as autoestradas da informação

23
Mai 15

Cresce a economia desce o desemprego. É positivo e natural. O número de desempregados registados nos centros de emprego desceu 2,9% em abril, em relação a março, e 14,2% face a abril de 2014, totalizando 573.382, divulgou na sexta-feira o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
De acordo com os dados mensais do desemprego divulgados pelo IEFP, o número de desempregados em abril baixou 17.223 relativamente ao mês anterior e caiu 94.641 relativamente ao mesmo mês do ano anterior.
A diminuição homóloga de desempregados inscritos nos centros de emprego ocorreu em todas as regiões do país, mas com maior incidência no Algarve (menos 17,3%).

publicado por Luis Moreira às 01:05

22
Mai 15

PS propõe que os investimentos plurianuais passem a precisar do apoio de 2/3 da Assembleia da República. É uma proposta fundamental num país onde o vício da despesa pública tem arrastado o país para situações financeiras delicadas e para níveis de arrecadação de impostos incomportáveis.

Claro que os partidos estatistas - PC e BE - já vieram dizer que estão contra. Tudo o que pressione a sociedade civil  e tudo o que torne o estado cada vez mais sufocante é, para estes partidos, bem vindo.

Mas até o PS já reconhece que o caminho chegou ao fim. Sem critérios de rigor e de custo/benefício bem definidos o investimento público continuará a encher o país de elefantes brancos . Resolve de vez a nossa endémica tendência para avançar com projectos faraónicos, “obras de regime” que rapidamente se tornam um fardo sem sentido para os bolsos dos contribuintes? Não, basta ver como o "centrão" se entendeu na construção dos estádios de futebol, hoje às moscas e, como o TGV e o Novo Aeroporto só não seguiram  em frente por absoluta falta de dinheiro.

Mas é um grandes contributo do PS .

publicado por Luis Moreira às 11:45

21
Mai 15

São perigosos e o PS bem o sabe e daí os  avanços e recúos. "

Na lista de 21 "causas" apresentadas esta quarta-feira pelo PS, no Largo do Rato, destaca-se uma omissão: a proposta para a redução da taxa social única a cargo dos trabalhadores, uma das ideias mais polémicas do relatório apresentado pelos doze economistas ligado ao PS, em Abril.

A descida da taxa social única (TSU) a cargo das empresas, proposta pelos peritos do PS, vai ficar dependente da garantia de que as fontes alternativas de receita cobrem o buraco orçamental. Esta é a solução de compromisso que o PS encontrou para manter a proposta, que era uma das que gerou desconforto no partido.

Paulo Portas avisa : "Já não bastava um rombo de 13 mil milhões de euros nas contribuições para a Segurança Social que, no nosso sistema que é de repartição são as contribuições dos trabalhadores de hoje que pagam as pensões de hoje, agora há outra ideia, outra experiência, que é ir buscar ao pé de meia da Segurança Social (...) que é o Fundo de Estabilidade da Segurança Social, 1.400 milhões para a Reabilitação Urbana, onde aliás os critérios de rendibilidade têm que se lhe diga" .

António Costa tem que tomar uma decisão quanto a esta questão. Vai lá buscar o dinheiro ou não ? E se não, como é que paga a devolução mais rápida de pensões e salários ? E se sim, como é que cobre o colossal arrombo ?

publicado por Luis Moreira às 22:04

Mas Portugal continua a ser dos países mais pobres e mais desiguais da OCDE.

Portugal surge, assim, no relatório como o nono país mais desigual entre os 34 da OCDE, acima do índice médio destes países, que é de 0,315. Os 10% da população portuguesa mais rica concentravam 25,9% da riqueza, enquanto os 10% da população mais pobre tinham 2,6%. O grosso da riqueza (63%) concentrava-se nos 40% da população.

Há muito para fazer mas não podemos deita fora o menino com a água do banho

publicado por Luis Moreira às 19:35

Entre revisões em baixa e em alta a economia cresce, isso é certo. E com a economia a crescer muita surpresa  pode acontecer como aponta aqui o Citygroup :

Na nota de análise o Citigroup realça ainda que as sondagens têm apontado para o PS ganhe as eleições, que vão ocorrer este ano. Sendo que "um grande número de indecisos e as melhorias das perspectivas económicas pode, contudo, deixar espaço a algumas surpresas eleitorais" o que, na perspectiva desta casa de investimento favoreceria o actual governo de coligação. 

BdP confirma : O indicador coincidente da actividade económica registou um aumento de 0,8%, em Abril, o que representa o maior crescimento desde Junho de 2014, de acordo com o Banco de Portugal. Este é assim o segundo mês consecutivo de aumento deste indicador, tendo estabilizado em Fevereiro, depois de cinco meses de queda.

Se tudo for suportado por crescimento do emprego é ouro sobre azul.

publicado por Luis Moreira às 15:44

Está como estava há quatro anos quando as suas políticas levaram o país à bancarrota. Teodora Cardoso é que tem opinião diferente :"

Criticando essas mesmas propostas, afirma sem contemplações que “simples políticas de estímulo à procura, avaliadas estritamente pelo seu impacto de curto prazo, já demonstraram a sua ineficácia: não só não garantiram o crescimento da produtividade e a competitividade da economia, como, ao aumentarem o peso do endividamento, público e privado, comprometeram o seu crescimento”. E continua, ainda falando do mesmo documento: foi “por ter levado longe demais o estímulo orçamental à procura” que “Portugal perdeu competitividade e capacidade autónoma de financiamento da dívida, predominantemente externa, e só poderá retomá-la quando os credores acreditarem que a necessária transformação está em curso”.

Ferro Rodrigues afirmou no Parlamento que está como estava. Não muda. Mas há bom remédio. Muda o país.

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publicado por Luis Moreira às 11:49

20
Mai 15

OBSERVADOR, ANO UM
O aparecimento do Observador foi, a meu ver, o acontecimento mais relevante nos média portugueses, neste século. E, não apenas no panorama dos média, também no da democracia e no do debate democrático. O jornal on-line foi o primeiro fundado sem a herança dos compromissos que se seguiram ao 25Abril - os de uma imprensa e televisões 'independentes' e teoricamente neutras mas que apoiou, multiplicou e sedimentou - também no sistema de comunicação social - um pensamento dominante, o resultante do domínio da esquerda socialista e marxista (escrevi socialista e não social democrata). Até então, era(é) de moda os média 'serem' ou parecerem 'independentes', i.e., serem ou parecerem editorialmente híbridos. Refletir, inclinadamente, a combinação esquerdas socialistas/centro-direita, o que dava óbvias vantagens às esquerdas (muitas) - mais e melhor instaladas, nas redações e nas áreas de opinião. Ao contrário da maioria dos países democráticos europeus - onde
a orientação dos média é clara, a bem da democracia e da verdade - este hibridismo português forjou uma mentira: a da neutralidade 'independente'. Sem pôr em questão a honestidade dos jornalistas (nomeadamente na área noticiosa), esse hibridismo mais não fez que o permitir passar as mensagens do pensamento dominante, socialista e marxista, em (quase) todos os veículos e impedir a limpidez da linha editorial. Qualquer 'ostracização' dos arautos do pensamento dominante era apresentado como 'demonstrativo' da falta de 'pluralismo'. Confundindo-se (e confundindo os leitores) abertura e debate democráticos com a presença obrigatória e constante, nos conteúdos de cada um dos média, e nomeadamente nas áreas de opinião, de todo o pensamento político onde há formação e sedimentação ideológica do pensamento socialista e marxista dominante. O Observador veio romper esse círculo vicioso. O 'jornal' situa-se com clareza - escolheu situar-se - na área não marxista, sem deixar de praticar o princípio da independência, do rigor e da fiabilidade noticiosos. E, com isso, enriqueceu o debate democrático, separando as águas e oxigenando-as ideologicamente. Eis que, na área não marxista, aparece por fim um pensamento culto, inteligente e alternativo - espelhado na sua rica e diversa opinião. Multiplicando, amplificando e sedimentando outras visões e outros caminhos para a sociedade portuguesa. O Observador é, na verdade, o jornal multimédia de uma outra geração, a da democracia e dos democratas não socialistas. Que olha com diferentes olhos para o passado e para o futuro. Isto é, uma metade do país passou a ter voz e pensamento autónomos, sem ser filtrada pela outra metade - a do pensamento dominante.

publicado por Luis Moreira às 21:00

Afinal, os socialistas não se comprometem com prazos para acabar com a sobretaxa no IRS. E também já não é líquido que baixem a TSU para as empresas. As grandes obras públicas terão de ser aprovadas por 2/3 dos deputados e as alterações nos impostos só poderão acontecer uma vez por legislatura. São as 'últimas' do programa eleitoral do PS. (Expresso) Se há colagem que se tem feito à governação socialista – alimentada, é verdade, pelo estado das contas públicas em 2011 – é que o partido sempre que passa pelo poder deixa o Estado depenado. E sempre ao sabor das grandes obras públicas e dos investimentos sem retorno.(Expresso)

Mas é preciso não esquecer que o que foi hoje apresentado pelo PS é um "projecto" de programa de governo, pode mudar muito ao sabor das opiniões e das críticas já nas próximas semanas. Já andou perto do Syriza depois de abraçar Hollande e não sai do projecto que dá margem para recuo.

Para quem anda há três anos a exigir eleições antecipadas é curto, muito curto, mas é melhor que nada.

 

publicado por Luis Moreira às 19:27

Mário Ferreira, o empresário do Douro Azul, viu um negócio onde o governo dos Açores e os Estaleiros de Viana do Castelo tinham um prejuízo de milhões. Comprou o Atlântida e a seguir encontrou várias oportunidades para colocar o navio a operar e a ganhar dinheiro.

Vendeu-o para a Noruega pelo dobro do preço que pagou aos ENVC. Esta é a diferença entre o empresário que conhece o negócio e as instituições do estado que o desconhecem de todo.

Ainda na mesma ocasião, a empresa anunciava que a "Douro Azul tem assim em carteira vários desafios e alternativas válidos para o Atlântida para operar em águas internacionais, seja numa operação típica de ferry, seja no apoio a plataformas petrolíferas".

É uma tragédia económica o governo meter-se em actividades para as quais não tem nenhuma aptidão.

atlantida.jpg

 

publicado por Luis Moreira às 11:15

19
Mai 15

António Costa defende os Vistos Gold como instrumento eficaz para captar investimento estrangeiro e orientá-lo para a reabilitação urbana.  No caso da rede associada aos Vistos Gold houve logo quem quisesse deitar fora o menino com a água do banho. Não se fazia a coisa por menos. Lavagem de dinheiro. Claro que há imensos países com esta medida mas nesses serve, cá é que não.

O secretário-geral do PS prometeu hoje apostar na reabilitação urbana e considerou que os Vistos Gold são um instrumento importante para manter uma política estável de captação de investimento estrangeiro.

Depois de assente a poeira a realidade impõe-se. Os Vistos Gold desbloquearam a situação das empresas de imobiliário e, agora, esgotado o stock, chegou a vez da reabilitação urbana. 

Eles falam, falam, mas a caravana passa.

publicado por Luis Moreira às 22:11

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