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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo está com um problema raríssimo : a AutoEuropa

Vieira da Silva está num aperto nunca visto. Não consegue explicar o que se passou nem o seu envolvimento na Raríssima e a guerra sustentada pelos sindicatos da CGTP na AutoEuropa.

Após as demissões na Raríssima o foco volta-se agora para o ministro ex-vice-presidente da Assembleia Geral da instituição.

Da AutoEuropa chegam avisos muito sérios. É já a sede do Grupo VW que reafirma que não negociará o horário e não beneficiará a fábrica .

O que está a acontecer na AutoEuropa é um prejuízo que Costa não previu ou se previu passou-lhe por cima como cão em vinha vindimada. Depois dos acordos satisfeitos - devolver rendimentos - PCP e BE estão à solta para encontrar razões que expliquem a geringonça.

Como não há dinheiro para continuar com a devolução de rendimentos - veja-se o caso do descongelamento das carreiras - activa-se o sector sindical com ameaças de repetição da "greve histórica" nas palavras do dirigente sindical do sindicato afecto à CGTP.

O governo ainda não se envolveu nas negociações da AutoEuropa porque sabe que PCP e BE estão por detrás da agitação e vão colocar novas exigências. Quem está a pedir a todos os santinhos que administração e sindicatos cheguem a um acordo é o governo. Já percebeu que seja qual for a saída vai-lhe custar cara.

"O Governo, que além do mais se senta à mesa das negociações com os seus parceiros - PCP e BE -, já devia ter falado, desde logo com estes partidos, que estão por detrás da teia de dificuldade que está montada na Autoeuropa, e já os devia ter chamado à razão", afirmou Assunção Cristas.

Mas ainda não falou pois não ...

PS avisa professores e sindicatos ameaçam

PS avisa professores que não é possível repor o mundo como era há uns anos e a resposta é esta. A demissão do ministro e da secretária de estado. 

Para lá do descongelamento a pressão acentua-se por causa da municipalização das escolas, que trás proximidade e retira a centralização comunista do ministério. É esta a verdadeira razão, trocar uma coisa pela outra até porque não há dinheiro para pagar o que os professores exigem e outras organizações profissionais se perfilam a exigir o mesmo.

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O que é mau é nosso o que é bom caiu-nos no colo

Há boas notícias cujo mérito não é nosso .Como o crescimento da economia à custa do turismo e das exportações quando o governo apostava na procura interna.

Mas o que é mau e inquetante é todo nosso. Os mais recentes exemplos não enganam ninguém e a AutoEuropa é um pesadelo .

Apesar dos anúncios recorrentes de pagamentos antecipados (ainda ontem houve mais um), o monstro incontrolável da dívida continua a crescer e a consumir demasiados recursos.

O crédito para o consumo dispara e, como há alguns anos, os bancos praticamente impingem dinheiro aos seus clientes, incitando-os a gastar acima das suas possibilidades

Talvez não por acaso, as importações continuam a aumentar a um ritmo mais acelerado do que as exportações. Dados revelados ontem mostram que as importações no mês de outubro subiram mais de 21% em relação ao ano de 2016. Ora, parece uma evidência que, para uma economia ser sustentável, não pode gastar mais do que produz.

E ainda não chegámos ao Natal, com toda a sua avalanche de consumo! Na sexta-feira passada, em entrevista a este jornal, Francisco Louçã avisava que “vamo-nos aproximando de um novo colapso financeiro”.

E não me venham dizer que quem vê e aponta não é patriota. Quem o faz pratica uma forma de censura tão condenável como outra qualquer.

A nova "Zorrinho" não faz prever nada de bom

A nova secretária de Estado é casada com o eurodeputado do PS Carlos Zorrinho. Passou pela Administração Regional de Saúde do Alentejo e agora era presidente da Administração de Saúde de Lisboa.

O Bastonário da Ordem dos Médicos diz que a nomeação de Rosa Zurrinho, tendo em vista o que fez anteriormente " não faz prever nada de bom" .

Tudo começou por um inquérito onde há gente a mais do PS desde camaradas a familiares, o que não favorece muito a solução encontrada de ter mais um elemento da familia em lugar governamental.

Não sei se o Bastonário está a dar conta disso mesmo ou se não está convencido do mérito da senhora. Uma coisa é certa, a Ordem dos Médicos conhece muito bem todos estes funcionários que vivem à sombra do Ministério da Saúde.

Esperam-se outras demissões, mesmo que sejam por razões pessoais - o ex-secretário de Estado fez viagens com a ex-presidente da Raríssimas que também já pediu a demissão - para além de ser consultor. 

Entretanto, o governo já perdeu mais de 30% dos seus membros. Acerca do caso da Raríssimas, o bastonário Miguel Guimarães considera que as questões identificadas pela investigação jornalística devem ser “investigadas pelas autoridades a fundo”, mas considera que a situação “mostra o grau de envolvimento da política em muitas matérias que têm conflito de interesses”.

Já a Catarina Martins diz o mesmo sobre o envolvimento do PS nos negócios da energia.

 

Para já há uma demissão no governo faltam ainda umas tantas

Para já há seis arguidos constituídos com o desenvolvimento do inquérito aos incêndios . O governo tentou censurar o Prof. Xavier Viegas, ocultando parte do seu relatório mas o presidente da Comissão de Inquérito não foi na cantiga. Corajosamente publicou culpas negras e incompetências vergonhosas. Tudo o que o primeiro ministro  "não sabia."

No caso "Raríssimas" o actual ministro da Segurança Social ( aquela entrevista demitia qualquer um) andou por lá como vice-presidente mas nunca viu nada nem "sabe nada" . A mulher, deputada da nação, vai de viagem ( afirma que devolveu o dinheiro). É assim que se preenchem currículos, muitos cargos importantes mas sem responsabilidade e sem trabalho. E é claro "não sabe nada".

O secretário de Estado da Saúde, também foi consultor da "Raríssimas" recebendo 3 000 euros/mês enquanto ocupava outras funções. Pediu hoje a demissão mesmo não "sabendo nada".

O Estado é isto, um amontoado de gente sem "rei nem roque", sem avaliação e com salário fixo e progressão automática na carreira . Claro que há no Estado gente muito capaz e decente e é por isso mesmo que não é possível continuar com este conveniente " todos iguais todos medíocres".

Porque se o Estado não for escrutinado pelos contribuintes vai enchendo até rebentar. Aliás, os funcionários públicos deviam ser os primeiros a exigirem uma administração pública transparente e exigente consigo própria.

O que é que marca a diferença face às esquerdas ?

São os caminhos não são os objectivos e muito menos a natureza das pessoas . Entre o ser bom e o ser mau para os outros. Entre dois wisquies e um arroto e uma tirada sobre a justiça social.

Ser ministro há vários anos e a sua principal defesa é "não saber nada" não é de esquerda nem é de direita. É cobardia. Entre o roubo da "Raríssimas" e as mortes dos incêndios está o Estado e os seus serviços que não funcionam. Indigência, incompetência, entrar às nove e sair às cinco . Todos iguais todos medíocres.

"Onde a esquerda nos prepara para viver protegidos do mundo global e competitivo, nós ambicionamos vencer nesse mundo. Onde a esquerda receia a inovação e a mudança, nós aceitamo-las com abertura. Onde a esquerda desconfia da iniciativa, nós confiamos em quem quer subir na vida. Onde a esquerda limita a liberdade individual e empresarial, nós queremos alargar a liberdade de cada um escolher o seu projecto de vida. Onde a esquerda pede à Europa de Centeno que se resolva e que aprove mais regulação, nós exigimos à Europa que acabe com tanta regulação. Onde a esquerda olha para os serviços públicos como dogmas de funcionalismo público, nós queremos aperfeiçoá-los em benefício dos utentes. Onde a esquerda apregoa o igualitarismo e o facilitismo, nós pugnamos pela igualdade de oportunidades e pela exigência. Onde a esquerda descura a negociação de directivas, nós não queremos o Governo a importar mais burocracia. Onde a esquerda defende mais Estado, nós queremos um Estado mais justo.

O que nos diferencia das esquerdas é precisamente esta ideia de abertura à mudança, porque a grande questão do nosso tempo é precisamente esta: como reagimos à mudança? Com abertura ou com medo? A nossa aspiração deve ser a de um país aberto ao mundo, a de uma sociedade aberta ao novo, a de uma economia aberta à concorrência, na convicção de que só uma atitude de abertura nos permitirá vencer, crescer, num planeta mais competitivo e global. Não podemos ser espectadores receosos da mudança, temos de ser líderes nesse processo, processo que a Europa (de que Centeno será um rosto) tem vindo a perder para a América e a Ásia. 

AutoEuropa avança unilateralmente com novo horário legal

E uma das principais reivindicações dos trabalhadores, pagar o trabalho aos sábados em 100% e com mais 25% se forem cumpridos os objectivos propostos.

São sete as condições que a fábrica vai impor a partir de Janeiro.

A Autoeuropa comunicou aos seus 5.500 trabalhadores os novos horários para 2018 que incluem o trabalho ao sábado, com este dia a ser pago a dobrar. Com esta decisão, a fábrica de Palmela quer atingir a meta de produção de 240 mil automóveis no próximo ano.

"Embora tenham sido expressas muitas opiniões diferentes nas várias reuniões, entendemos que a maioria dos colaboradores está comprometida com o cumprimento do programa de produção do próximo ano", refere a empresa em comunicado enviado aos trabalhadores.

Agora se os trabalhadores resistirem aos cantos de sereia da CGTP e seguirem a Comissão de Trabalhadores a AutoEuropa vai cumprir o plano de produção na base do qual ganhou o concurso interno para a produção do novo modelo T-ROC . Se assim não for resta a guerra das greves e a deslocação da fábrica.

Com milhares de trabalhadores envolvidos e dezenas de fábricas fornecedoras prejudicadas. Assim o estalinista e efeminado sindicalista e seus próceres se mantenha afastado das conversações com a administração.

Tirar aos pobres ( Santa Casa) para dar aos ricos ( Montepio)

200 MILHÕES DA SANTA CASA
PARA O MONTEPIO
Segundo afirmou o Senhor Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, Dr. Edmundo Martinho, pessoa que respeito e que tenho como competente, no princípio do próximo ano vai verificar-se a entrada da Santa Casa no capital do Montepio, com 200 milhões de euros.
A solidez financeira do Montepio tem sido objecto de muitas dúvidas e a necessidade de recorrer a capitais da Santa Casa, significa que haveria poucos interessados em arriscar os seus capitais nesta instituição de crédito.
O Banco de Portugal e o Governo são parcos em libertar informação sobre a real situação do Montepio, mas não é plausível que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa despertasse do "pé-prá-mão" interesse pela Banca sem um empurrãozinho do governo.
Vamos ver se o Estado, que somos todos nós contribuintes, não vai ser chamado, daqui a uns tempos, a compensar este investimento no Montepio."

Literalmente tirar aos pobres para dar aos ricos