dizer ou assim alguma coisa do género ?

O Presidente da República tem que chamar à pedra o governo e dar voz às populações que sofrem . Governar é distribuir uns tostões ? Nem uma única reforma a começar pela reforma da floresta ? É que o governo já ocupa os cadeirões do poder há dois anos . António Costa continua com o seu frio calculismo. A culpa é de todos menos dele.

Há muita gente zangada com o seu cinismo manifestado nas suas intervenções televisivas ao país. Ao drama Costa responde com a comédia.

 

Quem protege quem ?

 Uma última palavra para a ministra da Administração Interna. Dizia-me há dias alguém, que sabe do que fala, que os incompetentes nomes principais da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) foram escolhas pessoais do primeiro-ministro, não da ministra. Se for assim, percebe-se que não haja coragem para a mandar embora, mas se não for assim, ela só fica para servir de fusível e evitar que mais acima se chamusque alguém…

A maior revolução florestal desde D. Dinis

Cães nos restaurantes e coisas do género, engordar o estado com mais despesa, mais funcionários públicos, aumentar salários e pensões e ir buscar o dinheiro necessário onde existe. É todo um programa de governação.

Mas quanto à floresta não há tempo nem atribuição de prioridade. Arde, habituem-se !

À entrada do verão que se sabia quente e seco a ministra substituiu as chefias experientes por gente inexperiente do partido e com cursos "à relvas " . Falharam estrondosamente como não podia deixar de ser .

António Costa muito chateado por a sorte desta vez lhe ter virado as costas, disse ao que vem quanto à floresta. O que se pode fazer a curto prazo não se fez porque estava à espera do relatório técnico e, quanto ao longo prazo, ninguém está à espera que se faça do pé para a mão.

Além disso o Capoulas já tinha anunciado que a maior revolução na floresta desde D. Dinis já estava " on road ", nem precisou de esperar pelo tal relatório . Siga, que o que é verdade ontem é mentira amanhã.

E, no meio deste desnorte, morrem mais de cem pessoas. As populações a partir de agora devem autoproteger-se e serem reactivas ( atacar o incêndio ) porque já sabem que o governo não pode fazer mais nada.

O governo não pode desviar-se do seu focus, manter o PCP e o BE em permanentes conversações para segurar os sindicatos e a paz social.

Há tempo para mais ? Não há !

PS :

Há uma diferença gigantesca entre governar e fazer a redistribuição de rendimentos em favor dos que nos asseguram que ficamos no poder. Costa, hoje, é só isto. Podia ser mais, mas não é. E isto não é o regular funcionamento das instituições, do governo no caso. O PR?

 

 

Até quando vai Marcelo deixar o PS passar pelos pingos da chuva ?

Chegou o momento, o primeiro, em que Marcelo vai ter que enfrentar a táctica calculista mas mortal de António Costa.

Depois de Pedrógão, note-se, o discurso do primeiro ministro é o mesmo. Esperem mais dramas, mais mortes, foi tudo feito não se pode fazer melhor.

Para que servem os ministros das florestas, incluindo António Costa ?

Quando a acusação de Sócrates vê a luz do dia e toma para si a agenda mediática. Quando, por mais estrondosas que sejam as conclusões do relatório, o ruído à volta é ensurdecedor e dispersa e abafa tudo. Quando, no fundo, já ninguém quer saber. E o resultado está à vista: o que consta do relatório chegaria para fazer cair um governo, mas nem fará sair uma ministra.

E Marcelo pode não querer saber ou vai exigir a António Costa resultados já no próximo verão ?

Uns dirão que a táctica é de génio – até porque, a confiar nas sondagens, funciona. Mas o que é mesmo uma vergonha é um país sujeitar-se a tamanha impunidade, abdicando do escrutínio democrático e sacrificando a confiança popular no Estado. Com 65 vidas ( mais 35) em causa e o país novamente em chamas, até onde irá o calculismo do governo?

PS :

"Lembrem-se do Santana

Se o Governo não fosse de esquerda discutia-se neste momento a sua queda não a demissão de uma ministra."
helenafmatos