as autoestradas da informação

20
Ago 14

Leo o restante artigo aqui - http://pensamentoliberalelibertario.blogspot.pt/2014/07/a-escola-publica-os-alunos-e-o-futuro.html.

Enquanto que outros países perceberam já que é introduzindo concorrência no sistema - concorrência entre público e privado e entre escolas do próprio sector público -, no nosso canto à beira-mar plantado insiste-se na manutenção de uma estrutura monolítica que está a roubar, sem que ninguém se aperceba, o futuro do País. Enquanto que noutras paragens se não confunde direito ao ensino com ensino fornecido pelo próprio Estado através de escolas Estatais, entre nós continua-se a chamar todos os nomes e mais alguns àqueles que só querem colocar os filhos na escola que mais garantias lhe dê, sem pagar mais do que já paga para o sistema público que financia com os seus impostos: seria o cheque-ensino. Tudo isto tarda em ser discutido com rigor, com verdade, com lealdade. Tudo isto tarda em ser aplicado, não porque não se saiba que iria melhorar o ensino, mas porque se acha que iria ser difícil consegui-lo.

publicado por Luis Moreira às 11:35

19
Ago 14

Como é costume este poste do Insurgente vai pôr sindicatos e alguns professores a insultar tudo e todos. Mas gráficos são gráficos e números são números. E a fonte é credível.

A melhor forma de manter estas informações afastadas da comunicação social e dos pais é controlar as escolas ( todas públicas ) e  co-governar o ministério da Educação centralizado e sindicalizado. A estratégia é velha como o mundo. Nas escolas não entra mais ninguém, nem a nível de gestão, do que professores. Não há separação das duas vertentes que formatam qualquer organização. A "direcção estratégica e a "direcção operacional". É como se nos hospitais a administração fosse constituída só por médicos ou nos clubes de futebol fossem todos jogadores incluindo o presidente da direcção. 

Os contribuintes pagam. Os resultados podem ser os que quisermos. Os alunos são maus e são oriundos de ambientes pobres. Nada a fazer. Comparar com outras escolas com modelos de gestão diversos é um crime que os tais alunos maus não merecem. Financie-se pois, a escola pública seja boa ou má. Não havendo comparação nem avaliações nem rankings ninguém dá por nada. Os alunos ricos vão continuar nas boas escolas privadas; os alunos remediados nas boas escolas públicas; os alunos pobres nas más escolas públicas. Evita-se assim essa perigosa "criação de oportunidades" que leva os pobres a aceder às classes sociais mais elevadas. Para haver luta de classes tem, antes de tudo, de haver classes sociais. Não pode ser a escola pública a acabar com os pobres.

publicado por Luis Moreira às 22:19

Em resposta ao poste: Desde o ínicio do ano que 101 000 tentaram entrar clandestinamente na UE

  

Isso é assunto quase tabu - quanto a mim um grave erro. Alias, por isso mesmo, é que os resultados das extremas foram tão expressivos. Não me parece que o "racismo" seja o factor principal, não é, nem parece que de repente as pessoas votaram porque querem expulsões ou linchamentos (como alguns alarmistas por ai advogam), elas querem é ser ouvidas por alguém, e esse alguém que adaptou a mensagem ao votante, cresceu. O que se passa essencialmente é que partidos nacionais e políticas europeias sistematicamente ignoram os sinais dos comuns cidadãos. Estes apesar da boa vontade de com os seus impostos proporcionar políticas sociais de integração, vêem a engrenagem social, de trabalho, cidadania e pagamento de impostos a ser sabotada por uma imensidão de emigrantes, que devido à sua origem, valores, dificuldade na percepção da vivência em sociedade de algumas culturas, vão minando o sistema. Muitos têm origem em países muito pobres, em guerra, em que a lei da bala impera, a sobrevivência é diária e a ausência de valores ocidentais é real. Muitos são órfãos de pais e mãe e têm zero noção de justiça, Estado, etc. Este cocktail servido em doses massivas é, por mais que os Estados se esforcem, demasiado complexo para ser desmontado e lentamente processado pacificamente. Os desequilíbrios são notórios, como os focos de violência e crime que temos assistido nos países escandinavos, não que se possa imputar à emigração esse estigma, mas a toda a situação que esta traz na bagagem. Muitas das sociedades europeias não estão preparadas para este tipo de desafios, carecendo de políticas e leis de enquadramento, que ao serem feitas e moldadas para um tipo de participação, falham e são exploradas noutros intentos.

publicado por Luis Moreira às 16:02

Em 40 anos já vamos em três (3) bancarrotas coisa única nos países europeus. Este facto devía-nos fazer pensar que algo está muito mal no modelo social-económico-político que construímos. Não sou dos que pensam que estes 40 anos foram anos perdidos. Bem pelo contrário. Portugal é um país de sucesso, basta comparar com o "antes". Deixamos de ser um país pobre, com gente analfabeta e com um milhão de emigrantes só nos "bondvilles" na periferia de Paris o que, fazia desta cidade, a segunda  com  mais portugueses depois de Lisboa.

Mas há quem não queira ver que o modelo não só não chega aos 10% mais pobres como soçobra ciclicamente. Que é a forma mais eficaz de empobrecer. O melhor exemplo, ou um dos bons exemplos pode ser este. Quando em 1983 o FMI foi chamado, o "buraco" a tratar representava 5% do PIB de então. Agora, em 2011, o buraco a tratar representava 50% do PIB. Dez vezes mais. Isto mostra que o país não aprendeu nada com as experiências anteriores. A situação actual é o resultado de uma total irresponsabilidade de muitos que trataram o país "como se não houvesse amanhã".

Fogem das contas como o diabo da cruz. Durante três anos não apresentaram proposta nenhuma credível. Continuam impávidos a defenderem que a solução está no crescimento da economia. Como se o crescimento da economia, que não cresceu nos últimos 15 anos, vá agora, por milagre, começar a crescer já amanhã. Porque é para amanhã que o país precisa que cresça.

O que se passa com a sempre desautorizada reforma da Segurança Social é outro exemplo do que pensa a desvairada gente.

 

publicado por Luis Moreira às 02:37

18
Ago 14

Desde Janeiro que mais de 100 000 pessoas (homens, mulheres e crianças)  tentaram entrar na UE fugindo à miséria. Milhares deles morreram afogados. É uma tragédia humanitária difícil de resolver. Por um lado, fechar completamente as fronteiras e manter leis demasiado restritivas, não impedem a tentativa desesperada. Por outro, abrir completamente as fronteiras, é dar esperança a milhares de seres humanos que os países europeus não podem cumprir. É necessário que a UE, no seu conjunto, faça uma gestão global por forma a acolher os imigrantes de que necessita. Ou tem trabalho para lhes oferecer ou então, a solução não passa por os amontoar nos bairros periféricos das grandes cidades. Vivendo de subsídios . Faz-se tarde como se vê nas frequentes manifestações de jovens violentos no seu desespero. E é preciso que se separe o trigo do joio. Deixando à porta da nossa vida extremistas religiosos e políticos que nos querem impor o seu modo de vida. Da qual fugiram de resto.

publicado por Luis Moreira às 23:02
Tags: ,

Uma das "reformas" da Segurança Social previa um crescimento económico entre 2002 e 2009 de 24% mas o crescimento real não passou dos 3%. Por isto se pode ver quanto afastada está da realidade a proposta de quem quer resolver os problemas das pensões apenas pelo crescimento da economia. Acresce que a queda da natalidade iniciada nos anos 90 há muito que deixou de assegurar a renovação dos contribuintes sem que algum governo tenha implementado políticas para contrariar o fenómeno. E a imigração, por sua vez, não compensa a quebra da natalidade. Como se vê o que temos são problemas que levam décadas a serem resolvidos. Entretanto, nos anos mais próximos, exigem solução.

As proposta vindas de Seguro e Costa não são para levar a sério. Por outro lado o Tribunal Constitucional só contribuirá para a solução se esta estiver estribada numa maioria PS/PSD. É, pois, uma questão de tempo que, aliás, não temos. Ninguém quer encarar de frente o problema : os funcionários públicos, no caso da Caixa Geral de Aposentações, e uma geração, no caso do regime geral, serão prejudicados. Os desequilíbrios ao longo dos anos acumularam-se de tal forma que é impossível salvaguardar tudo e todos.

publicado por Luis Moreira às 11:35

17
Ago 14

Jardim largou hoje a deixa. Embora a Constituição não possa ser referendada, se o povo em referendo aprovar uma nova Constituição quem é que se vai opor ? Mas esta solução é à Alberto João, habituado como está lá no meio do Atlântico a fazer o que quer. No país todo vai ter que ser pelo caminho dos 2/3 de deputados na Assembleia da República. PS e PSD depois do comportamento dos juízes do Tribunal Constitucional não vão deixar que um órgão não eleito continue a ter a última palavra sobre um documento que se dá a interpretações políticas.

Marcelo não vai tão longe mas já hoje se referiu à necessidade de a reforma da Segurança Social ter um acordo prévio do PS e do PSD para passar no Tribunal Constitucional. É que ao contrário do que diz António Costa, o país tem que responder aos problemas de curto prazo que não cabem, nem no tal plano a dez anos ( muito necessário) nem no crescimento da economia ( que com sorte criará emprego em quantidade daqui a cinco anos). Até lá temos que cumprir o Tratado Orçamental e esse objectivo vai cair no colo do próximo governo que o mais certo será PS/PSD. E com as condições políticas assim reunidas a Constituição terá que ser adaptada a um país que aderiu à União Europeia e que, por essa razão, tem que cumprir determinados objectivos internacionais a que se obrigou.

publicado por Luis Moreira às 23:11

E a primeira coisa que fazem é despirem-se para escreverem uns sound bites hipócritas entre as mamas. Normalmente dão-se mal com o pai que lhes pagou os bons colégios que frequentaram. E têm um ódio mortal a tudo o que é Ocidente, incluindo a terra onde nasceram.

Abrimos as portas a tudo o que é imigração incluindo os que mataram e matam inocentes, seja em Madrid ou em Londres. Em nome de Alá o misericordioso. Se forem os ocidentais a matarem os actos revolucionários passam a assassinatos. Este filme conta uma boa história a partir de um livro de John Le Carré. A não perder.

publicado por Luis Moreira às 17:30

António Costa defende que a solução da sustentabilidade da Segurança Social está no crescimento da economia. Cria emprego logo, mais descontos de trabalhadores e entidades empregadoras e reduz os que vivem de subsídios de desemprego. Este homem é um génio. Só é pena que nos vários governos por onde passou nunca se tenha lembrado disso. É que a economia nunca, nos últimos quinze anos, cresceu o suficiente . E, como ele nunca se cansa de dizer, a economia está a crescer mas não o suficiente. Poderá o candidato explicar-nos como se faz enquanto não chegamos lá? É que isso do plano a dez anos, sendo uma estratégia meritória esquece os anos mais próximos  justamente quando a reforma é necessária.

Numa coisa, infelizmente, já podemos ter a certeza. A maioria dos políticos não aprendeu nada. Vão continuar a dizer o que for necessário para chegar ao poder. Depois de lá estarem logo se vê.

Onde andavas tu, Tó Zé, se a solução é tão simples ? "“A grande prioridade hoje para reforçar a sustentabilidade do nosso sistema de Segurança Social é travar a crise, é criar emprego, é de novo reforçar as contribuições para a Segurança Social” . E eu a pensar  que andamos há três anos a travar a crise e a encontrar condições para criar emprego. Desde os brioches da Maria Antonieta que não se via nada assim.

publicado por Luis Moreira às 11:42

16
Ago 14

Passos Coelho deixou no ar a ideia de que o que se passou no BES resultou da promiscuidade entre políticos e negócios. E todos perceberam que se estava a referir aos governos de Sócrates. Às PPPs, swaps, PT, submarinos, sobreiros, Monte Branco...

Do lado de Salgado ninguém fala pois isso seria aceitar que cometeram erros e ilegalidades. E quem fale ficará a falar sozinho e isso não servirá para nada. Não prova nada. Mas não será assim com os políticos. Em campanha eleitoral muita coisa virá a público até porque nessas circunstâncias (políticas) o que se disser pouco contará para a justiça. São ataques políticos. Mas mesmo assim, quem quiser, vai perceber o essencial. E se ele fala? perguntava há semanas um dirigente do PS, ansioso.

Seguro já veio dar corda às palavras de Passos Coelho incitando-o a contar o que sabe. Ora a verdade é que a tralha socrática está toda com António Costa. É caso para dizer que Seguro também poderá contar o que sabe. E na campanha para secretário geral do PS vai fazer o mesmo que Passos Coelho. Não conta nada mas dirá tudo.

publicado por Luis Moreira às 21:30

Agosto 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

12
13

21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Pesquisar
 
Contador