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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Chegar ao topo da carreira e a uma remuneração base de 3 500 euros

Este governo não governa vai governando ao sabor das exigências de poderosas organizações de interesses.

Os professores não querem ser avaliados, eles cuja principal função é avaliar e fazem do passar do tempo a sua prioridade. Com o tempo chegam ao topo da carreira e a uma remuneração base de cerca de 3 500 euros. E querem convencer-nos que o seu(s) problema(s) são "o" problema.

Num país onde há tanta gente a viver mal mesmo trabalhando, o que temos é uma luta diária para abocanhar a "sua" parte do orçamento. PCP e BE andam numa luta desvairada a ver quem ergue a bandeira . Não dos trabalhadores que ganham miseravelmente mas dos professores. Compreende-se, são muitos e dão votos.

É verdade que António Costa está a ter o que merece - andou a vender as maiores vitórias do século - mas o país não aguenta muito tempo com orçamentos como o de 2018 . Tudo ou quase tudo o que nos levou à bancarrota está inscrito neste orçamento e a decisões iguais teremos resultados iguais. É fatal como o destino .

O próprio ministro das finanças avisa que não há folgas juntando-se a outros economistas e instituições . Requer-se prudência mas o que se vê é sindicalistas alucinados a exigirem, a ameaçarem, tocados pelos apoios partidários do governo.

Chegamos assim ao muito esperado. O governo dorme com o inimigo e cede em toda a linha também ele suspenso no tempo . PCP e BE pelos votos não conseguem legitimidade para impor a sua ideologia mas fazem-no pela chantagem política. O governo precisa deles.

E o Estado que falha nos incêndios, em Tancos, na legionella, que mantém o país na cauda do crescimento económico, que é incapaz de reduzir a dívida e que vai à boleia da Zona Euro nas coisas positivas, engorda novamente com mais pessoas, mais despesa e menos investimento.

O défice externo já é o segundo maior da Europa mas nisso ninguém fala. E a subida das taxas de juro são anunciadas cada vez com mais insistência . Mário Centeno procura ver-se livre deste pântano indo para a presidência do Eurogrupo.

Ao fim de apenas dois anos temos um governo a desfazer-se e um Estado a colapsar.

Em concreto este governo esconde-se no abstrato

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 Este governo abriu, honra lhe seja, uma nova forma de austeridade. Não acabou com a austeridade, longe disso, mas mudou-lhe a natureza.

Amortiza a dívida mas em contrapartida não paga aos fornecedores . Somos, logo a seguir à Grécia ( quem havia de ser) o Estado que mais tarde paga aos seus fornecedores. Assim também eu seria o Ronaldo das finanças...

E para quem não sabe ou não quer saber, mas eu digo na mesma, só esse atraso corresponde a pelo menos meio ponto percentual no crescimento da economia. Já para não falar nos mortos pela Legionella num Hospital público por falta de manutenção e limpeza .

Nas cantinas das escolas públicas ( 48 escolas já se queixaram) a alimentação é abaixo de cão, o Estado paga 1,10 Euros por aluno . Mas está bem de ver, nós temos um ministério que trata dos problemas dos professores e não da Educação e dos alunos. 

A Geringonça chegou de mansinho, sem nos dar conta, assentou e envolveu tudo e todos com o seu manto de silêncio. Ao fim de dois anos levantou e deixou ver o que encobriu. É da sua natureza.

A irresponsabilidade de dizer que a austeridade acabou

Se acabou então paga. É assim que raciocina quem viu o seus rendimentos diminuírem . Professores, enfermeiros, polícias, juízes, e todos os que pertencem à função pública . Todos os outros, os que ainda pagam o enorme aumento de impostos e não têm sindicatos que os defendam, amoucham .

Não há dinheiro, este foi o argumento de António Costa que deu margem para os seus parceiros do governo ameaçarem. "Mas houve dinheiro ( milhares de milhões) para os bancos." Esquecem-se é de dizer que para os bancos foi uma só vez enquanto para a função pública são Xmilhões no primeiro ano, 2Xmilhões no segundo e ... nXmilhões daqui para a eternidade . Para sempre .

É claro, há muito, que quem deita Portugal para a bancarrota ( já por três vezes em democracia) são os políticos, os banqueiros e os grandes empresários que sugam o Estado até ao tutano. Mas não são só eles. 

" Logo abaixo das nossas lastimáveis elites e da sua vocação para a corrupção, há uma série de corporações poderosas, mais a grande massa dos trabalhadores do Estado e dos reformados, que foi crescendo ao longo do tempo por boas e por más razões. Esse Estado, sem profundas reformas, é insustentável. Ele pode ser alimentado durante alguns anos através do crescimento da economia, mas à primeira mudança de ciclo económico o país vai outra vez ao charco. Não é uma questão de “se”. É uma questão de “quando”.

António Costa, o "habilidoso", tropeçou no virtuosismo e caminha rapidamente para um pedido de ajuda externo.

Basta ouvir as exigências de Jerónimo e Catarina .

Os lóbis enchem a rua a pedir o impossível

Daniel Bessa defende que já devíamos estar em superavit orçamental porque só assim seria possível começar a diminuir de forma sustentada a dívida publica.

Quando, e isso é inevitável, as taxas de juro subirem tem que haver folga orçamental para acomodar esse encargo. A queda dos juros que tem permitido a este governo consolidar as contas públicas não depende de nós . E quando a subida vier não podemos ter uma dívida nos 130% do PIB .

Uma subida nos juros por muito pequena que seja irá representar um encargo gigante para o Estado colocando em causa as contas públicas, ao mesmo tempo que atinge grande parte das famílias .

 Mário Centeno por duas vezes esta semana mandou avisos como se fosse Teodora Cardoso. Isso quer dizer que Centeno sabe coisas que nós não sabemos e será a causa de querer zarpar para o Eurogrupo. Quando a tempestade aparece no horizonte ou o pântano começa a encher todos fogem para Bruxelas e os exemplos são vários .

Centeno : " a situação orçamental portuguesa não permite pensar em "supostas folgas". É preciso "rigor", não é possível decidir com "miopia". "Temos de manter estes compromissos e não o fazer é colocar em causa o esforço dos portugueses". É que vem aí um "novo ciclo de taxas de juro mais elevadas" e não podemos chegar a esse momento sem ter a dívida a cair de forma sustentada".

Em vez disso os lóbis andam na rua a exigir o impossível .

PS : a partir de texto de João Vieira Pereira - Expresso

 

O PSD de bem com o governo e de mal com a esquerda ou ao contrário ?

O PSD vai deixar o problema da progressão das carreiras dos professores nas mãos do governo . E faz bem . O governo que se "desmerde" já que desta vez não tem como fugir .

De bem com o PS e de mal com o PCP e o BE  ou ao contrário ? Se quiser colocar o governo em dificuldades é colocar-se ao lado da extrema esquerda que está a guilhotinar o orçamento. PCP e BE sabem muito bem que não há folga orçamental . Se não há pão deem-lhes croissans, dizia a Austríaca em Versailhes quando o povo já se amotinava.

Claro que os dois partidos anti-Europa basicamente o que querem é testar até onde vai o governo no cumprimento das metas do Tratado Orçamental. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos porque ambos os partidos estão grávidos de saber que António Costa e Mário Centeno não afrontarão a União Europeia e a Zona Euro.

Vamos pois ter um 2018 e um 2019 com uma luta doméstica ( agressão?) . Penoso, estão todos atados de pés e mãos. O primeiro que ceder, abrindo uma crise governamental desaparece do mapa eleitoral .

Prejudicial, porque se até agora não tomaram decisão nenhuma relevante e estrutural a partir de agora o governo "vai ser uma espécie de mortos-vivos".

Até que eleições antecipadas ou não nos despertem do pesadelo.

Sondagem : continua a contagem descendente para a geringonça

A bem da verdade a contagem descendente já começou há um mês e continua agora em Novembro . Mas é descendente para todos os que se meteram na aventura de salvar a pele a António Costa. E o cheiro do poder fez o resto.

A direita sobe também pelo segundo mês o que mostra que aqueles eleitores livres que votam segundo o que lhes parece ser o interesse nacional , da mesma forma que há dois anos se passaram da direita para a esquerda estão agora a fazer o caminho inverso.

É preciso notar que nunca o PS e António Costa anunciaram aos eleitores que fariam uma coligação após eleições. Está para saber se o resultado seria outro e não inviabilizaria a solução encontrada nas costas dos eleitores. Mas os cidadãos já tinham percebido. A geringonça morreu hoje

A tendência na sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e para a SIC é clara: os principais partidos da ‘gerigonça’ recuam nas intenções de voto, enquanto os partidos da oposição ganham terreno. Já tinha sido assim em Outubro .

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 E, como, após tão nefasta e inglória coligação a sua repetição não acontecerá tão cedo (O PCP já disse que não e PS e BE não chegam à maioria e têm graves diferenças entre eles) a soma final que conta para formar governo já anda próxima dos 5%. Poucochinho, nada que um orçamento sem dinheiro e com graves desigualdades não resolva.

O país perdeu dois anos não executando as reformas estruturais sem as quais não sairemos "desta apagada e vil tristeza " 

A geringonça morreu hoje que a terra lhe seja pesada

A solidez da "solução conjunta" que governa o país nunca foi nenhuma e regeu-se sempre por razões partidárias e instrumentais e não por razões estratégicas e nacionais. Mete dó ver o PS com as calças na mão perante os extremistas com quem se coligou a pedir ao PSD para "ter sentido de estado" e não se juntar aos seus apoiantes.

O orçamento em discussão passou a certidão de óbito à geringonça após as autárquicas terem feito a autópsia e a União Europeia ter dado o cheque mate.

Isto, apesar de António Costa andar a cantar ossanas ao crescimento maior do século, ao défice menor dos últimos dez anos e ao menor desemprego .O primeiro ministro há muito que anda a dar "beijos da vida" a comunistas e bloquistas para tentar salvar a solução conjunta. Que nunca esteve viva e sempre passou a ideia de estar nos "cuidados continuados".

Como sempre se soube, para quem quer saber, comunistas e bloquistas não estão interessados num Portugal europeu, democrático e livre. Estão interessados no comunismo e vêem na União Europeia o seu grande inimigo.

Nunca esperei outra coisa, mais tarde ou mais cedo o que está a acontecer hoje na Assembleia da República só surpreende por ser tão cedo, ao fim de apenas dois anos, metade da legislatura.

Falta agora juntarem-se dois a dois, longe das vistas da população e separarem-se "de papel passado".

Quem congelou as carreiras foi um governo PS

As carreiras foram congeladas em 2010 e prosseguiram em 2011 por um governo do partido socialista. O actual governo do PS mantém o congelamento há dois anos pelo que adicionando chega-se à conclusão que metade do tempo do congelamento ( nove anos) é da responsabilidade de governos PS.

No PS, João Galamba admite que não é possível reconhecer “todo o tempo de serviço” dos funcionários públicos e fala na necessidade de “encontrar um mecanismo suficientemente dilatado no tempo para que, sem apagar o passado, não se comprometa o futuro”.

O socialista diz que há que “reconhecer essa dívida” que o Estado tem com essas carreiras que foram congeladas”, mas também reconhecer que “o país tem de ter finanças sólidas”.

"Muito do problema que agora se sente foi criado pelos senhores e pela expectativa que criaram que o problema era de fácil solução. Criaram expectativas a todos, de que era possível dar tudo. Estão a colher o que andaram a semear”, diz Duarte Marques do PSD.

Apenas com dois anos de governo temos aí as contradições insanáveis entre os partidos governamentais. Mariana Mortágua desafia Centeno a deixar a obsessão do défice, leia-se "vamos lá gastar mais dinheiro e romper com o Tratado Orçamental"

António Costa salvou a pele mas arranjou este arraial.

As tentações que Centeno teme e o mantêm agarrado ao leme

São os professores e também a GNR . Querem a contagem do tempo de congelamento e já em 2018. Mas o ministro das finanças diz que não há margem orçamental e teme as tentações de quem ou foi enganado ou está a aproveitar a debilidade do governo. Uma coisa é certa se Portugal não estivesse sob as orientações das regras de Bruxelas o país ía direitinho para um novo descontrolo das contas nacionais.

Mário Centeno está no Parlamento a lançar avisos de prudência para os seus apoiantes.

"Mais do que tirar partido da atual situação para discutir como utilizar supostas folgas, devemos entender que a estabilidade orçamental se consegue apenas com rigor e responsabilidade nas decisões públicas”, disse, acrescentando: “O país tem ainda um longo percurso a percorrer, incompatível com visões miópicas que se focam no amanhã próximo”.

Frisando que cabe ao governo apresentar e executar o orçamento , e à Assembleia da República apresentar alterações, Centeno avisou que propostas que ponham, em causa o rigor das contas públicas e o “esforço dos portugueses” que permitiu sair do Procedimento dos Défices Excessivos “não terão o apoio do Governo”.

Nesta altura PCP e BE deviam perguntar-se o que podem fazer pelo país e não o que o país pode fazer por eles.

Mas quanto a isso podemos esperar sentados : Militares e polícias juntam-se aos professores no pedido de contagem do tempo congelado.