as autoestradas da informação

22
Out 14

Honoris causa significa “por causa de honra” e é uma palavra de origem latina. Geralmente honoris causa é utilizada quando uma universidade deseja conceder um titulo de honra para uma personalidade ou uma pessoa importante.

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publicado por Luis Moreira às 02:17

21
Out 14

Quem diria. Das anedotas e da pobreza saltaram para a construção e reparação de aviões.

Este é um projecto conjunto com as indústrias de Defesa da Argentina, Portugal e República Checa", parceiros industriais da Embraer no projecto, afirmou Jackson Scheiner, presidente da Embraer Defesa e Segurança, na cerimónia de inauguração.

Parte dos componentes são construídos em Portugal, nas oficinas da OGMA e com cerca de 18 entidades associadas ao fornecimento de componentes, sob coordenação da EEA. A OGMA já arrancou também com os procedimentos para fazer manutenção destes aviões.

A Embraer conta ainda com duas fábricas em Évora, onde são construídos componentes para os jactos Legacy e E-Jets e onde também são construídos alguns componentes para este cargueiro.

E somos parceiros na NATO e nos PALOP podemos ajudar a vendê-los mesmo com pronúncia alentejana.

publicado por Luis Moreira às 19:04

Já sabemos que é para defender o serviço público, embora o que se vê é os utentes sofrerem mil tormentos . Outra razão é lutar contra a privatização embora o que se vê é que há cada vez mais gente contra a empresa pública por causa das greves. Há ainda uma deterioração das condições de trabalho nunca explicada. Tudo resumido o que os sindicatos querem é fazer política alinhada com o PCP. E não se importam nada de prejudicar os mais vulneráveis já que os outros andam de carro.

A empresa em 2010 teve prejuízos de 76 milhões de euros. Apesar das greves foi possível evoluir e o ano passado teve 24 milhões de lucro. Isto só foi possível porque se introduziu racionalidade na gestão, nos múltiplos subsídios que eram pagos por tudo e por nada. Para qualquer mortal esta seria uma boa razão para continuar a melhorar o dito serviço público prestado mas, dizem os sindicalistas da CGTP, que ter lucro é preparar a empresa para ser privatizada. Quer dizer, empresa pública não pode ser lucrativa tem mesmo que viver à conta do contribuinte.

Felizmente que a maioria de nós sabe que serviço público não é sinónimo de greves. Mas promover  onze greves num ano é mesmo para privatizar. Pois então, privatize-se!

 

 

publicado por Luis Moreira às 16:26

 

 

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http://youtu.be/n0XTnmr9rxo
Wagner Tanhaüser. Coro dos peregrinos
http://www.youtube.com/watch?v=n0XTnmr9rxo&feature=youtu.be&t=2mhttp://youtu.be/n0XTnmr9rxo%3ft=1m17s47s
Ligação http://www.youtube.com/watch?v=n0XTnmr9rxo&t=4m6s para o vídeo



Foi uma surpresa. Sabíamos que vinha, mas nunca tão cedo, o nosso weñe Javier ou Javier Weñe. Nasceu as 13 ppm da quinta-feira dum espirro da mãe!
Não é simples nem difícil. Falar de netos e referir uma geração que substitui a outra. Em anos curtos, ou ao longo de mais da uma década. Há factores heterogéneos, diversos, que permitem que três gerações sejam capazes de partilhar a sua vida dentro do mesmo universo. Parece-me que a mais elementar é a cronologia das idades dos progenitores da geração mais antiga. Se a paixão, o namoro, a sedução começam a uma idade temprana, pode acontecer que essas três ou quatro gerações partilhem o mundo durante um tempo cumprido. Se o convívio sedutor começa tarde, o mais provável é que a vida em conjunto seja mais corto que o que desejarmos. O leitor pode entender que falo de pessoas que se amam, respeitam e convivem em paz e serenidade, colaboram nos afazeres da vida e aceitam sem ironia as opções que a geração seguinte opta por realizar. Alternativas afirmativas, enfim, que inspiram reverência, não por causa do seu conteúdo, mas porque a geração mais nova adota como ícone ao adulto que mais o orienta dentro das suas opções.
Ser neto não é emotividade, é entendimento, é racionalidade, é seguir com respeito as ideias consultadas a pessoa que sabe entender a via da alma e as suas heterogeneidades. Parece-me que a emotividade pode nascer do agir imitativo de quem não sabe ser orientador dos mais novos e comportar-se com respeito e sedução.
Pode-se pensar que ser avo é complexo por sentir um dever esse orientar. Mas o comportamento e a conduta sábia e calada, exprimida apenas de o agir que não fala, apenas faz, acaba por fazer da tarefa de ser neto, um fugir de carícias e uma reprodução do que se vê é feito e, por imitação, aprende que ser neto não são carícias e seduções, apenas conversas sobre os acontecimentos. Entre nós, as carícias são as formas normais de se contactar. Grande engano.
Faz 28 horas tive um novo neto. Nem desejo correr, desejo respeitar a geração paterna que dirá o dia e hora para or e o conhecer.
Ser neto é todo um trabalho que deve ser respeitado: é um agir esperado e respeitado, diferente de ser filho o irmão. É ser o descendente de um adulto maior, as vezes chamados velhos, que brincam com o bebé e vice-versa. Ser neto é o respeito mútuo entre gerações. Como acontece no quebra-nozes de Tchaikovsky: http://www.youtube.com/watch?v=HMlqaXxY6MQ , ligação
http://youtu.be/HMlqaXxY6MQ , na dança da fada açudada. Ser neto um grande trabalho…É necessário entender as ideias do adulto e as suas pretensões, o que nem sempre e possível. O adulto tem um código de vida que o mais novo não entende por falta de conceitos. Aliás, é a vida social que possui esse código que adulto organiza e cumpre, sendo o seu dever transferi-lo para o mais pequeno. A criança neta tem que aprender esse código se quer permanecer dentro da vida social. Parte de esse código, é o de entender o mais novo e o ensinar como o adulto ensina o filho mais velho. Ser neto é aceitar as grandes caricias do mais velho, sejam estes pais, tios, avós ou bisavós. Os mais novos ensejam a liberdade que o seu imaginário lhe ensina. O mais duro, é esses adultos dos que falava ontem que punem os pequenos se não fazem como eles determinam que a vida entre outros deve ser levada. Entre o imaginário e a regra de comportamento, se debate o imaginário da criança, como analisei no meu livro de 1988, segunda edição do ano 2000: O imaginário das crianças. Os silêncios da cultura oral, Fim de Século, Lisboa. Porque silêncios da cultura oral? Porque o neto se divide em dois ou tres, imagina visitas e diálogos, imensas vezes interrompidas por un adulto que pergunta: o que andas a fazes tu? A questão é difícil de responder, nem ele sabe o que faz, dividido como está entre os seus fantasmas, como diria Cyrulnick, especialmente quando define resiliência no seu texto O murmúrio dos fantasmas, editora Martin Fontes, 2005, Paris. Essa pergunta o torna a terra e o imaginário se esgota porque tem que pensar e perante a razão, acaba esse imaginário, fundamental para os pequenos criar um mundo próprio, em que todo entende por a racionalidade da historia que cria, está retirada dos seres que fabrica, imitando adultos. É assim que os adultos aprendem desde a época de terem sido crianças respeitadas pelos seus adultos que calam as sua historias para dentro do grupo familiar, sem nunca troçar com o imaginário. Bem ao contrário, ouvem as fantasias e as calam como cumplicidade entre pais e filho e, eventualmente, um tio o avô.

Raúl Iturra
Original de 21 de Agosto de 2011.
Reescrito e mudado o sentido, a 21 de Outubro de 2014.
lautaro@netcabo.pt

publicado por Luis Moreira às 12:07

20
Out 14

Vai desiludir muita gente. Quanto à dívida já deixou de falar em "hair cut " e espera a boleia de um grande que tenha o mesmo problema. O que Passos tem feito até agora. António Costa antes de revelar publicamente a sua opinião quer uma discussão pública. O que pensam os portugueses sobre a dívida?

Era mais fácil quando era oposição. Aí ganhava em ser agressivo. Ia impor a sua opinião junto da srª Merkel, levar para Bruxelas a discussão. À sua volta tem muita gente que andou três anos a dizer "não pagamos", ou que a "dívida é para rolar". Esses vão começar cedo a rosnar entre dentes pelo menos enquanto cheirar a poder.

Mesmo o "Manifesto dos 74" é para analisar pacientemente, sem precipitações, há o tempo todo até que os adversários políticos exijam uma resposta concreta durante a campanha eleitoral. "Agora, as palavras e as propostas do PS são lidas e ouvidas com outra atenção, pelos eleitores, mas sobretudo pelas instâncias internacionais e pelos mercados. Nas últimas semanas, as agências de ‘rating' estiveram em Portugal, falaram com muita gente é uma das perguntas era precisamente sobre as intenções de Costa em relação à dívida. São sérias? É claro que são, só podem ser, porque, como diz Eduardo Catroga numa entrevista que tem de ser lida com atenção, a redução da despesa não é uma questão ideológica, é uma questão de aritmética. Com uma dívida pública a tocar nos 130% do PIB, como se resolve o nó gordio?

publicado por Luis Moreira às 19:59

E não é por falta de ideias ( Sérgio Figueiredo- DN) :

Movimentos sociais como o Fórum para a Liberdade, e o seu mentor Fernando Adão da Fonseca, andam há anos a bater-se, sem qualquer sucesso, por uma mudança radical das regras do jogo: o problema não é défice de autonomia das escolas, é a ausência de competição entre elas.

Financiar a procura em vez da oferta, dar liberdade de escolha às famílias em vez de prendê-las a uma escola com código postal, mais um conjunto de outras ideias simples, mas heterodoxas, produziam mais concorrência no sistema do que todos os exames nacionais que se possa inventar.

Reduzir a carga diária, estender o ano escolar, organizar o calendário em dois semestres e acabar com o absurdo de três meses seguidos de férias - é algo que a Confederação dos Pais há muito pede, e diretores de escola defendem, mas "a mãe em casa e pai no trabalho" é a lógica ainda vigente num sistema que perdeu a sintonia com as dinâmicas da vida real.

 

publicado por Luis Moreira às 15:15

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Violência intra-familiar não é um tema fácil de abordar. Pensa-se sempre que um grupo de parentes ou seres humanos relacionados entre si, por laços de consanguinidade ou de afinidade, é um grupo feliz. No seio do grupo, cabe aos adultos protegerem os mais novos orientando-os desde muito cedo na vida, pelas sendas do amor, o respeito filial ou o respeito que os pais têm pelos filhos. Pelo menos, é assim que eu penso.
Mas a realidade parece ser outra. Não foi por acaso que coloquei a imagem de uma criança punida, com as marcas de uma bofetada recebida na sua pequena cara. Bofetada de quem se desconhece a autoria e o motivo da punição material, reflectida na cara triste e sofrente de quem não entende qual o mal que fez para receber tamanho castigo. Castigo reiterado ao longo do tempo pela pequena da imagem, e por muitas outras mais.
Essa bofetada marca pelo menos três aspectos da vida da infância. A primeira é visível e não precisa ser comentada, a imagem fala o que as palavras da pequena não sabem dizer porque as desconhece ou, ainda, porque não espera que o seu adulto a use contra ela. Essa bofetada pode ser o resultado de quem tem raiva contra si próprio e desabafa nos mais pequenos, como comenta Sigmund Freud em 1905 em húngaro, traduzido para inglês por Hoggart Press, Londres, em Obras Completas, Volume VII,1953: Three essays on Sexuality, ou Melanie Klein em: Inveja e Gratidão (1943 em alemão, 1954 em inglês e em luso brasileiro, 1991), Imago, Brasil, Alice Miller (1981 em alemão), 1998: Thou Shalt not be aware. Societie’s Betrayal of te Child, Pluto Press, EUA, ou Françoise Dolto, 1971: L’Évangile au risque de la psychanalise, Editons du Seuil, Paris, textos que comento no meu livro: O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade Repositório ISCTE e Internacional, em: http://repositorio.iscte.pt/, ou http://www.rcaap.pt.
Textos todos que defendem a criança das ameaças dos seus adultos, que esperam delas comportamentos formais, gentis e de uma responsabilidade mais além dos seus curtos anos. Este tipo de violência, é, para mim, um crime não apenas contra o seu corpo, como contra os seus sentimentos. Sentimentos que devem converter essa criança em adulto triste, deprimido e pouco feliz com a vida. E o círculo continuará a ser repetido por ter aprendido em tenra idade que os pequenos devem ser ensinados às chicotadas e sem nenhum respeito por tudo o que lhe falta saber.
Bem sabemos que a lei protege a infância com leis especiais, veja-se, para o caso português, a Lei da Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Nº 147 de 1999. Até esse dia, apenas o Código Civil imperava, falando unicamente de filiação, heranças e tutorias nos artigos 1776 e seguintes, ignorando absolutamente essa realidade de trair a infância, como se na sociedade nada acontecesse em relação às punições mencionadas.
Este pequeníssimo ensaio, é apenas um rascunho do livro que preparo sobre a criminalidade intra-familiar, que é, de forma ignorante, denominada violência doméstica. Nem sempre acontece entre as famílias, mas há mais maus tratos de palavra ou de obra, do que o que a lei quer reconhecer. Andreia Sanches, diz no jornal «O Público» de 16 de Julho: 26 das 41 famílias analisadas com menores maltratados não tinham mais de quatro elementos. "A configuração das famílias é cada vez mais reduzida, há mais monoparentalidade, pode estar a haver uma degradação das condições económicas nestas famílias."
No entanto, a imagem é sempre esta:

Que fazemos nos?

 

publicado por Luis Moreira às 10:03

O que não é coisa pouca. O cumprimento dos mandatos, é fundamental em democracia. A oposição anda a pedir eleições antecipadas desde a primeira semana deste governo. Agora com as actuais sondagens o PS não quer perder tempo . Percebe-se, o tempo corre contra António Costa que vai ter que fazer opções e explicar ao que vem. Já temos uma experiência que ainda hoje tira a vontade ao país de a repetir.

" O ideal para Costa, ou para qualquer líder da oposição, sobretudo quando não quer detalhar o seu programa, seria repetir o percurso de Sócrates em 2004: eleito secretário-geral do PS no fim de Setembro de 2004, não tinham passado ainda 70 dias quando Sampaio provocou a queda do governo de Santana. O país entrou de imediato em ambiente de campanha eleitoral e Sócrates conseguiu uma maioria absoluta para o PS.

Mas nem Cavaco é Sampaio nem Portugal suporta mais aventuras similares.

 

publicado por Luis Moreira às 01:54

19
Out 14

É cada vez mais generalizado o sentimento que o combate ao ébola se deve fazer nos países atingidos e não esperar pela doença entre portas na Europa. Avançar com infra-estruturas de saúde pública em África : hospitais, saneamento básico e esclarecimento das populações.

Em muitos destes países africanos o próprio sistema político balança entre a democracia e a ditadura. Pode ser uma grande ajuda à democracia o convívio dos profissionais de saúde ocidentais com as populações . E a economia também ganha e muito com a intensificação da ajuda.

As recentes notícias de cura ou de controlo da doença entre os atingidos no mundo ocidental mostra bem que são as condições de saúde pública e individuais ( má nutrição) que facilitam a transmissão do vírus. Não há razões para o pânico que está a atingir fortemente a confiança dos mercados ocidentais e a travar o crescimento da economia.

publicado por Luis Moreira às 23:42

18
Out 14

António Costa já está a balizar o PS que saiu das eleições internas. Não é radical a ponto de questionar a permanência no UE e no Euro. É por isso que no partido se usam expressões aproximadas mas nenhuma que assuma "hair -cuts", negociação ou restruturação da dívida. Estas coisas são para falar entre quatro paredes não vá os credores perderem a confiança e desatarem a aumentar as taxas de juro.

O novo PS, que resulta da vitória de António Costa nas primárias, não parece disponível para propostas mais radicais, como  a defesa unilateral de um hair-cut aos valores da dívida ou a saída do euro. Ao que o PÚBLICO apurou, o texto em preparação insiste numa resposta à escala europeia, avisando que o PS continua a acreditar no projecto europeu “em todas as suas dimensões”.

Uma posição cautelosa que reflecte a forma como o futuro secretário-geral do PS tem lidado com o tema desde que avançou para as primárias socialistas.»

E, é realmente por aqui que passa a separação das águas. Estar na UE e no Euro.

 

publicado por Luis Moreira às 23:07

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