as autoestradas da informação

03
Mar 15

Andar a vasculhar o passado de Passos Coelho e não conseguirem encontrar mais nada do que tem sido notícia só prova que o primeiro ministro é um homem sério. É que nestes casos de incumprimento por parte de políticos o tamanho conta.

O mesmo se diga de António Costa. Nenhum deles é ( alguém será? ) isento de erros e falhas mas, se compararmos com os milhões e milhões que desaparecem, estamos perante gente séria.

Os mesmos que defendem actores de cenas macabras, com gente que há meia dúzia de anos andava com uma mão à frente e outra atrás e, agora, tem tanto dinheiro que não consegue escondê-lo, aparecem por estes dias muito indignados. Querem saber toda a verdade. Vão tê-la. Tenham paciência a Justiça é lenta mas faz o seu caminho.

 

publicado por Luis Moreira às 21:54

O então ministro da Justiça teve vários lapsos que o favoreceram. “Em que ficamos? O primeiro empréstimo foi contraído afinal para obras ou para a compra de casa? A diferença é obviamente relevante: caso os 9 mil contos tivessem sido aplicados na compra de casa e não em obras, o ministro devia ter pago a sisa que não pagou em 1990 por, então, o limite de isenção ser apenas de 6 mil contos”, escrevia o Tal&Qual.

É claro que tal e qual Passos Coelho, António Costa de imediato pagou e regularizou as situações logo que o "senhor jornalista" o colocou perante os factos.

E é isto, procuram-se "virgens" para concorrer a primeiro ministro.

 

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publicado por Luis Moreira às 16:28

O desconto para a Segurança Social não é um imposto. Se alguém não pagar um imposto tem um ganho. Na Segurança Social não é assim. Não descontando, a sua reforma é menor. Ganha no imediato mas perde no longo prazo. É uma questão que todos os que trabalham conhecem.

Há muitos pensionistas que se lamentam porque foram no conto da carochinha. Para a entidade patronal, deixar de pagar 23,5%, é um ganho, mas para o trabalhador é um prejuízo. A pensão era calculada sobre os melhores dez anos dos últimos quinze o que dava margem para grossas batotas. Agora a pensão é calculada sobre todo o tempo de descontos. Quem desconta menos recebe menos. Fraco negócio.

Havia a questão da sobreposição do desconto para quem trabalhava por conta de outrem e, paralelamente, tinha uma actividade a recibos verdes.  Bastava descontar na actividade por conta de outrem.

E havia os prémios, as comissões de vendas e outros pagamentos para além do salário sobre os quais raros descontavam para a Segurança Social.

Antes de se chegar a primeiro ministro há uma vida igual a todas as outras. Com falhas e imperfeições. O que nos interessa a nós contribuintes é saber se o político entra pobre e sai milionário. O que em Portugal é frequente e todos conhecemos muita gente nessas condições.

É cada vez mais evidente que a vida dos políticos devia ser objecto de escrutínio pela Assembleia da República antes de tomarem posse como governantes. De outra forma andamos todos a discutir o acessório e esquecemos o fundamental. E aquelas sondagens tão apertadas fazem o resto.

 

publicado por Luis Moreira às 15:15

02
Mar 15

É um virar de página na economia. As exportações passaram de cerca 28% do PIB para 40%. Pela primeira vez em setenta anos o saldo externo é positivo.

Não há outra forma de sustentar financeiramente o estado social. Pedir emprestado lá fora e cá dentro para fazer obras públicas que, por natureza, oferecem trabalho precário, leva-nos ciclicamente à bancarrota. Já vamos em três, chega!

É, claro, que as obras públicas são necessárias mas é preciso saber qual é o seu custo/beneficio. E sem agricultura, indústria, pescas e serviços não há como pagar as obras públicas. Nenhum país consegue manter-se competitivo com o estado a gastar 50% da riqueza criada. Não é uma opinião é uma constatação.

"Creio que a economia portuguesa está a viver um momento de viragem, que terá confirmação em 2015 e que se traduzirá, eu espero, num sentimento mais positivo também na vida das pessoas ao longo deste ano, com uma recuperação do emprego e uma melhoria gradual do rendimento das pessoas", afirmou o Ministro da Economia.

publicado por Luis Moreira às 23:29

Novo contrato ou novo resgate ? Chamem-lhe o que quiserem mas fala-se que aos 243 mil milhões já emprestados pelos países europeus estão a ser reunidos mais 50 mil milhões. E são os países europeus que emprestam incluindo os países em dificuldades.

Em entrevista divulgada esta manhã pela Bloomberg, o comissário dos Assuntos Económicos Pierre Moscovici dizia, por seu turno, que a Europa dispõe de instrumentos para continuar a apoiar a Grécia até que esta consiga voltar a financiar-se de forma autónoma nos mercados - cenário que se tornou mais distante após os investidores e depositantes terem fugido do país, em resultado da incerteza sobre o rumo do país. "Temos tempo para estabelecer o que será o próximo passo, o próximo acordo - alguns podem chamar-lhe novo programa, outros podem chamar-lhe novo contrato, e ainda temos a opção de uma linha cautelar", afirmou Moscovici.

E a razão próxima são os 11,3 mil milhões que a Grécia tem que pagar já em Março.

 

publicado por Luis Moreira às 21:31

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Eu não gosto de entrar nestas guerras porque sei bem que as pessoas antes de chegarem a certos lugares políticos tiveram uma vida . E também sei que estas notícias são reveladas por encomenda jornalística. Um dia destes só vai para a política quem viveu num mosteiro ou quem nunca fez nada na vida. Bem, no último caso já estamos perto.

Agora temos aí a "notícia" que Passos Coelho não pagou cerca de 2000 euros à Segurança Social. Dois mil euros?

PS : foto tirada do Insurgente

 

publicado por Luis Moreira às 15:18

Em 2014 as empresas desalavancaram o seu crédito num montante nunca visto. O pagamento de créditos, principalmente à banca, dá espaço para que as empresas possam com mais facilidade obter novos empréstimos para assegurar a sua actividade.

"...A responsável do BPI acrescenta que há “sinais positivos no mercado de crédito, pois os prémios de risco cobrados pela banca começam a estreitar, alimentando uma envolvente financeira mais favorável, potenciadora de mais crescimento e emprego"

De acordo com Paula Carvalho, neste momento já se “está a começar a assistir a um desagravamento e a uma alteração da tendência” de aperto no financiamento às empresas. “Veja-se o crédito às empresas exportadoras que continua a aumentar”.

Tradicionalmente, destaca o relatório da Comissão Europeia, as Pequenas e Médias Empresas (PME) “desempenham um papel muito mais importante na economia portuguesa do que nos outros países da União Europeia” e são “as empresas mais vulneráveis”. Os dados apresentados pela Comissão Europeia mostram que, no caso das microempresas, estas representam 95,4% do total das empresas nacionais (quando a média na UE é de 92,4%) e são responsáveis por 42,8% dos postos de trabalho (contra 29,1% da UE).

publicado por Luis Moreira às 14:53

01
Mar 15

O alucinado Mário Nogueira diz que a descentralização para os municípios de competências na educação "é um perigo" , não diz é que o perigo é  para ele e para a sua central sindical. Mas é muito bom para uma maior autonomia das escolas e para uma maior proximidade com os problemas que afectam os alunos.

É bem sabido que para o Nogueira e seus camaradas os alunos são "danos colaterais", importam pouco. Importante é ter na mão os professores e influenciar, como têm feito há quarenta anos, a gestão do processo de ensino . Desde o que se ensina até à colocação dos professores, passando pela (não) avaliação dos resultados. A outra face da moeda dos burocratas que controlam as escolas a partir da 5 de Outubro.

Quando dizemos que o processo de municipalização cria potencialidades fortes para a privatização do ensino, isto não é nem uma ficção nem estamos a falar de privatizar a cantina ou o bar. Estamos a falar da entrega dos alunos e das turmas aos operadores privados", defendeu Mário Nogueira.

Era realmente bom que assim fosse. Entregar os alunos às boas escolas sejam elas públicas ou privadas. E as famílias terem o direito de escolha.

 

publicado por Luis Moreira às 21:00

Parece que o «internacionalismo proletário» está de volta, em todo o seu esplendor. Os saudosos do império russo vermelho afogam suas mágoas no sr. Putin e na política nazi de anexação de países independentes e soberanos. Falam da Finlândia, no caso da Ucrânia, e esquecem o calvário finlandês. Mas, na moda mesmo, está a Grécia de Tsipras e Varoufakis. Ajudar a Grécia, no entender dos nossos e novos internacionalistas, é expirar as mágoas internas dos partidos «do povo», os que o dito povo reduz, em cada ato eleitoral, a menos de 10 por cento. Temos um cacharolete de forças radicais de extrema-esquerda no poder em Atenas - 35 por cento dos votos, dos quais uma parte 'roubada' a um Pasok arrastado pela austeridade - e animada pelo populismo de promessas fáceis e inatingíveis. E temos um governo grego que, no meio de uma batalha com a UE e os credores, transforma derrotas em vitórias, para consumo interno, e radicaliza a sua propaganda construindo inimigos externos. Como D. Quixote fazia com «los molinos de viento». Os nossos syrizas adoram discursos radicais, embora pouco lendo Cervantes. Exigem do governo português - mesmo antes do lamentável discurso chavista do Tsipras - que defenda interesses alheios e esqueça os nossos. Tsipras, como não pode, por agora, zurzir os alemães - de quem depende para pagar salários e pensões e juros - montou um palanque ibérico para inventar um inimigo fácil, técnica conhecida de propaganda. E zurzir espanhóis e portugueses. E assim os nossos miguéis de vasconcelos viraram todos gregos. Antes, já haviam sido venezuelanos, cubanos, chilenos, vietnamitas, chineses ou soviéticos (da Rússia/Urss). A História mostrou-lhes como acabou tudo isso que adoraram. Mas eles não aprenderam nada, não viram nada, não ouviram nada. Continuam prisioneiros das suas frustrações, das suas crenças (crendices), das suas utopias. À margem da História, julgando-se dentro. No caso grego, nem sabem ler e interpretar o que o leem. Recusam ser inteligentes, por preconceito ideológico. São jihadistas mentais. Masoquistas da alma, que não do corpo (querem viver bem, sempre!, seja por conta de quem for). Acham que o mais importante é a Grécia não pagar as suas dívidas, à custa dos outros povos europeus. À custa, tambem, do nosso povo. O mundo deles morreu ou está caminhando para outro lado, que não o deles, mas eles nem sabem. São como o soldado do passo trocado e que acha que o resto do pelotão é que está desacertando. Paz à sua alma.

publicado por Luis Moreira às 18:00

Nesta discussão que domina a opinião pública europeia desde que o Syriza chegou ao governo na Grécia e o Podemos lidera as sondagens em Espanha os partidos comunistas desapareceram em combate.

Para os comunistas, os partidos à sua direita, seguem políticas de direita, capitalistas e imperialistas. Os partidos à sua esquerda são grupelhos pseudo revolucionários. Enquanto isso, vão desaparecendo e o PCP mantém-se amarrado ao mastro dos 10% de votos que a população lhe atribui. E às greves das empresas públicas.

No que diz respeito ao PCP auto excluiu-se das discussões que marcam o nosso tempo. As suas posições são as de há 40 anos como se o mundo não rodasse. Estão prontos para assumirem responsabilidades governativas como assumem responsabilidades autárquicas mas, não entendem porque o povo os elege no campo autárquico e os afasta no campo governativo. O mesmo povo tem razão nas eleições autárquicas mas é manipulado nas eleições legislativas burguesas.

Não aceitam sequer fazer parte da solução lançando pontes de entendimento com os partidos mais chegados sob o ponto de vista ideológico. O Syriza chamou para a coligação um partido de extrema direita desprezando o contributo dos comunistas .

Por cá estão em congresso com o Comité Central a apresentar as suas conclusões e os camaradas a aprovar de braço no ar. O que o mundo discute não entra naquele pavilhão.

 

 

 

 

 

publicado por Luis Moreira às 15:47

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