as autoestradas da informação

30
Out 14

Esta manhã, por momentos, fui tentado a pensar que tinha transcorrido mais um ano da minha vida, sem que disso tivesse dado conta. Catorze meses em que não fruíra do dom de estar neste mundo transitório, gozando dos seus prazeres, contribuindo na modéstia do meu engenho para o bem comum, se bem que, por outro lado, isento de arrostar com as correlativas agruras.

 

Ouvindo a reportagem do debate da Antena 1, durante uma das suas costumeiras e inúteis intervenções, impedindo que fosse escutado o que interessa – as intervenções dos deputados – uma jornalista, de nome Flor, que até pode ser flor que se cheire, mas não inebria pela oportunidade ou pelo rigor, afirmou, a dado passo: “Em 2016, o mandato do primeiro-ministro acabou”.

 

Não sei que escolaridade a Senhora terá cumprido, mas, hoje, os jornalistas são tidos como dos profissionais mais letrados.

 

São tidos.

 

Aquela estação integra o “Serviço Público” que estipendiamos generosamente, e do qual se esperaria um tratamento adequado da língua. Para que, quem não teve a oportunidade ou não a quis aprender, se habituasse a ouvi-la com correcção e, dessa forma, a assimilasse.

 

Não sei se o Nogueira das manifestações, dos protestos e das catilinárias infrenes ainda se lembra de como se ensina e se ainda se dá conta dos muitos dislates que ouvimos daquele “Serviço Público”. Se, ao fim e ao cabo, ainda sabe ou alguma vez soube, do disparate que a expressão constitui.

 

Mas ficar-lhe-ia bem protestar por eles. Porque se trata de mal do sistema de ensino de e péssimo “Serviço Público”. E o governo é responsável.por ambos.

 

Entretanto, ousemos ter esperança de que, em 2016, a dita Flor e outros já tenham aprendido que existe um tempo verbal que se designa por “futuro perfeito”.

 

A esperança só morrerá depois de termos morrido.

publicado por RUI SANTOS às 13:28

 

soberania.jpg

 


 À nossa República!

 

O subtítulo tem dois significados. O primeiro, é simples: escrevo este texto no dia 2 de Outubro e o debate do orçamento será a 15 de Outubro deste ano de 2014.
Há também um subentendido: quem manda nesse país: a Constituição, as leis criadas no dia-a-dia pelo PM eleito em 1911, ou as finanças, por outras palavras, o executivo da República na pessoa dos seus ministros, dos quais três já deviam ter sido substituídos, especial mente os relacionados com a educação das crianças, os subsídios para a investigação e quem subvencionas a coisa (res) pública com novos impostos. Educação, Justiça e finanças, fora! Bem sabemos que o povo português tem apenas como património a sua força de trabalho, a sua prole que deve ser educada, o resolver antagonismos e os subsídios que são entregues a industriais. O poder executivo nem tem cara para sorrir, porque são apupados pelo povo, com a exceição dos industriais que os apoiam com dinheiro do lucro que retiram da mais-valia do povo trabalhador.
Não sou bruxo, tenho palpites. Palpite que me diz que deve ganhar o debate quem melhor se entenda com a crise financeira que se vive na Europa, essa praga de Portugal. Como no Chile. Faz pouco tempo, começou o ano 2013 a corrida para a Presidência da República. No tempo da ditadura, todos os partidos democratas juntaram forças para derrubarem um ditador que faleceu réu de crimes de sangue, mas faleceu como delinquente. Nas mãos da justiça. Com a democracia restabelecida, os partidos deram aos seus candidatos poderes muito pessoais e a Concertação Social começa a diluir-ser, após o mandato de quatro excelentes Presidentes da República socialistas e um democrata cristã, mais virado para o socialismo que para as falanges. Será que esta arrogância precipitada vai abrir as portas a quem sempre ficou em segundo nas presidenciais e que une todo o fascismo que governou o país durante 20 anos? Precipitações pouco esclarecidas. A diferença entre fações é imensa. A concertação, une; o fascismo desune e mata.
Em Portugal, em carta enviada por mim ao actual Primeiro-ministro, admoesto denuncio e na parte final do texto digo que o PSD e o PS não me parecem andar de mãos dadas, mas sim muito juntas, que até o calor de uma passa para a de outra. Custa-me acreditar, a mim socialista científico e social-democrata, que os sorrisos prévios e essas humildades rapidamente aparecidas e o medo da dama de ferro por parte de um PM que, em público, reconhece faltas que nunca cometera ou assim parece.
Tenho acesso directo à democracia portuguesa, tenho a honra do Governo me ter feito português após 31 anos de prestação de serviços ao país, trocando a minha Universidade de Cambridge por um ISCTE que, hoje em dia, todos vemos como cresceu e se unificou, excepto no espírito comunitário que faleceu lentamente devido à morte não anunciada: o neo-liberalismo.
Voo cego que tem apenas uma saída: a soberania e os seus descontentamentos. Palavra que faz tremer os que nos pretendem governar. Governar é saber gerir as contas do Estado, velar pela serenidade da nação e estar sempre atento a que ninguém, mas mesmo ninguém, tenha falta de trabalho. Infelizmente, quem nos governa é um grupo da, por mim denominada, cultura doutoral: advogados, economistas, médicos, sociólogos, e outras ervas, como a mais pesada, a tecnologia. Comunicam com o povo quando é conveniente, sem tempo nem hora. Nunca esqueço esse singular mandatário que inaugurou no país o sistema de presidência aberta e comunicava com o povo todas as semanas, sempre em sítios diferentes. Lega aos seus sucessores uma carga pesada, excepto ao mandatário anterior a este. Ele ia de camisa, à Perón de Argentina e sua populista mulher Eva, à Allende e Bachellet do Chile de hoje.
Há apenas um caminho. A soberania e o seu descontentamento. A soberania nasceu pela mão de Thomas Jefferson e do Abade Sieyés, no século XVIII da nossa era, época em que as nações revolucionadas se governavam por comunas, como a de Paris de 1875 e antes, a dos iguais de Babeuf, em 1775. Nada disto permitiu à burguesia que derrubou a aristocracia e os ricos do mundo, a apropriação dos seus bens. A época das revoluções, essa mudança de poder de uma classe por outra, após a Revolução Francesa e a liberal de Mouzinho da Silveira, que Miriam Halpern Pereira explica tão bem mas não é ouvida: o seu saber passa a ser homenagens, louvores, mas nada do que diz entra na Constituição da República Portuguesa, como ela pretende.
O que diz essa Constituição, a atual que refiro, porque as primeiras eram social-democratas e as de hoje cada vez menos: No artigo 1º da Reformada em 2005: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. No artigo 3º, nºs 1 e 2: A soberania, una é indivísivel, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição; O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. Ou esse famoso nº 2, que hoje diz: A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa», tendo sido retirada a este artigo a frase: democrática, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadores.
Com a soberania ganha para o povo, é estritamente gerida pelos doutores da Assembleia ou da Presidência. Não sou adivinho, ganhe um ou outro, como português, advirto do perigo do descontentamento que os planos neo-liberais causam. E ao Chile, esse meu outro país já quase inventado: atenção, o lobo existe, como os capuchinhos vermelhos.
Lembro-me ainda da Constituição pré-ditadura no Chile, que, logo, no começo, definia que a soberania residia na nação e era delegada nas autoridades que a Constituição estabelecia. Não havia mudança possível sem plebiscito prévio, ontem como hoje. Em Portugal, a consulta ao povo é feita aos partidos que os representam e que são...doutores, excepto os poucos que não me corresponde definir e que serão os meus candidatos.
Raúl Iturra
Português por graça do Estado
Catedrático do ISCTE-IUL – escritor da SPA ou Sociedade Portuguesa de Autores, CNRS, Paris, Unesco, Paris, CUP, Cambridge
Membro do Senado da Universidade de Cambridge, Grã-Bretanha
Professeur Invitée du Collège de France, Paris
30 de Outubro de 2014.
lautaro@netcabo.pt

publicado por Luis Moreira às 11:03

Temos que evitar Hollandices. Parece que a experiência francesa não foi suficiente e lá vamos nós mais uma vez dar lições ao mundo. A ANA, agora nas mãos privadas da VINCI francesa, não vai em OTAS nem em Alcochetes que custam milhões. Anda em reuniões com a Força Aérea e com a câmara do Montijo a relançar a sensata solução PORTELA+1 .

O presidente da câmara diz que está de acordo mas só como "solução provisória" porque é preciso não esquecer o "HUB" de Lisboa e a visão sobre o outro lado do Atlântico. Reparem bem no argumento. Vamos gastar milhões num novo e gigantesco aeroporto mas sem controlar variável nenhuma. Os espanhóis estão de acordo que o HUB, aqui na Península Ibérica, fique em Lisboa e não em Madrid ? E se não estão ( como é óbvio) que argumentos temos nós ? Somos maiores, mais ricos, temos mais gente, mais passageiros e mais aviões ?

E os passageiros brasileiros e angolanos vão exigir voar para Lisboa e não para Madrid ? E todos os outros passageiros das américas ? Até podem exigir mas como é que nós controlamos essa decisão depois de termos o novo aeroporto e investido os milhões se nada tivermos para a troca?

Ter um aeroporto dentro da cidade é um grande argumento, para os que têm pressa e para os que têm no lombo dez ou mais horas de viagem. E para o Montijo vão os "low cost" que esses não têm pressa nem dez horas de viagem. Mas não, temos que ter o "hub “O novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete é estratégico e tem uma importância muito grande para que Portugal se possa afirmar como uma plataforma atlântica de ligação aos Estados Unidos. Acredito nesta solução, mas também me agrada uma solução provisória na base aérea” . Isto não diz nada mas é lindo...

Entretanto cá andamos nós a trabalhar para o HUB em Lisboa

 

publicado por Luis Moreira às 02:08

29
Out 14

Foi tão burra, tão incompetente que só podia ser criminosa. Quem já esteve envolvido numa operação de migração informática sabe com o que pode contar. Que é mais ou menos o que aconteceu com o CITIUS. Numa empresa migra-se, em primeiro lugar,  o que faz menos falta, depois remenda-se aqui e acolá e segue-se para a área seguinte. Num fim de semana, depois das áreas mais simples estarem instaladas vai-se às áreas operacionais.

Tal como escrevi aqui, na administração pública, com todos os bloqueios, más vontades e resistência à mudança, era de prever dificuldades, mas também é verdade que se a ministra não saltasse para dentro da piscina de uma só vez, nunca mais haveria CITIUS para ninguém. A dimensão da operação explica o resto.

Não é por acaso que, por exemplo, se mantêm a colocação dos professores ano após ano, centralizada. Colocar 120 000 professores em milhares de escolas  dá o circo a que assistimos todos os anos. E sempre que se dá um passo na direcção certa da descentralização, eliminam-se uns problemas para aparecerem outros. Este ano foi uma fórmula matemática errada. Era tão simples ( a fórmula) que só por má fé é que estava errada.

É por tantas coisa destas que acontecem repetidamente na administração pública que, pessoalmente, percebo as estruturas paralelas que os decisores políticos se vêem obrigados a criar para escaparem ao garrote das corporações instaladas.

publicado por Luis Moreira às 19:13

A burocracia do estado e a barafunda fiscal só prejudicam. É altura de deixar a economia respirar. As exportações continuam a crescer, alcançamos a independência alimentar . O Banco de Fomento é uma estrutura paralela à CGD. Não há confiança no banco público ? Saiam da frente.

 

publicado por Luis Moreira às 15:41

A ministra da Justiça enviou para a Procuradoria Geral da Republica o processo do apagão informático do CITIUS. Coloca-se a hipótese que a tramóia tenha sido efectuada por dois informáticos que trabalham na Polícia Judiciária.

Estamos fartos de ser confrontados com quebras do segredo de Justiça que naturalmente têm origem interna. Não é, pois, de admirar que o decisor político muitas vezes tenha que criar estruturas paralelas para não ser bloqueado pela máquina da administração. E explica as dezenas de adjuntos e assessores dos gabinetes do governo e a entrega de trabalhos aos privados que, aparentemente, podiam ser executados pelos técnicos públicos.

A administração pública não é neutra em termos políticos, longe disso . Muitos dos que se bateram em  25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 75 continuam hoje em trincheiras opostas. E estão integrados na sua grande maioria na máquina do estado, controlando, bloqueando . Também é explicação para os longos prazos, de anos, em que simples licenças de investimento permanecem adormecidas nas gavetas de um qualquer serviço . E nunca se encontram responsáveis.

É, claro, que será sempre assim mas em muito menor extensão à medida que a renovação da administração pública se fizer por gente mais nova que não arraste os ódios que o período do PREC deixou em muitos de nós daquela geração.

publicado por Luis Moreira às 10:47

28
Out 14

Exagero

Tendo Portugal uma despesa social agregada bem acima da média da OCDE (26,4% do PIB contra 21,9% respetivamente, números referentes a 2013), a ideia de que o Estado social em Portugal está em vias de desaparecer é ligeiramente exagerada. Há vinte anos era apenas 10%!
Maior é ainda a diferença de encargos com as pensões, que representam mais de 12% do PIB entre nós, enquanto não chegam a 8% na média OCDE."
 
O problema é que mesmo assim Portugal é o país com maiores desigualdades na Europa. Os realmente pobres não têm voz nem dinheiro para fazerem manifestações . Nem greves !
 
 
publicado por Luis Moreira às 23:13

O Reino Unido não quer mais imigrantes. Diz que os seus cidadãos estão sitiados na sua própria terra por imigrantes. É pois preciso que não se dê apoio aos imigrantes clandestinos que morrem no mar. Os Italianos que levam com o problema na primeira linha dizem que o problema não é só de Itália é de toda a Europa. Os franceses votam na extrema direita da Le Pen xenófoba. Na Suíça tomam-se medidas para refrear a imigração tirando direitos na segurança social e expulsando quem não tem trabalho. A Alemanha com o pragmatismo habitual acolhe quem precisa e dificulta a entrada aos outros.

Dizem os ingleses que a solução está em travar a batalha nos países de origem. Ajudando no seu desenvolvimento por forma a criar postos de trabalho e assim refreando o desejo de emigrar. No que estamos todos de acordo. O problema é que criar postos de trabalho leva muitos anos e  refrear o ímpeto de quem está disposto a morrer para fugir à miséria é ainda mais difícil. Mas deixar seres humanos morrer afogados também não é solução.  Se não houver ajuda no alto mar os clandestinos não se afoitam ?

O que posso acrescentar é que há vinte anos, com Portugal em obras, tínhamos centenas de milhar de imigrantes - brasileiros, ucranianos, romenos, africanos - que foram rumando a outros países quando os ventos da mudança por cá chegaram. A esses que saíram, aparentemente, o que o nosso estado social oferece não é suficiente. É nesse mix onde entra ter trabalho, ser responsável perante a sociedade que acolhe, e não conseguir viver da generosidade do estado, que se encontra a solução ? Uma coisa é certa, a Europa se continuar a esconder a cabeça na areia vai ficar sem cabeça. Decepada!

publicado por Luis Moreira às 16:40

doçura.jpg

 O parvo sonho de todo o homem…
para Rita Conde, amiga impagável, que me salvou o texto…


Não é simples escrever sobre a doçura de uma mulher, depois de ter escrito que as mulheres não gostam de nós. Sobretudo, pelos comentários que o meu ensaio recebeu, a maior parte de mulheres. Também não é simples por me parecer sentir nos meus ouvidos: caramba, este tipo parece gostar das melhores fêmeas. E não simples, porque no país machista em que vivemos, todo o homem com desejo libidinoso, gostaria de beijar esse corpo que escolhi entre várias imagens de mulheres belas. Mulheres que não falam, só se exibem e mostram as suas intimidades levemente escondidas por um pano, em frente de uma paisagem maravilhosa.
Se os meus sentimentos forem orientados pela libido que Freud tão bem estuda e analisa nos seus textos, por mim sempre citados como uma bíblia, o de 1906, Três ensaios sobre a sexualidade e o de 1923, O Ego e o Id, que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/freud_sigmund/essais_de_psychanalyse/Essai_3_moi_et_ca/moi_et_ca.html. Por os ter já comentado diversas vezes em anteriores ensaios, gostaria, apenas, de dizer, como Freud, que não é o sentimento libidinal o que orienta as nossas emoções. Não é a coxa nua da mulher da imagem, a que acorda os nossos sentimentos. Os nossos sentimentos são orientados pela companhia da mulher que acabamos por sentir ser a nossa companheira nas aventuras da vida.
Aventuras da vida que começam com num olhar, num ver profundo a alma dessa pessoa que começamos a amar, contínua pela criação dos rebentos da paixão e pela companhia até ao fim dos nossos dias dessa doçura de mulher.
Como defino esse conceito? Parece-me natural dizer que a doçura da mulher está depositada, primeiro, no peito que amamenta, depois no colo que agasalha, para continuar com a companhia do curar as primeiras infecções, até chegar o dia em que aparece outro ser estranho na família e nos arrebata, para seu bem-estar, para o bem-estar dos dois, ao fruto da doçura da mulher que nos apaixona.
A imagem inicial deste texto, é apenas resultado de uma mágoa com os homens que se pensam mais masculinos exibindo-se com uma mulher de aparência requintada, mas de quem nem sabemos como fala nem como pensa. Uma mulher erótica que o meu amigo Luís Moreira, denominara erotismo à rapidinha, conceito que me fez escrever este texto. Esse orgasmo de quinze minutos que começa por uma sedução rápida, um acariciar sem tempo, uma penetração desviante do amor e do sentimento de respeito pela sublimação do olhar nos olhos antes de atingir um orgasmo que não satisfaz nenhum, nem um nem o outro.
E se a mulher for doce porque trabalha, dorme pouco para acompanhar os trabalhos da pessoa querida, não exibe pernas nem é modelo pago pela glória de se prestar aos modelos de bens que vendem e vestem com roupas caras?
Eis porque denomino o sonho de todo o homem: uma mulher esculpida em carne e osso, pode até nem saber pensar na vida social, nos outros e na solidariedade, porque precisa de se manter elegante para ganhar a sua vida.
A doçura da mulher é o carinho que acompanha o homem e não procura mando nem desmando, apenas uma silenciosa colaboração que retribui sem se exibir.
A doçura da mulher, é o carinho que aprendemos da companhia frutífera, alegre e calma. É esse, no meu ver, o sonho de todo o homem… cumprido, respeitoso e duradouro, sem as rapidinhas que Luís Moreira critica no seu texto do dia dos namorados.

Raul Iturra
28 de Outubro de 2014.
lautaro@netcabo.pt

publicado por Luis Moreira às 16:16

Uma barraca de todo o tamanho. Confundir "fluxos de caixa" com o "montante de investimentos". Os subsídios comunitários são um bom assunto mas é preciso ler os dossiers e perceber da coisa. De outra maneira dá bronca e dá razão a António José Seguro quando acusava Costa de estar à janela da câmara à espera do momento ideal.

Marcelo Rebelo de Sousa também já aconselhou Costa a "fazer de morto" e pelo exemplo é capaz de ter razão, embora o intuito não fosse bem esse. É confortável estar como presidente da câmara e ao mesmo tempo ser candidato a primeiro ministro mas também é perigoso.  É que dar barracadas deste nível é o caminho mais curto para perder credibilidade. Logo a António Costa que há tantos anos anda a evitar problemas, em vez de os resolver, esmaga-os. É a táctica da jibóia de que Mário Soares é o lídimo representante. Abraça os adversários e depois engole-os. Mário Soares também não lia os dossiers e uma vez até ignorava se o empréstimo solicitado ao FMI era de milhares ou milhões de dólares.

Curiosamente o PCP sempre achou que a táctica que o PS ensaia com os comunistas "é o abraço de urso". Eu já tinha estranhado. Costa estava perigosamente enganado. No caso ainda bem que é ele o ignorante.

publicado por Luis Moreira às 00:24

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