as autoestradas da informação

07
Jul 15

Não há dólares para pagar a importação da farinha. E os preços fixados à moda socialista faz o resto. A Venezuela precisa de 70 000 toneladas/mês de farinha e só importa 10 000 toneladas/mês.

Os padeiros racionam o pão na vã tentativa de o pão chegar a todos por pouco que seja. E o petróleo não se bebe como também se pode ver em Angola. Quando não há pão é porque está tudo mal. Apesar do petróleo ou por isso mesmo.

Quando o estado se mete na economia retirando a iniciativa aos empresários e dirige o dinheiro para obras públicas ao sabor dos interesses instalados, não há petróleo que chegue. E o povo não tem pão.

A Noruega era pobre e agora é rica. Descobriu petróleo mas dirigiu a riqueza para a educação e a inovação empresarial. Hoje tem sectores económicos fortes que exportam bens transaccionáveis.

Se um dia Portugal descobrir petróleo vamos ter a terceira ponte sobre o Tejo, um novo aeroporto (HUB), o TGV com várias ramificações e a servir  o Lisboa South Bay

Quanto ao Zé vai continuar a penar.

publicado por Luis Moreira às 01:00

06
Jul 15

A Grécia esqueceu-se de perguntar aos outros povos europeus se estão dispostos a pagar a factura.

"O governo grego perguntou aos eleitores da Grécia se lhes dava ou não jeito que os outros contribuintes europeus continuassem a pagar-lhes as despesas. Aos eleitores gregos, como a quaisquer eleitores em qualquer outra parte do mundo, o negócio não pareceu mau, e votaram em conformidade. O governo grego só se esqueceu de uma coisa: foi de perguntar aos outros contribuintes europeus se também lhes dava jeito continuar a pagar as contas da Grécia. A pergunta, embora não tendo sido feita, pode ter resposta um dia destes."

publicado por Luis Moreira às 19:33

A Grécia desceu um degrau. Negociava de igual para igual com os outros países agora está de mão estendida à espera de uma acção de assistencialismo que a extrema esquerda tanto odeia  . Para já a Grécia precisa de uma acção de ajuda humanitária. Passou a ser "um sem abrigo".

Os partidos de extrema direita esfregam as mãos. Conseguiram sem mexer uma palha o que tanto anseiam. Empurrar a Grécia para fora do Euro. Depois logo se vê quem vai a seguir.

Não vai ser bonito de ver, mesmo se houver uma “ajuda humanitária de emergência”, o que já foi sugerido mas colocará a Grécia na posição de ser tratada como o Haiti ou a Indonésia depois de uma catástrofe natural. Com uma diferença: as feridas, neste caso, foram auto-infligidas.

Parabéns Tsipras. Parabéns Le Pen. Ou seja, mesmo que involuntariamente, o Syriza é hoje um cavalo-de-Tróia de Le Pen e demais líderes da direita eurocéptica na sua guerra contra a União Europeia e a “ditadura de Bruxelas”. 

Tudo com o aplauso da extrema esquerda. Como diz uma excitada Isabel Moreira : Varoufakis é sexy, porra!

publicado por Luis Moreira às 11:07

Vários socialistas do norte da Europa reagiram desassombradamente : os gregos destruíram as pontes de entendimento que restavam. A questão que se colocava até aqui era : o que irão fazer a Grécia e os países da União Europeia? Agora a pergunta é : o que irão fazer os países europeus?

A Grécia está completamente à mercê dos seus credores. Na sua mão a Grécia só tem uma solução: sair do Euro. Só não sai se os outros países não quiserem. Foi sempre isto o que o governo grego quis. Vamos ver se o povo Grego está de acordo. Outro referendo ?

O governo grego está agora sem refúgio à mercê do que for capaz de fazer pelo seu povo. Vai ser capaz de suavizar a austeridade ? Só se os outros países estiverem disponíveis para pagar a factura grega. Caso contrário cai o Syriza e a Grécia a seguir não cai porque vai funcionar a solidariedade. A tudo o que a Grécia representa para a Europa temos agora que juntar as perguntas que a actual arquitectura europeia não consegue dar resposta. Crédito a favor da Grécia.

Grande trabalho. Nunca a Grécia esteve tão ajoelhada como agora. Chamam a isto, coragem e dignidade.

 

publicado por Luis Moreira às 00:38

05
Jul 15

O povo respondeu, está respondido. Agora é a Europa que tem que dar resposta à situação sempre com o objectivo de manter a Grécia na União Europeia. Esperemos que o Syriza tenha o mesmo objectivo porque os credores não vão querer perder o seu dinheiro. Há que negociar reformas que garantam que daqui a três anos o país não estará novamente na bancarrota.

Mesmo os líderes socialistas europeus não aceitam que a Grécia não cumpra a sua parte num eventual acordo com o objectivo, repito, de manter a Grécia na União Europeia. Expulsar, mesmo que temporariamente a Grécia da UE, levará o povo a uma situação de enorme empobrecimento, nunca menos de uma redução de 40% do PIB.

É claro que uma situação do "quanto pior, melhor" pode ser uma tentação para os extremistas de um lado e outro. Mas o povo Grego só a partir de agora irá perceber o que esteve ( está) em cima da mesa. É o momento de mostrar o jogo. 

publicado por Luis Moreira às 17:52

É uma ideia genial, ainda para mais sendo executada por militantes do PS. Como sei que isto anda tudo ligado o António Costa é que já deve estar a congeminar uma explicação. São os "seguristas" ou mesmo "os Sampaio da Nóvoa". A Maria de Belém não é mulher para ter um lampejo destes e o Henrique Neto é um homem sério. Resta quem ? Francisco de Assis ? Álvaro Beleza ? Não creio. Costa tem mesmo que deixar Sócrates entrar na campanha.

campanha.jpeg

 

publicado por Luis Moreira às 11:00

"...A História do século XlX grego é dominada pela batalha entre os credores que ambicionaram reformar o país para receber o seu dinheiro e as sucessivas lideranças políticas que se comprometeram a fazê-lo a troco de ajuda mas que nunca começaram verdadeiramente o processo. O resultado deste duelo foi sempre penoso para a sociedade grega."

"Três anos depois ( 1857), uma comissão de credores internacionais examinou as finanças gregas e concluiu que a administração pública e a autoridade tributária tinham falhado a sua missão de arrecadar e gerir o dinheiro dos contribuintes"

Muito do que estamos a assistir é familiar para quem conheça a História. Em 183 anos de história, como país independente, os gregos não cumpriram as suas obrigações com os seus credores em 1826, 1843, 1860, 1894 e 1932. Durante quase metade da sua história a Grécia esteve em incumprimento.

PS : Miguel Monjardino - Expresso

publicado por Luis Moreira às 01:27

04
Jul 15

Já tínhamos gente canhestra a mentir com todos os dentes mas como este Alexis é que é dificil. "Já sabíamos da difícil relação de Tsipras com os factos. Mas a rotunda falsificação do relatório do FMI em proveito da sua agenda politica interna, mentindo descaradamente aos eleitores, ultrapassa todas as medidas. O Governo Syriza fez tudo para tornar a divida insustentável e agora invoca a insustentabilidade autoprovocada para reclamar a reestruturação da dúvida. Os contribuintes dos demais países da União que paguem os irresponsáveis desmandos do Syriza.

tsipras.jpg

 Ora o que o FMI disse foi exactamente o contrário como pode ler no Causa Nostra

publicado por Luis Moreira às 18:01

A Grécia do Syriza será sempre um corpo estranho no já débil consenso europeu. A ideologia, os valores e as práticas irresponsáveis do governo extremista Grego são o contrário de tudo aquilo que fez da Europa comunitária uma das mais maravilhosas realizações da humanidade, responsável por mais de meio século de paz e prosperidade.

A esperança reside em que os Gregos, apesar de todas as dificuldades, prefiram a Europa às aventuras já insinuadas pelo Syriza. E que a Europa esteja à altura dessa responsabilidade.

PS : Expresso - Luis Marques

publicado por Luis Moreira às 13:52

Os políticos falam muito em dignidade, em coragem, em democracia. Mas o povo Grego nem tanto. Vive mal, numa sociedade corrupta, com um estado falido. Está farto de dar lições de dignidade. Farto de guerras e de sofrimento. Quer paz e uma vida com dignidade.

Não é o que Syriza lhes trouxe. Basta ver as longas filas para o pão e para levantar o pouco dinheiro que lhes resta nos bancos. O medo que sentem do futuro, do isolamento internacional, de se verem fora da União a que pertencem geográfica e culturalmente.

É verdade que as medidas de austeridade foram (são) draconianas, semearam dificuldades escusadas, esqueceram o humanismo e o bem estar social. Mas a alternativa não pode ser levar o país novamente para a bancarrota e o povo para mais sofrimento. A dignidade não pode ser o que se vê representado nas fotografias e nos vídeos que correm mundo.

Por muito que políticos, agora do outro extremo, encham a boca com palavras bonitas.

"No início da fila, não há qualquer caixa multibanco. O objetivo não é levantar dinheiro. As pessoas que aguardam na bicha, de olhos pregados no chão, não têm nenhum. O que elas têm é fome."

Atenas.jpg

Se fosse Marisa Matias a desenhar o memorando da troika o resultado não andaria longe. Interessa-lhe pouco o bem estar das pessoas se o que está em jogo é a ideologia que vende :

Marisa Matias diz que Grécia está a dar lição de democracia

 | Ontem
A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, afirmou esta sexta-feira em Atenas que a Grécia está a dar uma lição à Europa e a trazer "de novo" a democracia para a "ditadura dos mercados financeiros".
 
Jean-Paul Pelissier/REUTERS
Marisa Matias falava para os cerca de 20 mil apoiantes do "não" que estão reunidos na praça Syntagma, em Atenas
 
 
 
 
 

"A Grécia está a dar de novo uma lição à Europa, uma lição, de democracia, uma lição de resistência"

 

 

publicado por Luis Moreira às 03:42

Julho 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


pesquisar
 
Contador